{"id":165725,"date":"2018-01-05T08:20:07","date_gmt":"2018-01-05T10:20:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=165725"},"modified":"2018-01-05T08:20:07","modified_gmt":"2018-01-05T10:20:07","slug":"virus-ameaca-botos-cinza-no-rio-148-ja-morreram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/virus-ameaca-botos-cinza-no-rio-148-ja-morreram\/","title":{"rendered":"V\u00edrus amea\u00e7a botos-cinza no Rio; 148 j\u00e1 morreram"},"content":{"rendered":"<p>Um v\u00edrus pode ser o causador da mortandade fora do comum de botos-cinza (Sotalia guianensis) nas ba\u00edas da Ilha Grande e de Sepetiba, no litoral do Rio. S\u00f3 nesta quinta-feira, 4, foram achados quatro animais mortos. Desde novembro, 148 desses cet\u00e1ceos morreram na regi\u00e3o &#8211; o n\u00famero equivale a quase 10% dessa popula\u00e7\u00e3o. O fen\u00f4meno intriga especialistas, que se preocupam com a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, classificada como vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>O problema come\u00e7ou a ser detectado na Ba\u00eda da Ilha Grande. Ali, cerca de 60 botos foram encontrados mortos em menos de 30 dias, entre novembro e dezembro. A m\u00e9dia de mortes da esp\u00e9cie na regi\u00e3o para o mesmo per\u00edodo em anos anteriores era de apenas um indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Em seguida, o problema come\u00e7ou a ser detectado na Ba\u00eda de Sepetiba, onde 88 mortes foram relatadas nos \u00faltimos 20 dias. As carca\u00e7as est\u00e3o sendo levadas para o Laborat\u00f3rio de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Maqua\/Uerj), onde passam por necropsia.<\/p>\n<p>&#8220;Chama a aten\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a de um agente infeccioso, um v\u00edrus da fam\u00edlia dos paramixov\u00edrus, que, embora s\u00f3 tenha sido detectado uma vez no Brasil, \u00e9 relacionado \u00e0 mortalidade em massa de cet\u00e1ceos em v\u00e1rios lugares do mundo&#8221;, explicou o veterin\u00e1rio Elitieri Santos Neto, do Maqua\/Uerj. O v\u00edrus n\u00e3o p\u00f5e em risco a sa\u00fade humana.<\/p>\n<p>Amostras biol\u00f3gicas foram enviadas para o Laborat\u00f3rio de Patologia Comparada de Animais Selvagens da Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Ali, o sequenciamento gen\u00e9tico do v\u00edrus est\u00e1 sendo feito e especialistas esperam determinar qual microrganismo est\u00e1 atacando os animais e sua proced\u00eancia.<\/p>\n<p>A fragilidade dos animais, no entanto, n\u00e3o \u00e9 recente. &#8220;Nos \u00faltimos dez anos, temos notado muitas les\u00f5es na pele dos golfinhos, um problema geralmente relacionado \u00e0 baixa imunidade&#8221;, explicou o bi\u00f3logo Leonardo Flach, do Instituto Boto-Cinza, que monitora h\u00e1 20 anos os golfinhos da Ba\u00eda de Sepetiba.<\/p>\n<p>&#8220;Os animais est\u00e3o cada vez mais magros. Nos \u00faltimos dois anos, registramos aumento do n\u00famero de portos na regi\u00e3o, de ru\u00eddos sonoros, de derrame de produtos qu\u00edmicos &#8211; s\u00e3o mais de 400 ind\u00fastrias. Isso provoca estresse no animal, reduzindo sua imunidade&#8221;, explicou Flach.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um v\u00edrus pode ser o causador da mortandade fora do comum de botos-cinza (Sotalia guianensis) nas ba\u00edas da Ilha Grande e de Sepetiba, no litoral do Rio. S\u00f3 nesta quinta-feira, 4, foram achados quatro animais mortos. Desde novembro, 148 desses cet\u00e1ceos morreram na regi\u00e3o &#8211; o n\u00famero equivale a quase 10% dessa popula\u00e7\u00e3o. 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