{"id":163448,"date":"2017-12-14T00:00:08","date_gmt":"2017-12-14T02:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=163448"},"modified":"2017-12-14T06:58:56","modified_gmt":"2017-12-14T08:58:56","slug":"promotoria-americana-denuncia-marin-por-propina-de-21-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/promotoria-americana-denuncia-marin-por-propina-de-21-milhoes\/","title":{"rendered":"Promotoria americana denuncia Marin por propina de 21 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<p>Os promotores norte-americanos respons\u00e1veis pela acusa\u00e7\u00e3o contra Jos\u00e9 Maria Marin e outros dirigentes do futebol sul-americano no &#8220;Caso Fifa&#8221; afirmaram nesta quarta-feira que o ex-presidente da CBF recebeu US$ 6,55 milh\u00f5es (aproximadamente R$ 21,68 milh\u00f5es) em subornos no per\u00edodo entre 2010 e 2016.<\/p>\n<p>Em sua argumenta\u00e7\u00e3o final, a promotoria afirmou que Marin e outros dirigentes acusados no esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o da Fifa acumularam fortuna gra\u00e7as aos subornos recebidos em troca de benef\u00edcios para empresas de marketing em contratos comerciais. A defesa, por outro lado, argumentou que h\u00e1 poucas evid\u00eancias concretas para apont\u00e1-los como culpados.<\/p>\n<p>Os dirigentes &#8220;receberam dinheiro em vez de cuidar dos melhores interesses dos \u00f3rg\u00e3os gestores do futebol&#8221;, disse a promotora Kristin Mace no tribunal federal no Brooklyn.<\/p>\n<p>O paraguaios Juan Angel Napout, Marin e o peruano Manuel Burga s\u00e3o acusados de crime organizado, conspira\u00e7\u00e3o para cometer fraude e conspira\u00e7\u00e3o para lavagem de ativos, em um caso que abalou os alicerces da Fifa.<\/p>\n<p>Em um momento durante sua apresenta\u00e7\u00e3o, a promotoria apresentou ao j\u00fari um retrato dos acusados com os valores dos subornos que supostamente receberam entre 2010 2016: al\u00e9m dos US$ 6,55 para Marin para beneficiar empresas nas vendas dos direitos da Copa Libertadores, da Copa Am\u00e9rica e da Copa do Brasil, US$ 10,5 milh\u00f5es (R$ 34,8 milh\u00f5es) para Napout e US$ 4,4 milh\u00f5es (R$ 14,6 milh\u00f5es) para Burga. O mesmo valor supostamente recebido por Marin foi atribu\u00eddo a Marco Polo del Nero, atual presidente da CBF, que est\u00e1 no Brasil e, por isso, n\u00e3o \u00e9 julgado nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O advogado de Napout aceitou que os procuradores dos Estados Unidos descobriram uma ampla rede de corrup\u00e7\u00e3o no futebol internacional, mas argumentou que apenas provaram a culpa dos executivos de marketing esportivo que testemunharam e n\u00e3o dos acusados. Espera-se que a defesa conclua seus argumentos nesta quinta-feira, incluindo os advogados de Marin.<\/p>\n<p>Mace disse ao j\u00fari que as empresas de marketing esportivo sabiam que tinham que pagar subornos para negociar com os dirigentes de futebol. Este mecanismo sabotava uma licita\u00e7\u00e3o aberta e justa dos contratos comerciais que teriam beneficiado o esporte e as federa\u00e7\u00f5es, segundo a promotoria. &#8220;Eles tiveram que pagar (subornos) para obter os contratos&#8221;, disse. &#8220;E eles tinham que pagar para evitar a concorr\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Durante o julgamento, a promotoria apresentou testemunhos de v\u00e1rios executivos de empresas de marketing esportivo, entre eles J. Hawilla, que se declararam culpados e concordaram em cooperar com as autoridades, gravando conversas sobre o pagamento de milh\u00f5es de d\u00f3lares em subornos. Documentos tamb\u00e9m foram apresentados sobre os pagamentos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os promotores norte-americanos respons\u00e1veis pela acusa\u00e7\u00e3o contra Jos\u00e9 Maria Marin e outros dirigentes do futebol sul-americano no &#8220;Caso Fifa&#8221; afirmaram nesta quarta-feira que o ex-presidente da CBF recebeu US$ 6,55 milh\u00f5es (aproximadamente R$ 21,68 milh\u00f5es) em subornos no per\u00edodo entre 2010 e 2016. 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