{"id":167901,"date":"2018-01-28T09:30:05","date_gmt":"2018-01-28T11:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=167901"},"modified":"2018-01-28T18:53:15","modified_gmt":"2018-01-28T20:53:15","slug":"missao-marte-vira-nova-corrida-espacial-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/missao-marte-vira-nova-corrida-espacial-do-homem\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o Marte vira nova corrida espacial do homem"},"content":{"rendered":"<p>Uma nova era espacial j\u00e1 come\u00e7ou e dever\u00e1 transformar cada vez mais as economias dos pa\u00edses e o cotidiano das pessoas nos pr\u00f3ximos anos. Mas essa nova fase da explora\u00e7\u00e3o do cosmos &#8211; que os especialistas batizaram de New Space &#8211; \u00e9 muito diferente da corrida espacial durante a antiga Guerra Fria. Se antes os atores principais eram os governos, movidos por interesses geopol\u00edticos, agora os protagonistas s\u00e3o as empresas privadas, com foco no desenvolvimento econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico &#8211; e nos lucros.<\/p>\n<p>Se a corrida espacial chegou ao \u00e1pice com a ida do homem \u00e0 Lua e levou ao desenvolvimento de tecnologias que v\u00e3o do GPS aos medidores de press\u00e3o sangu\u00ednea, do velcro ao c\u00f3digo de barras e do laser \u00e0s c\u00e2meras de celulares, a nova fase dever\u00e1 culminar com uma jornada a Marte. E promete avan\u00e7os sem precedentes em \u00e1reas como rob\u00f3tica, computa\u00e7\u00e3o, impress\u00e3o 3D, engenharia alimentar e telemedicina, al\u00e9m de projetos espantosos, como foguetes para viagens comerciais que chegariam ao outro lado do mundo em menos de uma hora.<\/p>\n<p>Segundo a astr\u00f4noma brasileira Du\u00edlia de Mello, professora da Universidade Cat\u00f3lica de Washington, que colabora com projetos da Nasa, a miss\u00e3o tripulada a Marte, anunciada em 2016 pelo ex-presidente americano Barack Obama como pr\u00f3ximo objetivo do programa espacial americano, funcionar\u00e1 como indutor de um modelo de gest\u00e3o do programa espacial dos Estados Unidos, com foco em startups e investidores empresariais.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda estamos muito distantes da chegada a Marte, porque h\u00e1 muita tecnologia a ser desenvolvida para isso e os investimentos teriam de ser imensos. Nem os Estados Unidos t\u00eam fundos para isso. Precisamos ser realistas. Mas desde o governo Obama se come\u00e7ou a pensar na iniciativa privada para assumir pap\u00e9is importantes na ind\u00fastria espacial. A Nasa j\u00e1 fazia muitas colabora\u00e7\u00f5es com empresas, mas agora isso \u00e9 uma diretriz oficial&#8221;, disse.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio Espa\u00e7o Emergente, encomendado pela Nasa \u00e0 consultoria Bryce Space em 2015, a tend\u00eancia \u00e9 de que a participa\u00e7\u00e3o governamental nessas jornadas seja cada vez mais reduzida: a ind\u00fastria espacial est\u00e1 se transformando rapidamente e a ag\u00eancia americana iniciou v\u00e1rios programas de parceria comercial para reduzir seus custos.<\/p>\n<p>De acordo com Peter McGrath, diretor global de vendas da Boeing para assuntos relacionados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, o papel das empresas no setor crescer\u00e1 cada vez mais. &#8220;Somos parceiros da Nasa desde os prim\u00f3rdios da era espacial, mas, com um objetivo como a ida a Marte, os desafios e as oportunidades s\u00e3o muito maiores.&#8221;<\/p>\n<p>O engenheiro espacial brasileiro Lucas Fonseca, fundador da startup Airvantis &#8211; uma das in\u00fameras empresas que j\u00e1 est\u00e3o faturando com a nova era espacial -, afirma que a iniciativa privada sempre teve participa\u00e7\u00e3o importante nos programas espaciais, mas sua atua\u00e7\u00e3o era historicamente condicionada pelas demandas dos governos. &#8220;A ind\u00fastria n\u00e3o tinha capacidade de propor um modelo comercial rent\u00e1vel e tomar a frente do processo. Isso mudou radicalmente nos \u00faltimos anos.&#8221;<\/p>\n<p>Entre 2000 e 2016, as startups espaciais atra\u00edram investimentos de mais de US$ 16 bilh\u00f5es e mais de 140 empresas espaciais foram fundadas e financiadas desde 2000. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de um relat\u00f3rio sobre os investimentos em startups espaciais, tamb\u00e9m elaborado pela Bryce a pedido da Nasa e publicado em 2017. Segundo o documento, s\u00f3 em 2000, tr\u00eas novas empresas da \u00e1rea eram abertas a cada ano. Atualmente, a m\u00e9dia \u00e9 de 17 novas empresas por ano. Desde 2013, os voos espaciais tripulados comerciais receberam investimentos privados de US$ 2,5 bilh\u00f5es. A pr\u00f3pria Nasa investiu outros US$ 5,7 bilh\u00f5es em parceiros comerciais privados, para que desenvolvessem capacidade de assumir as tarefas. Em 2011, a ind\u00fastria espacial americana j\u00e1 empregava 240 mil pessoas em milhares de empresas.<\/p>\n<p>De acordo com Fonseca, a empresa que deu o pontap\u00e9 inicial no novo modelo de gest\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o espacial foi a SpaceX, fundada em 2002 pelo magnata Elon Musk com o objetivo ambicioso de reduzir os custos das viagens espaciais e permitir a jornada para Marte. Musk j\u00e1 assumiu as miss\u00f5es de envio de carga \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional que partem do territ\u00f3rio americano &#8211; e poder\u00e1 enviar tripulantes \u00e0 \u00f3rbita da Lua ainda este ano, com seu novo foguete. &#8220;Al\u00e9m de tecnologias, a SpaceX desenvolve um modelo de neg\u00f3cios que tem foco em baratear as miss\u00f5es espaciais. Ele j\u00e1 reduziu em cinco vezes os custos de lan\u00e7amentos, por exemplo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova era espacial j\u00e1 come\u00e7ou e dever\u00e1 transformar cada vez mais as economias dos pa\u00edses e o cotidiano das pessoas nos pr\u00f3ximos anos. Mas essa nova fase da explora\u00e7\u00e3o do cosmos &#8211; que os especialistas batizaram de New Space &#8211; \u00e9 muito diferente da corrida espacial durante a antiga Guerra Fria. 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