{"id":169922,"date":"2018-02-15T10:17:31","date_gmt":"2018-02-15T12:17:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=169922"},"modified":"2018-02-15T10:59:58","modified_gmt":"2018-02-15T12:59:58","slug":"dependencia-psicologica-e-angustia-quando-amar-vira-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/dependencia-psicologica-e-angustia-quando-amar-vira-doenca\/","title":{"rendered":"Depend\u00eancia psicol\u00f3gica e ang\u00fastia, as doen\u00e7as do amor"},"content":{"rendered":"<p>Biologicamente, o amor desenvolve no ser humano os horm\u00f4nios de noradrenalina, dopamina, endorfina e oxitocina, que causam euforia, felicidade, acelera\u00e7\u00e3o no batimento card\u00edaco e prazer. Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel que o amor gere sensa\u00e7\u00f5es negativas e depend\u00eancia psicol\u00f3gica &#8211; \u00e9 a\u00ed que ele vira doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O amor patol\u00f3gico, como \u00e9 chamado pelos psiquiatras e psic\u00f3logos, causa sintomas de necessidade e abstin\u00eancia, ansiedade e at\u00e9 depress\u00e3o.&#8221;A pessoa costuma deixar suas atividades, cuidados com ela mesma, com o trabalho, e fica pensando somente no parceiro. \u00c9 como se ela largasse tudo para cuidar excessivamente do parceiro, de uma forma exagerada. \u00c9 mais comum com mulheres, mas acontece com homens tamb\u00e9m&#8221;, explica Andrea Lorena, psic\u00f3loga coordenadora do ambulat\u00f3rio de amor e ci\u00fame patol\u00f3gico do Ambulat\u00f3rio Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-Amiti) do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da USP.<\/p>\n<p>Esse tipo de amor \u00e9 mais comum do que se imagina e, por isso, foi criado o Mulheres Que Amam Demais An\u00f4nimas (Mada), um grupo que atua em diversas cidades do Pa\u00eds, onde mulheres que sofrem de amor patol\u00f3gico t\u00eam espa\u00e7o para desabafar e se recuperar. Nestes grupos, ignora-se a classe social, idade, profiss\u00e3o, religi\u00e3o ou n\u00edvel educacional: todas se unem pelo objetivo de se livrar de um sentimento destrutivo que as impedem de levar uma vida feliz e normal.<\/p>\n<p>&#8220;Eu ligava milhares de vezes, tinha ci\u00fame excessivo, queria ficar o tempo todo com o parceiro. S\u00f3 ficava em paz ao v\u00ea-lo no mesmo ambiente que eu, mesmo que ele nem estivesse falando comigo&#8221;, diz uma mulher em uma das reuni\u00f5es do grupo, que tem din\u00e2mica semelhante ao Alco\u00f3licos An\u00f4nimos. Os relatos das Madas, como elas se intitulam, se repete. &#8220;\u00c9 como se eu n\u00e3o conseguisse respirar longe dele&#8221;, diz outra mulher.<\/p>\n<p>O sentimento destrutivo se manifesta tanto em mulheres que namoram h\u00e1 poucos anos como naquelas que s\u00e3o casadas h\u00e1 d\u00e9cadas. Muitas vezes, a mulher j\u00e1 se separou do parceiro, mas sofre mais do que o normal para superar a perda. Quando a mulher consegue se livrar do parceiro e passa a tratar a patologia, ela \u00e9 intitulada uma Mada em recupera\u00e7\u00e3o. Na reuni\u00e3o, por\u00e9m, isso n\u00e3o faz diferen\u00e7a: o lema de todas \u00e9 conseguir, &#8216;s\u00f3 por hoje&#8217;, se livrar do amor que faz mal &#8211; cada liga\u00e7\u00e3o n\u00e3o feita, mensagem n\u00e3o enviada ou atividade independente do parceiro \u00e9 comemorada.<\/p>\n<p>Lorena explica que uma pessoa que ama demais fica fixada no parceiro e pensa que, sem ele, n\u00e3o ser\u00e1 feliz com mais ningu\u00e9m. &#8220;A pessoa que sofre com o amor patol\u00f3gico apresenta sintomas de abstin\u00eancia quando o parceiro vai embora ou amea\u00e7a ir embora fisicamente, e nem precisa ser em caso de t\u00e9rmino, pode ser um simples caso de viagem. Ela sente ins\u00f4nia, come demais ou perde completamente o apetite, os batimentos card\u00edacos ficam acelerados, ela pode sentir dor muscular&#8221;, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>O Hospital das Cl\u00ednicas tem um n\u00facleo refer\u00eancia para tratar pessoas que sofrem com o amor patol\u00f3gico, com tratamento psicoter\u00e1pica em grupo que dura cerca de quatro meses. &#8220;Nas sess\u00f5es, a pessoa vai trabalhar essa quest\u00e3o do v\u00ednculo, da autoestima, o resgate da confian\u00e7a e das atividades dela. \u00c9 comum essas pessoas perderem os amigos, ent\u00e3o vamos tentar resgatar essas amizades. Muitas vezes, \u00e9 s\u00f3 depois de dois, tr\u00eas meses de tratamento que n\u00f3s descobrimos que a paciente tem filhos, porque ela esquece at\u00e9 disso e s\u00f3 fala do parceiro. N\u00f3s fazemos todo esse resgate na terapia. N\u00e3o existe nenhum tratamento farmacol\u00f3gico, a n\u00e3o ser que haja alguma depress\u00e3o ou ansiedade associada &#8211; neste caso, o psiquiatra vai receitar um medicamento&#8221;, detalha Lorena. Cerca de 80% dos pacientes se cura ap\u00f3s o fim do tratamento, que \u00e9 gratuito.<\/p>\n<p>As pessoas que querem descobrir se sentem amor patol\u00f3gico devem acessar o site do Pro-Amiti e responder a cinco pergunta, como &#8220;voc\u00ea gasta muito tempo para controlar as atividades do parceiro?&#8221; e &#8220;voc\u00ea costuma sentir ang\u00fastia, taquicardia ou suor quando seu parceiro se distancia?&#8221;. No site do Mada, s\u00e3o listadas 14 caracter\u00edsticas de uma mulher que ama demais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biologicamente, o amor desenvolve no ser humano os horm\u00f4nios de noradrenalina, dopamina, endorfina e oxitocina, que causam euforia, felicidade, acelera\u00e7\u00e3o no batimento card\u00edaco e prazer. 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