{"id":166687,"date":"2018-01-16T08:22:05","date_gmt":"2018-01-16T10:22:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=166687"},"modified":"2018-01-16T08:22:05","modified_gmt":"2018-01-16T10:22:05","slug":"brasil-volta-crescer-mas-lentamente-quase-parando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-volta-crescer-mas-lentamente-quase-parando\/","title":{"rendered":"Brasil volta a crescer, mas lentamente, quase parando"},"content":{"rendered":"<p>Mais do que o risco de a reforma da Previd\u00eancia n\u00e3o passar agora, a corrida eleitoral de 2018 pode prejudicar a retomada da economia brasileira, na avalia\u00e7\u00e3o do economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central. &#8220;A vari\u00e1vel pol\u00edtica n\u00e3o pode ser ignorada. H\u00e1 um grau de incerteza razo\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p>Ainda assim, ele afirma que o \u00cdndice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de novembro, que subiu 0,49%, confirma que a economia est\u00e1 em processo de recupera\u00e7\u00e3o. De acordo com Schwartsman, o crescimento \u00e9 &#8220;robusto&#8221;, embora lento.<\/p>\n<p>Leia trechos da entrevista:<\/p>\n<p><b>Temos motivos para comemorar o IBC-Br de novembro?<\/b><\/p>\n<p>Se for apenas pelos n\u00fameros, obviamente que sim. Um crescimento de meio por cento \u00e9 forte. O resultado \u00e9 o sinal de que a recupera\u00e7\u00e3o est\u00e1 clara. Na s\u00e9rie dessazonalizada, considerando a m\u00e9dia m\u00f3vel de tr\u00eas meses, houve resultado positivo em 10 dos \u00faltimos 11 meses (em novembro, a m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral subiu 0,38% ante outubro). Esse crescimento \u00e9 robusto e est\u00e1 acontecendo. Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 parrudo. A recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante s\u00f3lida, mas ainda lenta.<\/p>\n<p><b>E o que vem pela frente?<\/b><\/p>\n<p>Olhando para esses n\u00fameros, para o mercado de trabalho e para a redu\u00e7\u00e3o dos juros pelo BC, se n\u00e3o tivermos nenhuma turbul\u00eancia pol\u00edtica vai ser poss\u00edvel emplacar crescimento de 3,0% em 2018. D\u00e1 para comemorar, mas n\u00e3o d\u00e1 para ficar euf\u00f3rico. O ritmo de crescimento, nas minhas contas, \u00e9 mais do que o potencial do Brasil, que \u00e9 baixo. Mas como estamos saindo de uma situa\u00e7\u00e3o em que o hiato de produto (diferen\u00e7a entre o PIB corrente e o potencial) \u00e9 muito negativo, nesse ritmo vamos continuar com o hiato negativo por um bom tempo.<\/p>\n<p><b>Se a reforma da Previd\u00eancia n\u00e3o passar este ano, isso pode prejudicar o crescimento projetado para 2019?<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o necessariamente. Ainda que a reforma n\u00e3o seja aprovada este ano, o peso da elei\u00e7\u00e3o ser\u00e1 maior. O problema \u00e9 que, ao n\u00e3o aprovar a reforma agora, empurramos o fardo para o pr\u00f3ximo presidente. Passa a ser crescente a conveni\u00eancia de eleger algu\u00e9m comprometido com a continua\u00e7\u00e3o das reformas. E se forem eleitas pessoas sem esse compromisso, o jogo ficar\u00e1 mais complicado em 2019.<\/p>\n<p><b>Nesse caso, o 2,8% de crescimento estimado para 2019, conforme o Relat\u00f3rio de Mercado Focus, ficaria comprometido\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O pr\u00f3prio ano de 2018 ficaria comprometido. Com um candidato sem compromisso reformista, veremos turbul\u00eancia, d\u00f3lar para cima, dificuldades do BC em manter juros baixos e o risco pa\u00eds em crescimento. Tudo isso joga contra a partir de agora. A vari\u00e1vel pol\u00edtica n\u00e3o pode ser ignorada. 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