{"id":165307,"date":"2018-01-01T10:09:52","date_gmt":"2018-01-01T12:09:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=165307"},"modified":"2018-01-01T10:09:52","modified_gmt":"2018-01-01T12:09:52","slug":"pequeno-investidor-poe-pe-no-freio-esperando-juros-atrativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pequeno-investidor-poe-pe-no-freio-esperando-juros-atrativos\/","title":{"rendered":"Pequeno investidor p\u00f5e p\u00e9 no freio esperando juros atrativos"},"content":{"rendered":"<p>A estudante de direito carioca Larissa Galdi come\u00e7ou a investir em t\u00edtulos p\u00fablicos pelo Tesouro Direto no in\u00edcio de 2016. A taxa b\u00e1sica de juros (Selic), que baliza os retornos dos investimentos em renda fixa, ainda reinava em 14,25% ao ano. No segundo semestre do mesmo ano, por\u00e9m, a Selic iniciou sua trajet\u00f3ria de queda, achatando a rentabilidade dessas aplica\u00e7\u00f5es Em 2017, os juros ca\u00edram a menos da metade de quando Larissa come\u00e7ou a investir no Tesouro. Como ela tinha um dinheiro parado e a conhecida renda fixa j\u00e1 n\u00e3o estava t\u00e3o atraente, ela resolveu que era hora de colocar o p\u00e9 no risco.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei a estudar formas de fugir das taxas frustrantes, passei a repensar o dilema retorno versus risco e a conhecer express\u00f5es de renda vari\u00e1vel que nunca havia utilizado&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Foi em 2017 que ela e diversos brasileiros sa\u00edram da zona de conforto em busca de mais rentabilidade. Para al\u00e9m dos &#8220;queridinhos&#8221; como a poupan\u00e7a, o Tesouro Direto e os CDBs, o investidor passou a flertar com aplica\u00e7\u00f5es mais arrojadas, seja investindo diretamente em Bolsa &#8211; que fechou o ano com alta de mais de 26%, acima dos 76 mil pontos &#8211; ou, sobretudo, via fundos de investimento &#8211; que atendem a diferentes perfis e s\u00e3o uma boa op\u00e7\u00e3o para um pontap\u00e9 no risco.<\/p>\n<p>Entre os fundos, os multimercado foram a grande febre de 2017. A capta\u00e7\u00e3o chegou a R$ 91,7 bilh\u00f5es &#8211; praticamente o total acumulado por toda a ind\u00fastria de fundos em 2016. O grande chamariz \u00e9 ter numa mesma aplica\u00e7\u00e3o ativos diversos e com exposi\u00e7\u00e3o a riscos diferentes, como renda fixa, a\u00e7\u00f5es, c\u00e2mbio e at\u00e9 commodities. &#8220;Os fundos multimercado foram a minha porta de entrada para a renda vari\u00e1vel: a ideia do risco em prol de retorno come\u00e7ou a me parecer mais natural&#8221;, conta Larissa.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o parou por a\u00ed. Com as promo\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es financeiras durante a Black Friday, no final de novembro, ela e o namorado Carlos Henrique Guimar\u00e3es resolveram turbinar ainda mais a carteira. &#8220;Ele tomou coragem e investiu em fundos de a\u00e7\u00f5es, o que me incentivou a seguir o mesmo rumo, ainda que com um valor mais baixo&#8221;, diz. &#8220;A carteira final tem se revelado equilibrada, uma vez que o fundo multimercado segura razoavelmente a barra da volatilidade do fundo de a\u00e7\u00f5es, mas os dois ainda garantem ganhos que eu n\u00e3o teria em um fundo de renda fixa nas taxas atuais.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 o engenheiro Pedro Campos optou em 2017 por entrar na Bolsa &#8211; que foi a estrela do ano, mesmo com o &#8220;sobe e desce&#8221; provocado por eventos como a grava\u00e7\u00e3o de Joesley Batista, as den\u00fancias contra Michel Temer e os impasses da reforma da Previd\u00eancia. &#8220;Tenho medo do que pode acontecer no mercado com as elei\u00e7\u00f5es, mas mesmo que ocorra uma queda em 2018, empresas boas tendem a se valorizar no longo prazo&#8221;, acredita.<\/p>\n<p><b>Incertezas &#8211;\u00a0<\/b>O ano que come\u00e7a nesta segunda-feira, dia 1\u00ba, oferece um dilema para o investidor resolver. Se por um lado a aposta \u00e9 de que haja continuidade da retomada econ\u00f4mica, com crescimento do PIB, infla\u00e7\u00e3o controlada e juros baixos, por outro, o movimento pol\u00edtico em torno das elei\u00e7\u00f5es e o perfil do pr\u00f3ximo presidente podem jogar um balde de \u00e1gua fria nos mercados.<\/p>\n<p>Por isso, se 2017 foi um ano de turbinar a carteira de investimentos e colocar o p\u00e9 no risco, para especialistas, 2018 ainda oferece boas oportunidades para os aplica\u00e7\u00f5es mais arrojados &#8211; mas \u00e9 preciso redobrar a cautela. &#8220;2018 vai ter muita turbul\u00eancia para quem n\u00e3o gosta de fortes emo\u00e7\u00f5es&#8221;, adverte Alan Ghani, professor da escola de neg\u00f3cios Saint Paul. Ele aponta os setores de varejo, min\u00e9rio de ferro e imobili\u00e1rio como op\u00e7\u00f5es promissoras no mercado de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;O resultado da elei\u00e7\u00e3o vai ser determinante na vis\u00e3o do investidor, do empres\u00e1rio, do empreendedor. O investidor vai ter de ter coragem de tomar mais risco e deve estar muito atento no desdobramento eleitoral&#8221;, aponta Alexandre Silverio, CEO da Az Quest.<\/p>\n<p>Para ele, se o eleito for comprometido com o andamento da pol\u00edtica econ\u00f4mica atual, a Bolsa pode ser o grande investimento deste ano. Outro destaque entre os ativos de maior risco continua sendo, segundo ele, os fundos multimercado, pela versatilidade da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Martin Iglesias, especialista em investimento do Ita\u00fa, acredita que 2018 ainda ser\u00e1 um ano de mais risco na carteira, mesmo com as incertezas. A dica, segundo ele, \u00e9 n\u00e3o olhar para retorno passado. &#8220;\u00c9 preciso analisar o risco versus retorno e ver se o produto \u00e9 consistente. \u00c0s vezes, tem produto que vai muito bem no curto prazo, nos \u00faltimos anos, mas no longo prazo \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o ruim&#8221;, alerta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A estudante de direito carioca Larissa Galdi come\u00e7ou a investir em t\u00edtulos p\u00fablicos pelo Tesouro Direto no in\u00edcio de 2016. A taxa b\u00e1sica de juros (Selic), que baliza os retornos dos investimentos em renda fixa, ainda reinava em 14,25% ao ano. 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