{"id":161963,"date":"2017-11-28T16:18:29","date_gmt":"2017-11-28T18:18:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=161963"},"modified":"2017-11-28T19:58:10","modified_gmt":"2017-11-28T21:58:10","slug":"construcao-poe-caixa-contra-parede-e-cobra-mais-credito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/construcao-poe-caixa-contra-parede-e-cobra-mais-credito\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o p\u00f5e Caixa contra parede e cobra mais cr\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p>Os empres\u00e1rios do setor de constru\u00e7\u00e3o t\u00eam feito coro para cobrar a normaliza\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o de financiamentos da Caixa Econ\u00f4mica Federal para a compra e a constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis no Pa\u00eds. O gargalo na concess\u00e3o de cr\u00e9dito tem ocorrido h\u00e1 cerca de dois a tr\u00eas meses e passou a se intensificar nos \u00faltimos dias. O banco enfrenta restri\u00e7\u00f5es para liberar novos empr\u00e9stimos devido \u00e0 necessidade de adequar sua estrutura interna \u00e0s novas regras do Acordo de Basileia.<\/p>\n<p>&#8220;Nas duas \u00faltimas semanas, a situa\u00e7\u00e3o voltou a apertar&#8221;, conta Rodrigo Luna, presidente da incorporadora Plano &amp; Plano, empresa parceira da Cyrela e focada nas moradias para a popula\u00e7\u00e3o de menor renda, dentro do Minha Casa, Minha Vida. Nesse segmento, as empresas s\u00e3o ainda mais impactadas pelos gargalos da Caixa. O banco responde por 65% do mercado de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, mas esse patamar sobe para 95% no mercado de baixa renda.<\/p>\n<p>Luna diz que a Plano &amp; Plano ouviu da Caixa que a situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 normalizada em breve, motivo pelo qual a incorporadora n\u00e3o deixou de lan\u00e7ar novos projetos. Na \u00faltima semana, foram lan\u00e7ados dois empreendimentos e mais dois est\u00e3o previstos at\u00e9 o fim do ano, afirma o executivo.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), Luiz Fran\u00e7a, afirma que o problema \u00e9 preocupante, mas confirma que o banco e o governo federal j\u00e1 sinalizaram que tratar\u00e3o com prioridade as iniciativas para normalizar os empr\u00e9stimos. &#8220;N\u00f3s trabalhamos com a hip\u00f3tese de que esse \u00e9 um problema que ser\u00e1 resolvido nos pr\u00f3ximos dias. N\u00e3o vemos outra hip\u00f3tese&#8221;, ressalta Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele diz que, diante da indisponibilidade de recursos, a Caixa tem priorizado o financiamento de im\u00f3veis para fam\u00edlias com renda de at\u00e9 R$ 4 mil, enquanto os demais segmentos dificilmente conseguem os empr\u00e9stimos. Apesar desse cen\u00e1rio, Fran\u00e7a diz que o mercado imobili\u00e1rio segue com a tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o e pode fechar 2018 com crescimento. No acumulado do ano at\u00e9 agosto, as vendas subiram 25,5%, enquanto os lancamentos recuaram 3,5%, segundo pesquisa da Abrainc com a Fipe.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Jos\u00e9 Carlos Martins, alertou na segunda-feira para o risco de o mercado imobili\u00e1rio residencial sofrer um encolhimento no pr\u00f3ximo ano, mesmo que haja continuidade das melhoras macroecon\u00f4micas, como redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e dos juros. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o setor permanece pressionado pelos gargalos de cr\u00e9dito da Caixa, que se somam a outros problemas, como a falta de regras claras para os cancelamentos de contratos de compra e venda de im\u00f3veis na planta (distratos).<\/p>\n<p>&#8220;O mercado tem todas as condi\u00e7\u00f5es para crescer. Mas se essas quest\u00f5es n\u00e3o forem resolvidas, vemos o risco de os n\u00fameros (de lan\u00e7amentos e vendas) do mercado em 2018 serem menores&#8221;, disse Martins. &#8220;N\u00e3o est\u00e1 faltando cliente. O que faltam s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es para esses clientes adquirirem o t\u00e3o desejado im\u00f3vel. As condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas melhoraram, mas s\u00f3 isso n\u00e3o \u00e9 suficiente&#8221;, frisou.<\/p>\n<p><b>Cadeia da Constru\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/b>A Abrainc e a Fipe lan\u00e7aram nesta ter\u00e7a um estudo que busca evidenciar o tamanho da cadeia da constru\u00e7\u00e3o e os seus impactos sobre a economia. O estudo estima que foram lan\u00e7adas 6,3 milh\u00f5es de unidades residenciais pelas incorporadoras no Pa\u00eds entre 2008 e 2017, dos quais 77,8% s\u00e3o moradias populares enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida, 20,7% s\u00e3o resid\u00eancias de m\u00e9dio e alto padr\u00e3o e 1,6% im\u00f3veis comerciais.<\/p>\n<p>A atividade de constru\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria foi respons\u00e1vel pela gera\u00e7\u00e3o de 1,9 milh\u00e3o de empregos no per\u00edodo de 2010 e 2017. Os postos de trabalho se espalharam por toda a cadeia produtiva, incluindo atividades que s\u00e3o impulsionadas pela forma\u00e7\u00e3o de novos lares. Do total de empregos gerados, 372,5 mil (19,7%) foram para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, 310,6 mil (16,4%) para o com\u00e9rcio e 305,2 mil (16,1%) para a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que a incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e as atividades a ela associadas arrecadaram cerca de R$ 157,4 bilh\u00f5es de 2010 a 2017, uma m\u00e9dia de R$ 19,7 bilh\u00f5es por ano. Desse montante, 41,7% foram para os cofres do governo federal, 37,9% para o estadual e 20,4% para as prefeituras municipais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os empres\u00e1rios do setor de constru\u00e7\u00e3o t\u00eam feito coro para cobrar a normaliza\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o de financiamentos da Caixa Econ\u00f4mica Federal para a compra e a constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis no Pa\u00eds. O gargalo na concess\u00e3o de cr\u00e9dito tem ocorrido h\u00e1 cerca de dois a tr\u00eas meses e passou a se intensificar nos \u00faltimos dias. 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