{"id":163854,"date":"2017-12-18T08:55:27","date_gmt":"2017-12-18T10:55:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=163854"},"modified":"2017-12-18T08:55:27","modified_gmt":"2017-12-18T10:55:27","slug":"quando-passagem-de-um-maluco-causa-alvoroco-no-pedaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quando-passagem-de-um-maluco-causa-alvoroco-no-pedaco\/","title":{"rendered":"Quando a passagem de um maluco causa alvoro\u00e7o no peda\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Com a m\u00e1scara do orc Nick Jakoby, interpretado por Joel Edgerton no filme\u00a0<i>Bright<\/i>, que estreou na Netflix em 22 de outubro, Will Smith caminhou pela multid\u00e3o que lotou o S\u00e3o Paulo Expo, na Comic Con Experience, a conven\u00e7\u00e3o de cultura pop realizada entre 7 a 10 de dezembro e atraiu 227 mil visitantes. No domingo, \u00faltimo dia da tamb\u00e9m chamada CCXP, passou quase despercebido e at\u00e9 fez gra\u00e7a com alguns f\u00e3s.<\/p>\n<p>Foi tirar a m\u00e1scara, o alvoro\u00e7o tomou o espa\u00e7o. Gritos de &#8220;Will! Will!&#8221; eram ouvidos de dentro do audit\u00f3rio onde\u00a0<i>Bright<\/i>, o novo filme de David Ayer, era exibido em uma esp\u00e9cie de pr\u00e9-estreia para pouco mais de 3 mil capazes de garantir uma cadeira ali dentro. Depois do longa, Smith, Ayer e Edgerton iriam conversar sobre a mega produ\u00e7\u00e3o da poderosa empresa de televis\u00e3o sob demanda.<\/p>\n<p>Era a hora de Will Smith. Entre outras coisas, o astro fez beat-box, abra\u00e7ou a bandeira do Brasil e incorporou o seu personagem de\u00a0<i>Um Maluco no Peda\u00e7o<\/i>\u00a0(nome traduzido da s\u00e9rie The Fresh Prince of Bel-Air, exibida \u00e0 exaust\u00e3o pelo SBT desde 2000) ao cantar a m\u00fasica tema da s\u00e9rie. Quem ainda estava sentado se levantou. Pularam. Cantaram junto. Riram com as gracinhas do astro.<\/p>\n<p>Com pouco mais de 30 anos de carreira &#8211; iniciada na m\u00fasica, na cena de rap da Filad\u00e9lfia, ainda nos anos 1980, sob o nome de The Fresh Prince -, Will Smith provou ser um dos \u00edcones da cultura pop. Tem o sorriso largo necess\u00e1rio para apaziguar multid\u00f5es, o timing bom para gracejos e conhece como poucos os atalhos do entretenimento. Da cena de hip hop underground, ele foi parar no Grammy, em 1989, com a m\u00fasica Parents Just Don&#8217;t Understand, publicada pela parceria do ent\u00e3o Fresh Prince e o DJ Jazzy Jeff. O duo ainda conseguiu mais um gramofone, com a can\u00e7\u00e3o Summertime, lan\u00e7ada dois anos depois, at\u00e9 a poderosa emissora NBC cham\u00e1-lo para estrelar a sitcom Um Maluco no Peda\u00e7o, na qual ele interpretaria um personagem levemente baseado em si mesmo.<\/p>\n<p>Se a cultura pop tivesse a for\u00e7a de hoje nos anos 1990, n\u00e3o existiria estrela maior no mundo do entretenimento do que Smith. Al\u00e9m de Um Maluco no Peda\u00e7o &#8211; uma s\u00e9rie mais amada por f\u00e3s do que aclamada pela cr\u00edtica -, no ar de 1990 a 1995, o ator emendou Os Bad Boys (de 1995), Independence Day (1996) e MIB: Homens de Preto (1997). Esse trio arrecadou US$ 1,547 bilh\u00e3o em bilheteria.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada seguinte, o astro tentou deixar o pop e ser aceito pela Academia do Oscar e tem duas indica\u00e7\u00f5es, com as atua\u00e7\u00f5es em Ali (2001) e \u00c0 Procura da Felicidade (2006). Desde ent\u00e3o, o ator vem fazendo um movimento para voltar ao universo que o recebe t\u00e3o bem &#8211; como pode ser visto durante sua visita \u00e0 Comic Con Experience. Na primeira parceria com David Ayer, viveu nas telonas o Pistoleiro, o protagonista do filme Esquadr\u00e3o Suicida, baseado no grupo de mesmo nome dos quadrinhos. A tentativa foi frustrada, contudo, porque o filme acabou por se tornar Frankenstein de ideias n\u00e3o muito bem executadas com muitas interven\u00e7\u00f5es dos chef\u00f5es do est\u00fadio.<\/p>\n<p>Sua nova aposta est\u00e1 em Bright, de novo sob o comando de Ayer, o ex-fuzileiro naval e roteirista de Dia de Treinamento.<\/p>\n<p>Criado no submundo de Los Angeles, Ayer tem uma vis\u00e3o mais escura e raivosa da cidade. Tudo isso, contam os atores depois, vai direto para a tela &#8211; ou para o smartphone. &#8220;David Ayer \u00e9 um daqueles diretores de uma lista que eu tenho ao lado de Ang Lee, Michael Bay e Christopher Nolan. Se algum nome desses me chama, eu vou&#8221;, disse o ator, na CCXP.<\/p>\n<p>E Bright, filme lan\u00e7ado exclusivamente na Netflix, pode ser a aposta acertada. Al\u00e9m da crueza e escurid\u00e3o das ruas de Los Angeles e uma trama policialesca, Ayer acrescenta um tempero fantasioso. &#8220;\u00c9 como se fosse Dia de Treinamento com O Senhor dos An\u00e9is&#8221;, brincou Smith durante a entrevista coletiva realizada com a imprensa brasileira e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, no dia seguinte \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 farra na Comic Con Experience<\/p>\n<p>Bright parte de uma ideia estabelecida de que humanos e seres como elfos, orcs e fadas convivem h\u00e1 mil\u00eanios. Vive-se, no filme, como os dias de hoje, mas com algumas altera\u00e7\u00f5es. A discrimina\u00e7\u00e3o racial e a discrep\u00e2ncia financeira tamb\u00e9m \u00e9 traduzida para o novo cen\u00e1rio. Os mais ricos e abastados s\u00e3o os elfos. Os orcs sofrem no presente com as a\u00e7\u00f5es dos antepassados e s\u00e3o relegados. Nick Jakoby, o personagem de Edgerton, cuja m\u00e1scara Will Smith usou para caminhar pela CCXP, \u00e9 o primeiro entre os orcs a ser aceito pela for\u00e7a policial. E Jakoby se torna parceiro de Daryl Ward (Will Smith) e, na viatura, cria-se uma tens\u00e3o interracial.<\/p>\n<p>Smith, na tela, vive papel do privilegiado. &#8220;Foi interessante ser o personagem que estava mais elevado na hierarquia social, procurando algu\u00e9m para colocar para baixo e mostrar a superioridade&#8221;, explica Smith. &#8220;Mas tomamos cuidado para n\u00e3o ficar t\u00e3o pesado. O divertido dos efeitos especiais \u00e9 que voc\u00ea consegue falar de coisas que n\u00e3o conseguiria falar.&#8221;<\/p>\n<p>A julgar pela rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico durante a exibi\u00e7\u00e3o da CCXP, a Netflix pode j\u00e1 encomendar uma continua\u00e7\u00e3o para Bright. Will Smith fez a sua parte.<\/p>\n<p>Bright \u00e9 tamb\u00e9m um passo grande da Netflix no universo dos cinemas. Se o servi\u00e7o j\u00e1 se estabeleceu no \u00e2mbito das s\u00e9ries &#8211; j\u00e1 foram 4 Globos de Ouro e 37 Emmies, afinal -, ainda patina na luta contra as grandes empresas de longas-metragens. O drama Okja, por exemplo, teve sua estreia vaiada no Festival de Cannes, neste ano. Bright vai ao encontro das grandes produ\u00e7\u00f5es de blockbusters. Ted Sarandos, diretor de conte\u00fado original da empresa, contou em setembro, \u00e0 reportagem, que os planos s\u00e3o ambiciosos. &#8220;Estamos investindo em filmes tendo em mente aqueles que n\u00e3o moram ao lado de um cinema&#8221;, ele conta. &#8220;A ind\u00fastria vai ficar cada vez maior e podemos ser o lar de filmes pequenos e m\u00e9dios.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a m\u00e1scara do orc Nick Jakoby, interpretado por Joel Edgerton no filme\u00a0Bright, que estreou na Netflix em 22 de outubro, Will Smith caminhou pela multid\u00e3o que lotou o S\u00e3o Paulo Expo, na Comic Con Experience, a conven\u00e7\u00e3o de cultura pop realizada entre 7 a 10 de dezembro e atraiu 227 mil visitantes. 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