{"id":164576,"date":"2017-12-25T09:41:19","date_gmt":"2017-12-25T11:41:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=164576"},"modified":"2017-12-25T11:43:34","modified_gmt":"2017-12-25T13:43:34","slug":"bancos-devem-abrir-cofres-com-estabilidade-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bancos-devem-abrir-cofres-com-estabilidade-da-economia\/","title":{"rendered":"Bancos devem abrir cofres com estabilidade da economia"},"content":{"rendered":"<p>Depois de dois anos ladeira abaixo, o cr\u00e9dito no Brasil deve voltar a crescer em 2018. A expectativa se deve \u00e0 queda no endividamento das fam\u00edlias e, consequentemente, na tr\u00e9gua na inadimpl\u00eancia, o que contribui para aumentar o apetite dos bancos para emprestar.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio mais benigno da economia brasileira, com juros e infla\u00e7\u00e3o em patamares mais baixos, deve permitir, segundo executivos de bancos, que o cr\u00e9dito cres\u00e7a entre 4,5% e 8,0% no pr\u00f3ximo ano, isso tanto para pessoa f\u00edsica quanto para empresas<\/p>\n<p>O movimento se dar\u00e1 apesar de 2017 terminar sem solu\u00e7\u00e3o do ponto de vista fiscal, com a vota\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia adiada, e da agenda das elei\u00e7\u00f5es. &#8220;De fato, os bancos est\u00e3o otimistas em rela\u00e7\u00e3o aos empr\u00e9stimos ao consumidor&#8221;, avalia o analista do Deutsche Bank, Tito Labarta. Ele atenta, por\u00e9m, para o fato de que as elei\u00e7\u00f5es presidenciais devem trazer volatilidade. Para Labarta, o saldo de empr\u00e9stimos pode crescer ao redor dos 6% em 2017 e 8% em 2019.<\/p>\n<p>Mas, em geral, os analistas que acompanham o setor banc\u00e1rio est\u00e3o mais contidos. Casas como Credit Suisse, BB Investimentos e Bradesco esperam que os empr\u00e9stimos cres\u00e7am mais perto dos 4,0%, mesmo caso da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban).<\/p>\n<p>Isso porque, embora os bancos esperem compensar com volume a redu\u00e7\u00e3o das margens por conta dos juros baixos, o temor de aumento futuro de inadimpl\u00eancia, lembra o executivo de uma grande institui\u00e7\u00e3o, faz com que o apetite, ainda que maior, continue seletivo.<\/p>\n<p>Segundo as proje\u00e7\u00f5es divulgadas na semana passada pelo Banco Central (BC), o saldo de cr\u00e9dito total deve crescer 3% no pr\u00f3ximo ano, puxado pelas pessoas f\u00edsicas. Enquanto os empr\u00e9stimos para indiv\u00edduos devem se expandir em 7,0% no pr\u00f3ximo ano. Para pessoas jur\u00eddicas, a autoridade monet\u00e1ria espera queda de 2%.<\/p>\n<p><b>Term\u00f4metro &#8211;<\/b>\u00a0O in\u00edcio do ano servir\u00e1 de term\u00f4metro com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 melhora na concess\u00e3o de recursos. Pelos c\u00e1lculos do BB Investimentos, a expans\u00e3o acumulada em 12 meses deve voltar ao terreno positivo j\u00e1 no 1.\u00ba trimestre de 2018.<\/p>\n<p>&#8220;O cr\u00e9dito j\u00e1 est\u00e1 apresentando tra\u00e7\u00e3o. O aumento da demanda \u00e9 evidente no n\u00famero de propostas di\u00e1rias. J\u00e1 sentimos aumento do cr\u00e9dito novo e n\u00e3o s\u00f3 aquele para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida. Isso est\u00e1 ficando para tr\u00e1s&#8221;, avaliou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, em conversa com jornalistas na semana passada.<\/p>\n<p>No acumulado de 2017, o cr\u00e9dito caminha para mais um ano de retra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o financiamento novo ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente para suprir os vencimentos antigos. At\u00e9 novembro, o saldo encolheu 1,3% ante igual intervalo de 2016, para R$ 3,064 trilh\u00f5es, segundo dados do Banco Central.<\/p>\n<p>Diante desse desempenho, o regulador revisou para baixo sua proje\u00e7\u00e3o. Espera que o saldo total de cr\u00e9dito n\u00e3o fique mais no zero a zero, mas que encolha 1,0%.<\/p>\n<p>Apesar disso, para este m\u00eas os executivos demonstram mais otimismo. O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou, em evento na B3, que o m\u00eas marcar\u00e1 o maior desembolso do ano em termos de volume de cr\u00e9dito na institui\u00e7\u00e3o. O movimento, al\u00e9m da quest\u00e3o sazonal, reflete a retomada da economia brasileira. &#8220;A expectativa \u00e9 de que a situa\u00e7\u00e3o para os bancos seja melhor em 2018, com uma realidade melhor&#8221;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p>Em paralelo, o tema do custo do cr\u00e9dito deve ganhar destaque em 2018. Nessa semana, o BC indicou que, passado o movimento mais forte de queda dos juros, se debru\u00e7ar\u00e1 na quest\u00e3o do custo do cr\u00e9dito. J\u00e1 liberou, inclusive, R$ 6,5 bilh\u00f5es em dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios. Embora o valor seja pequeno perto do estoque preso junto ao regulador &#8211; de quase meio trilh\u00e3o de reais -, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que no pr\u00f3ximo ano a autoridade vai avan\u00e7ar no assunto. O ano de 2017, conforme ele, foi de simplifica\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios.<\/p>\n<p><b>Gosto amargo &#8211;<\/b>\u00a0Ainda que 2018 possa ser o ponto de virada para o cr\u00e9dito no Brasil, o crescimento esperado pelo segmento est\u00e1 distante do patamar visto no per\u00edodo pr\u00e9-crise, quando o saldo crescia dois d\u00edgitos no ano.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Hilgo Gon\u00e7alves, o Pa\u00eds atravessa um momento divisor interessante, no qual, ap\u00f3s anos de forte expans\u00e3o dos empr\u00e9stimos, com maior endividamento da popula\u00e7\u00e3o e aumento da inadimpl\u00eancia, h\u00e1 uma mudan\u00e7a de postura por parte de indiv\u00edduos e empres\u00e1rios no sentido de uma tomada de cr\u00e9dito mais consciente.<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos um excesso na oferta de cr\u00e9dito nos \u00faltimos anos. Sobrou inadimpl\u00eancia maior para os bancos. Mas o principal ganho da crise para o setor financeiro foi o aprendizado&#8221;, avalia Gon\u00e7alves.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de dois anos ladeira abaixo, o cr\u00e9dito no Brasil deve voltar a crescer em 2018. A expectativa se deve \u00e0 queda no endividamento das fam\u00edlias e, consequentemente, na tr\u00e9gua na inadimpl\u00eancia, o que contribui para aumentar o apetite dos bancos para emprestar. 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