{"id":170364,"date":"2018-02-19T13:28:45","date_gmt":"2018-02-19T16:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=170364"},"modified":"2018-02-19T13:28:45","modified_gmt":"2018-02-19T16:28:45","slug":"planalto-vai-tentar-carta-branca-para-buscas-e-prisoes-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/planalto-vai-tentar-carta-branca-para-buscas-e-prisoes-no-rio\/","title":{"rendered":"Planalto vai tentar carta branca para buscas e pris\u00f5es no Rio"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<h6 class=\"Assina\">O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda-feira, 19, em coletiva de imprensa no Pal\u00e1cio da Alvorada, que vai peticionar na Justi\u00e7a Estadual do Rio de Janeiro um pedido do comandante do Ex\u00e9rcito, general Eduardo Dias da Costa Villas B\u00f4as, para que se possa ter um &#8220;mandado coletivo de busca, apreens\u00e3o e captura&#8221; como uma poss\u00edvel medida extra por conta da interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio.<\/h6>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 carta branca. Militares n\u00e3o estar\u00e3o exercendo papel de pol\u00edcia&#8221;, explicou. &#8220;O que temos de novidade \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o federal na parte do executivo&#8221;, completou Jungmann que afirmou que pessoalmente \u00e9 a favor da medida.<\/p>\n<p>O ministro explicou que o mandado coletivo \u00e9 uma ordem judicial que j\u00e1 foi empregada por outras vezes no Rio de Janeiro. &#8220;Obviamente n\u00f3s estamos peticionando que volte a ser utilizada em alguns lugares&#8221;, disse. &#8220;Em lugar de voc\u00ea dizer rua tal, n\u00famero tal, voc\u00ea vai dizer digamos uma rua inteira, uma \u00e1rea ou um bairro. Aquele lugar inteiro \u00e9 poss\u00edvel que tenha um mandado de busca e apreens\u00e3o. Em lugar de uma casa, pode ser uma comunidade, um bairro ou uma rua&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Jungmann afirmou que caso o interventor, general Braga Netto, entenda que h\u00e1 necessidade da utiliza\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas, &#8220;isso passar\u00e1 pelas For\u00e7as Armadas e pelo Minist\u00e9rio da Defesa, como vinham acontecendo&#8221;.<\/p>\n<p><b>Conselhos &#8211;\u00a0<\/b>O ministro disse que nesta manh\u00e3 o presidente Michel Temer instalou os Conselhos da Rep\u00fablica e da Defesa e que o decreto de interven\u00e7\u00e3o, assinado na \u00faltima sexta-feira foi colocado em discuss\u00e3o e teve apoio da maioria dos conselheiros. &#8220;Todos os conselheiros presentes votaram a favor e os l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o se abstiveram&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>Na sa\u00edda da reuni\u00e3o, os l\u00edderes da minoria senador Humberto Costa e deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, ambos do PT, disseram que preferiram se abster e criticaram que o governo n\u00e3o exp\u00f4s dados concretos que mostrassem a real necessidade da interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jungmann rebateu e diz que fez uma &#8220;exposi\u00e7\u00e3o de motivos que levaram a interven\u00e7\u00e3o e que remete ao grave comprometimento da ordem publica&#8221;. O ministro citou a situa\u00e7\u00e3o dos Correios no local, que muitas vezes precisa de escolta armada para fazer entregar; falou tamb\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o de igrejas e templos que s\u00e3o obrigadas a realizar missas e cultos \u00e0 tarde, &#8220;pois a noite o risco \u00e9 alto&#8221;. &#8220;Mais de 800 comunidades vivem regime de exce\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou o ministro, destacando que s\u00e3o cariocas &#8220;sob a tirania do crime organizado.&#8221;<\/p>\n<p>O ministro rebateu a tese de que n\u00e3o h\u00e1 planejamento para colocar o decreto de interven\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica e disse &#8220;que os recursos necess\u00e1rios para a interven\u00e7\u00e3o estar\u00e3o dispon\u00edveis assim que general Braga Netto apresentar o planejamento&#8221;. &#8220;Temos planejamento. O que vamos fazer \u00e9 adequar esse planejamento \u00e0 realidade da interven\u00e7\u00e3o e dos poderes do interventor&#8221;, explicou<\/p>\n<p>Jungmann justificou a escolha de um militar para ser o interventor &#8211; que hoje \u00e9 administrativamente o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a no Rio &#8211; lembrando que inicialmente se pensava numa interven\u00e7\u00e3o &#8220;mais ampla&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Que essa interven\u00e7\u00e3o deveria ocupar tamb\u00e9m a parte financeira. Mas se entendeu depois que isso n\u00e3o era o adequado. Se tiv\u00e9ssemos essa atitude, provavelmente isso recairia sobre um civil. Na medida em que ela ficou exclusivamente para seguran\u00e7a, que voc\u00ea j\u00e1 tem uma grande coordena\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o nossa com pol\u00edcias e seguran\u00e7a, ela recaiu sobre um militar&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>O ministro falou que ser\u00e1 preciso um tempo para diagnosticar e colocar em pr\u00e1tica as a\u00e7\u00f5es no Rio, mas salientou que legalmente e juridicamente a interven\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 em vigor.<\/p>\n<p><b>Novo minist\u00e9rio &#8211;\u00a0<\/b>Segundo o ministro, durante o encontro, Temer fez quest\u00e3o de ressaltar que n\u00e3o se trata de uma interven\u00e7\u00e3o militar e reiterou sua preocupa\u00e7\u00e3o nacional com a quest\u00e3o da viol\u00eancia. &#8220;Por isso ele disse que espera anunciar ainda essa semana a cria\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a&#8221;, disse o Jungmann. Ao ser questionado se o governo j\u00e1 tem nomes para assumir a pasta, o ministro &#8211; que chegou a ser cotado para o cargo &#8211; disse que &#8220;ainda n\u00e3o&#8221;.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda-feira, 19, em coletiva de imprensa no Pal\u00e1cio da Alvorada, que vai peticionar na Justi\u00e7a Estadual do Rio de Janeiro um pedido do comandante do Ex\u00e9rcito, general Eduardo Dias da Costa Villas B\u00f4as, para que se possa ter um &#8220;mandado coletivo de busca, apreens\u00e3o e captura&#8221; como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":170365,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-170364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170364"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170364\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":170366,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170364\/revisions\/170366"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/170365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}