{"id":167364,"date":"2018-01-22T18:57:18","date_gmt":"2018-01-22T20:57:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=167364"},"modified":"2018-01-22T18:57:17","modified_gmt":"2018-01-22T20:57:17","slug":"brasil-pode-empregar-ate-14-milhao-ate-2019-preve-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-pode-empregar-ate-14-milhao-ate-2019-preve-oit\/","title":{"rendered":"Brasil pode empregar at\u00e9 1,4 milh\u00e3o at\u00e9 2019, prev\u00ea OIT"},"content":{"rendered":"<p>O desemprego no Brasil deve sofrer uma queda \u201csignificativa\u201d pela primeira vez desde 2014. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) que, nesta segunda-feira, 22, apresenta suas novas proje\u00e7\u00f5es para o mercado de trabalho no mundo. De um total de 13,4 milh\u00f5es de desempregados em 2017 no Pa\u00eds, o n\u00famero ser\u00e1 reduzido para 12,5 milh\u00f5es de pessoas em 2018 e 12 milh\u00f5es no ano que vem.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a queda do desemprego no Brasil \u00e9 a maior do mundo. Mas os dados revelam tamb\u00e9m que um n\u00famero cada vez maior de brasileiros atua em empregos vulner\u00e1veis, com limitadas garantias trabalhistas. Al\u00e9m disso, a redu\u00e7\u00e3o continua a deixar a economia brasileira com uma taxa de desempregados duas vezes maior que a m\u00e9dia mundial e dos emergentes.<\/p>\n<p>De uma taxa de 12,9% de desemprego em 2017, o \u00edndice deve cair para 11,9% em 2018. Para 2019, a taxa ainda registraria uma nova redu\u00e7\u00e3o, para 11,2%.<\/p>\n<p>A melhoria no caso brasileiro est\u00e1 ligada diretamente ao desemprego da economia nacional. Usando ainda dados desatualizados, a OIT aponta para a expans\u00e3o do PIB nacional de 0,7% em 2017 e um crescimento de pelo menos 1,5% em 2018. No Banco Central, pesquisa feita com analistas do mercado financeiro mostra que a taxa pode ser de 2,70%.<\/p>\n<p>Respondendo ao Estado, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, admite que os dados brasileiros mostram que \u201ca dire\u00e7\u00e3o \u00e9 boa\u201d. \u201cMas o caminho \u00e9 ainda muito longo. N\u00e3o estamos ainda onde queremos estar\u201d, disse. \u201cAs taxas de desemprego no Brasil ainda s\u00e3o altas demais\u201d, insistiu. Para ele, voltar \u00e0s taxas de 2014 de 6,7 milh\u00f5es de desempregados \u201clevar\u00e1 mais tempo do que as pessoas desejam\u201d.<\/p>\n<p>Ryder tamb\u00e9m deixou claro que, nos pr\u00f3ximos dois anos, as incertezas sobre o Brasil tamb\u00e9m podem pesar de forma negativa. \u201cO Brasil tem desafios como a reforma trabalhista e quest\u00f5es pol\u00edticas. As incertezas que rondam essas quest\u00f5es podem gerar um impacto na recupera\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Queremos um Brasil forte\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ele, a OIT tem olhado \u201cde forma cuidadosa\u201d para a proposta de reforma trabalhista no Brasil e alerta que, nas pr\u00f3ximas semanas, os \u00f3rg\u00e3os da entidade internacional ir\u00e3o dar sua opini\u00e3o formal sobre a queixa que sindicatos fizeram contra as medidas sugeridas pelo governo. \u201cIsso est\u00e1 sob considera\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os dados brasileiros de cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho tamb\u00e9m s\u00e3o acompanhados por um n\u00famero cada vez maior de pessoas no Pa\u00eds atuando em empregos vulner\u00e1veis. Em 2016, existiam 25,1 milh\u00f5es de brasileiros nessa situa\u00e7\u00e3o. Em 2019, eles ser\u00e3o 26,2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>No mundo, a taxa de desemprego registrou uma estabiliza\u00e7\u00e3o em 2017, ainda que a vulnerabilidade de milh\u00f5es de trabalhadores tamb\u00e9m aumentou e os empregos n\u00e3o tenham a mesma qualidade ou renda. Depois de uma alta em 2016, o desemprego no mundo ficou em 5,6% em 2017, com 192 milh\u00f5es de pessoas afetadas. Para 2018, a taxa deve registrar uma pequena melhoria, com 5,5%.<\/p>\n<p>Se a queda de 2018 se confirmar, o ano ser\u00e1 o primeiro a registrar uma taxa de desemprego inferior a de 2008, quando a quebra do Lehman Brothers jogou a economia mundial em sua pior crise em sete d\u00e9cadas. \u201cO ano de 2018 \u00e9 um ponto de virada, com taxas de desemprego caindo para 5,5%\u201d, apontou a OIT.<\/p>\n<p>Parte da estabiliza\u00e7\u00e3o do emprego se da por conta do maior crescimento da economia mundial, com uma taxa de 3,6% em 2017, 0,2% acima do que se projetava inicialmente. O ano passado foi, de fato, o primeiro a ver um resultado melhor do que a proje\u00e7\u00e3o, pela primeira vez desde 2010. Nos pa\u00edses ricos, a expans\u00e3o do PIB de 1,6% em 2016 foi elevada para 2,1% em 2017. Para 2018, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um crescimento da economia mundial de 3,7%, com um novo fortalecimento em 2019.<\/p>\n<p>Para o F\u00f3rum Econ\u00f4mico de Davos, nesta semana, Ryder ir\u00e1 levar aos l\u00edderes internacionais uma mensagem clara. \u201cSim, a economia est\u00e1 crescendo. Mas os n\u00edveis do desemprego s\u00e3o muito elevados e a quest\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o precisa ser avaliada\u201d, insistiu. \u201cA crise que come\u00e7ou em 2008 teve um impacto profundo\u201d, disse, apontando para o desafio da desigualdade social.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses ricos, os dados revelam que a crise financeira que eclodiu em 2008 causou um impacto durante toda uma d\u00e9cada. Agora, com uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica clara, a previs\u00e3o nas economias desenvolvidas \u00e9 de que, finalmente, as taxas de desemprego estar\u00e3o no menor n\u00edvel desde 2007, com 5,5%.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Norte, a previs\u00e3o \u00e9 de 4,5%, enquanto a Europa deve registrar 8,5%, a menor taxa desde 2008, quando eclodiu a crise econ\u00f4mica mundial. Espanha, com 15%, e Gr\u00e9cia, com 19%, continuam sendo os \u00edndices mais altos de todo o continente.<\/p>\n<p>Se os pa\u00edses ricos entram no sexto ano consecutivo de queda de desemprego, os emergentes vivem uma situa\u00e7\u00e3o diferente. Entre 2014 e 2017, o que se registrou uma alta na taxa, causada pela queda nos pre\u00e7os de commodities e seus efeitos no Brasil e R\u00fassia.<\/p>\n<p>Contribuiu o fato de que Brasil e R\u00fassia terem superado suas recess\u00f5es, permitindo que os emergentes tivessem um crescimento m\u00e9dio de suas economias de 4,9%. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, o desemprego nos emergentes aumentar\u00e1 em 400 mil pessoas em 2018 e 1,2 milh\u00e3o em 2019.<\/p>\n<p><strong>Pobreza &#8211;\u00a0<\/strong>Um dos desafios, por\u00e9m, se refere ainda \u00e0 renda daqueles que tem trabalho. Segundo a OIT, 300 milh\u00f5es de pessoas ainda ganham menos de US$ 1,90 por dia. A taxa vem sofrendo uma queda e representa hoje 11,2% dos trabalhadores em pa\u00edses emergentes. Se a conta incluir aqueles que ganham apenas US$ 3,10 por dia, esses trabalhadores somam 700 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O que preocupa a OIT \u00e9 que o ritmo de melhoria da situa\u00e7\u00e3o dessas pessoas foi freado e que n\u00e3o h\u00e1 um avan\u00e7o real desde 2012. Para 2018, um a cada tr\u00eas trabalhadores em pa\u00edses emergentes continua a viver na extrema pobreza. \u201cAinda que o desemprego global se estabilizou, os deficits no mercado de trabalho continuam generalizados\u201d, disse Ryder. \u201cA economia global ainda n\u00e3o est\u00e1 criando empregos em n\u00fameros suficientes e medidas precisam ser implementadas para que a pobreza entre os trabalhadores seja reduzida\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Em termos de empregos vulner\u00e1veis, eles atingem 1,4 bilh\u00e3o de pessoas. Nos pa\u00edses emergentes, essa realidade atinge 75% dos trabalhadores. At\u00e9 2019, mais 35 milh\u00f5es de pessoas tamb\u00e9m ser\u00e3o afetadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desemprego no Brasil deve sofrer uma queda \u201csignificativa\u201d pela primeira vez desde 2014. 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