{"id":169646,"date":"2018-02-13T08:17:40","date_gmt":"2018-02-13T10:17:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=169646"},"modified":"2018-02-13T08:17:40","modified_gmt":"2018-02-13T10:17:40","slug":"tradicao-do-maracatu-rural-e-estrela-do-carnaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tradicao-do-maracatu-rural-e-estrela-do-carnaval\/","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o do maracatu rural \u00e9 estrela do carnaval"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">Na chegada a Nazar\u00e9 da Mata (PE), ainda na estrada, percebe-se que a cidade ganha um colorido nesta \u00e9poca do ano. E n\u00e3o se trata de decora\u00e7\u00e3o carnavalesca, mas, sim, das roupas dos caboclos de lan\u00e7a que chegam barulhentos \u00e0 cidade para o dia do encontro das na\u00e7\u00f5es de maracatu nesta segunda-feira, 12. O tradicional cortejo com quase 100 grupos toma a pra\u00e7a da cidade, se renovando com as mulheres.<\/p>\n<p>Com cerca de 30 mil habitantes e a uma hora, em m\u00e9dia, da capital Recife, a cidade localizada na zona da mata pernambucana \u00e9 o centro da cultura do maracatu rural (ou de baque solto), que est\u00e1 intimamente ligada \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar, muito tradicionais em toda a regi\u00e3o. O som do batuque das alfaias (instrumento do maracatu de baque virado) n\u00e3o est\u00e1 ali. O que move o desfile s\u00e3o as alegorias das roupas da corte e dos caboclos de lan\u00e7a, al\u00e9m dos mestres puxadores, que fazem a rima e conduzem o cortejo.<\/p>\n<p>Um carnaval menos foli\u00e3o e mais para ser visto. Trabalhador de um engenho de cana, Biu Profino \u00e9 caboclo de lan\u00e7a h\u00e1 23 anos no grupo Estrela Brilhante. Para ele, o maracatu n\u00e3o se resume ao carnaval. &#8220;A gente ensaia o ano inteiro nos barrac\u00f5es, \u00e9 a divers\u00e3o pra gente que trabalha na cana&#8221;, disse enquanto se vestia com a roupa de cerca de 20 kg para a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A figura do caboclo de lan\u00e7a, que simboliza a prote\u00e7\u00e3o dentro do cortejo, costuma ser encarnada por homens que s\u00e3o respeitados dentro das comunidades. Mas agora isso n\u00e3o \u00e9 mais regra. Nesta segunda-feira, um dos primeiros grupos a se apresentar foi o Cora\u00e7\u00e3o Nazareno, formado apenas por mulheres de uma associa\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n<p>Se na tradi\u00e7\u00e3o, o papel de mulher se resumia \u00e0s rainhas da corte ou baianas e \u00e0 confec\u00e7\u00e3o das roupas, o grupo prova que elas tamb\u00e9m podem ser as guerreiras do grupo. &#8220;Alguns ainda olham torto. Mas levantamos a nossa bandeira&#8221;, disse Cristina Mota, mestra da agremia\u00e7\u00e3o. O grupo este ano saiu com o tema &#8220;Eu quero amor e paz: deixe sua viol\u00eancia para tr\u00e1s&#8221;, contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Contrariando a tradi\u00e7\u00e3o h\u00e1 8 anos, a auxiliar de abate Cristina Fran\u00e7a, desde sempre, desfilou com a roupa dos caboclos de lan\u00e7a Ela viajava em um \u00f4nibus com os outros caboclos &#8211; no caso, todos homens. &#8220;Eu ia pro \u00f4nibus das baianas para trocar de roupa, porque n\u00e3o podia l\u00e1&#8221;, comentou. Neste ano, ela passou a fazer parte da turma das mulheres. &#8220;\u00c9 bom, n\u00e9? O que acontece aqui, fica entre as mulheres&#8221;. O evento acontece nesta segunda e na ter\u00e7a-feira, 13. Os maracatus rurais tamb\u00e9m podem ser vistos no carnaval de Olinda, no bairro da Cidade Tabajara.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na chegada a Nazar\u00e9 da Mata (PE), ainda na estrada, percebe-se que a cidade ganha um colorido nesta \u00e9poca do ano. 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