{"id":170346,"date":"2018-02-19T08:04:46","date_gmt":"2018-02-19T11:04:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=170346"},"modified":"2018-02-19T08:04:46","modified_gmt":"2018-02-19T11:04:46","slug":"qual-e-cara-do-brasil-um-musical-explica-tintim-por-tintim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/qual-e-cara-do-brasil-um-musical-explica-tintim-por-tintim\/","title":{"rendered":"Qual \u00e9 a cara do Brasil? Um musical explica tintim por tintim"},"content":{"rendered":"<p>Para a pergunta &#8220;qual \u00e9 a cara do Brasil?&#8221;, podem surgir desde respostas sociol\u00f3gicas at\u00e9 as mais ir\u00f4nicas. Pois \u00e9 pelo segundo caminho que segue MPB &#8211; Musical Popular Brasileiro, que estreia dia 2 de mar\u00e7o no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado Logo em sua abertura, um pot-pourri de can\u00e7\u00f5es que buscam respostas para aquele questionamento d\u00e1 o tom do espet\u00e1culo &#8211; com Al\u00f4, Al\u00f4, Brasil (Eduardo Dussek), Isto Aqui o que \u00c9 (Ary Barroso), Brasil (Cazuza) e Que Pa\u00eds \u00e9 Esse? (Renato Russo), o espectador descobre que a vis\u00e3o cr\u00edtica sempre ser\u00e1 temperada pelo bom humor a partir da fala de um dos personagens, que responde devolvendo a pergunta para plateia: &#8220;Seria uma terra de praias, mulheres e coqueiros? Ou um lugar de maracutaias, intemp\u00e9ries e trambiqueiros?&#8221;.<\/p>\n<p>Escrito por En\u00e9as Carlos Pereira e Edu Salemi, o musical segue a estrutura cl\u00e1ssica do teatro de revista, g\u00eanero muito popular nos s\u00e9culos passados por usar a par\u00f3dia para comentar os fatos da atualidade. &#8220;A metalinguagem enriquece o texto&#8221;, acredita Pereira. &#8220;No MPB, trabalhamos com elementos de uma linguagem teatral popular &#8211; o humor e o teatro de revista -, e para tanto, no recurso de um espet\u00e1culo dentro do pr\u00f3prio espet\u00e1culo nos auxilia a rirmos de n\u00f3s mesmos.&#8221;<\/p>\n<p>De fato, a trama acompanha as agruras da filial brasileira de uma multinacional, que recebe a visita de investidores estrangeiros. Para impression\u00e1-los, a empresa prepara um grande espet\u00e1culo com can\u00e7\u00f5es da MPB, dirigido por um antigo diretor de musicais. \u00c0s v\u00e9speras da estreia, por\u00e9m, o encenador o diretor sofre um colapso e vai parar \u00e0s portas do C\u00e9u, entre a vida e a morte. L\u00e1, encontra dois anjos ca\u00eddos, fugidos do inferno, que lhe garantem o retorno \u00e0 Terra. Em troca, o diretor ter\u00e1 de montar &#8211; em tempo recorde &#8211; um espet\u00e1culo musical com estrelas da MPB j\u00e1 falecidas.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Aparece a\u00ed uma das nossas brincadeiras, que \u00e9 ironizar a onda de musicais biogr\u00e1ficos sobre artistas j\u00e1 mortos que ainda marca os palcos brasileiros&#8221;, diverte-se Jarbas Homem de Mello, ator j\u00e1 consagrado no g\u00eanero e que estende aqui sua carreira como diretor. &#8220;Ambientamos a trama em um barrac\u00e3o de escola de samba, que prepara seu desfile. \u00c9 o ambiente ideal para se criar uma hist\u00f3ria atemporal e onde n\u00e3o h\u00e1 nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com a verossimilhan\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Assim, com liberdade para aventuras, Jarbas conta que o texto foi modificado \u00e0 medida em que corriam os ensaios, um trabalho conjunto que uniu tanto o elenco como a equipe criativa, formada tamb\u00e9m pelo diretor musical Miguel Briamonte e a core\u00f3grafa K\u00e1tia Barros. &#8220;Escolhemos as can\u00e7\u00f5es de acordo com a necessidade da dramaturgia&#8221;, conta Briamonte, que teve o cuidadoso e dif\u00edcil trabalho de acomodar os arranjos de v\u00e1rias m\u00fasicas no tempo de apenas uma. Experiente, ele chegou ao requinte de construir uma \u00fanica faixa unindo trechos de 18 can\u00e7\u00f5es (a grande maioria de Chico Buarque) para uma cena rom\u00e2ntica.<\/p>\n<p>&#8220;Os arranjos conversam com os movimentos&#8221;, observa K\u00e1tia Barros, que trouxe elementos de brasilidade para a encena\u00e7\u00e3o. &#8220;Busquei quebrar a linguagem do musical, criando uma coreografia que n\u00e3o se apoia na tradicional da Broadway.&#8221;<\/p>\n<p>As novidades foram um desafio para o elenco, encabe\u00e7ado por Adriana Lessa, que substituiu Danielle Winits, presa \u00e0 rodagem de um filme. &#8220;Trabalhei em um espet\u00e1culo de revista dirigido por Abelardo Figueiredo e sei como esse tipo de teatro chega bem ao p\u00fablico&#8221;, diz ela, que vive Suzete Campos, grande atriz de musicais que ser\u00e1 dirigida pelos veteranos Nogueira (Dagoberto Feliz) e (Dino) Marcelo G\u00f3es. Ele, por\u00e9m, ter\u00e3o de enfrentar as ideias modernas da assistente Clara (Giulia Nadruz). &#8220;Ela acrescenta celulares \u00e0 cena&#8221;, diverte-se a atriz. Todos sob a prote\u00e7\u00e3o dos anjos Jura (\u00c9rico Br\u00e1s) e Gero (Reiner Tenente), dupla atrapalhada que remonta a Oscarito e Grande Otelo. &#8220;Um elenco com protagonistas negros, motivo de orgulho&#8221;, observa Br\u00e1s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a pergunta &#8220;qual \u00e9 a cara do Brasil?&#8221;, podem surgir desde respostas sociol\u00f3gicas at\u00e9 as mais ir\u00f4nicas. 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