{"id":164088,"date":"2017-12-20T09:04:51","date_gmt":"2017-12-20T11:04:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=164088"},"modified":"2017-12-20T09:04:51","modified_gmt":"2017-12-20T11:04:51","slug":"cinquenta-anos-depois-eles-continuam-jovens-e-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cinquenta-anos-depois-eles-continuam-jovens-e-atuais\/","title":{"rendered":"Cinquenta anos depois, eles continuam jovens e atuais"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo os cr\u00edticos dos projetos comemorativos de efem\u00e9rides h\u00e3o de concordar que a marca de 50 anos de carreira de um artista faz jus a uma celebra\u00e7\u00e3o. No caso de um grupo vocal que resistiu a todos os modismos da m\u00fasica brasileira, e que tem na bagagem vers\u00f5es fundamentais da obra de Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Aldir Blanc, um bom registro se torna algo incontorn\u00e1vel. O Sonho, a Vida, a Roda Viva! (MP,B Discos\/ Som Livre), CD e DVD ao vivo do MPB4, traz in\u00e9ditas e seus cl\u00e1ssicos dos anos 1960 em diante e ter\u00e1 shows de lan\u00e7amento no Rio e em S\u00e3o Paulo em janeiro.<\/p>\n<p>Com os originais Miltinho (voz, viol\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o musical) e Aquiles Reis (voz), Dalmo Medeiros (voz e viola), no grupo desde 2004, com a sa\u00edda de Ruy Faria, e Paulo Malaguti Pauleira (voz, teclado, dire\u00e7\u00e3o musical), que ingressou quando da morte de Magro Waghabi (1943-2012), o trabalho mescla os arranjos vocais tradicionais, que eram feitos por Magro, e novos, divididos entre Pauleira e Miltinho.<\/p>\n<p>O resultado vocal n\u00e3o se alterou, embora as divis\u00f5es tenham ganhado novas din\u00e2micas, como lembra Aquiles. &#8220;Para a minha surpresa, a entrada deles n\u00e3o mudou em nada a sonoridade do MPB4 Dalmo e Pauleira (ambos ex-C\u00e9u da Boca) s\u00e3o vocalistas experimentados&#8221;, ele analisa. &#8220;O que se alterou foi a concep\u00e7\u00e3o dos arranjos do Pauleira, que foi fundo em detalhes. Achei muito saud\u00e1vel essa renova\u00e7\u00e3o sem mudar o timbre, e de certa forma me parece que \u00e9 como se o pr\u00f3prio Magro estivesse participando ainda.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 a Magro que o novo trabalho \u00e9 dedicado, e ele \u00e9 lembrado em fotos exibidas nas faixas O Navegante (Sidney Miller), com sua voz adicionada, e Can\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica (Milton Nascimento\/Fernando Brant). &#8220;Sem ele n\u00e3o existiria o MPB4. Vamos sempre homenagear o Magro, por meio dos belos arranjos que ele fez para a gente&#8221;, acarinha Dalmo neste momento do DVD. &#8220;H\u00e1 quatro anos fui convidado para substituir o insubstitu\u00edvel Magro. Ele est\u00e1 aqui ouvindo a gente e conferindo, espero que esteja \u00e0 sua altura&#8221;, diz Pauleira na grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aquiles lembrou os \u00faltimos dias do amigo, levado precocemente por um c\u00e2ncer (tinha 68 anos), e de como se sentia desacor\u00e7oado depois de v\u00ea-lo no hospital; Miltinho rememorou os dias na antiga Escola Fluminense de Engenharia, em Niter\u00f3i, onde se conheceram. Era 1963 quando o Quarteto do Centro Popular de Cultura (CPC) da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) virou MPB4, com Ruy na primeira voz, Magro na segunda e dire\u00e7\u00e3o musical, Aquiles na terceira e Miltinho na quarta. Era inaugurada a sigla que substituiria a express\u00e3o M\u00fasica Popular Brasileira &#8211; as iniciais at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o eram usadas por ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>A partida do amigo, precocemente levado pelo c\u00e2ncer, chegou a levar os remanescentes a pensar em extinguir o grupo de vez. &#8220;Conclu\u00edmos que o melhor seria prosseguir, perpetuar a obra do MPB4 e os arranjos dele. Vimos que cada show que fiz\u00e9ssemos seria uma homenagem ao Magro&#8221;, conta Miltinho, que musicou uma letra que Paulo Cesar Pinheiro fez sob a dor do dia seguinte \u00e0 perda, Amigo do Peito.<\/p>\n<p>Filmado h\u00e1 um ano no teatro Sesc Gin\u00e1stico, no Rio, o show teve repert\u00f3rio escolhido por Helton Altman, diretor art\u00edstico, e inclui as in\u00e9ditas Desossado (Jo\u00e3o Bosco e Francisco Bosco), Ateu \u00c9 Tu (Celso Vi\u00e1fora\/Rafael Alt\u00e9rio), Milagres (Breno Ruiz e Paulo C\u00e9sar Pinheiro), Brasileia (Guinga\/Thiago Amud), A Ilha (Kleiton Ramil e Kledir Ramil) e A Voz na Dist\u00e2ncia (Paulo Malaguti Pauleira).<\/p>\n<p>S\u00e3o can\u00e7\u00f5es que renovam uma colet\u00e2nea de sucessos, como Roda Viva &#8211; que abre o DVD, com o quarteto no escuro -, Partido Alto, C\u00e1lice (Chico Buarque, a \u00faltima, com Gilberto Gil), Cicatrizes (Paulo Cesar Pinheiro\/Miltinho) e Ora\u00e7\u00e3o ao Tempo (Caetano Veloso). Kleiton &amp; Kledir participam de Vira Virou.<\/p>\n<p>No bis se sucedem Ol\u00ea, Ol\u00e1 (Chico Buarque), Pois \u00c9, pra Qu\u00ea? (Sidney Miller) e Por Quem Merece o Amor (Silvio Rodr\u00edguez Dom\u00ednguez, vertido por Miltinho), entre outros registros que traduzem o MPB4. Os shows j\u00e1 come\u00e7aram, e seguem por janeiro: dia 18 o grupo canta no Teatro Net de S\u00e3o Paulo. Dia 20, com outro repert\u00f3rio, no Blue Note do Rio, e dias 26, 27 e 28, no Teatro da UFF, em Niter\u00f3i.<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o cantarmos a nossa hist\u00f3ria, ningu\u00e9m vai cantar. Em 50 anos, nunca paramos, mesmo quando as gravadoras n\u00e3o queriam mais grava\u00e7\u00f5es de in\u00e9ditas, s\u00f3 projetos especiais&#8221;, diz Miltinho. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil chegar aos 50 anos, ainda mais sendo um quarteto&#8221;, pontua Aquiles. &#8220;Quando come\u00e7amos, a m\u00fasica que fazemos estava no hor\u00e1rio nobre na TV, havia os festivais; hoje o interesse \u00e9 outro&#8221;, acrescenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo os cr\u00edticos dos projetos comemorativos de efem\u00e9rides h\u00e3o de concordar que a marca de 50 anos de carreira de um artista faz jus a uma celebra\u00e7\u00e3o. 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