{"id":170665,"date":"2018-02-22T06:00:38","date_gmt":"2018-02-22T09:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=170665"},"modified":"2018-02-22T07:32:35","modified_gmt":"2018-02-22T10:32:35","slug":"stf-pode-virar-o-jogo-e-deixar-lula-solto-mas-inelegivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/stf-pode-virar-o-jogo-e-deixar-lula-solto-mas-inelegivel\/","title":{"rendered":"STF pode virar o jogo e deixar Lula solto, mas ineleg\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p>O ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), est\u00e1 defendendo, junto a outros colegas da Corte, que o plen\u00e1rio da Corte volte a analisar, em breve, se pessoas condenadas e sem possibilidade de recursos na segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a devem ou n\u00e3o come\u00e7ar a cumprir suas penas de imediato.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma quest\u00e3o extremamente delicada, porque envolve a preserva\u00e7\u00e3o da liberdade individual, ent\u00e3o \u00e9 preciso que o Supremo Tribunal Federal realmente delibere\u201d, disse Celso de Mello. Na melhor das hip\u00f3teses, o STF pode deixar Lula em liberdade. Por\u00e9m, como ficha suja, fora da disputa presidencial.<\/p>\n<p>O ministro lembrou que duas a\u00e7\u00f5es declarat\u00f3rias de constitucionalidade sobre o assunto, protocoladas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2016 e relatadas pelo ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, est\u00e3o prontas para serem julgadas, pendentes somente de que sejam colocadas em discuss\u00e3o pela presidente da Corte, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, a quem cabe elaborar a pauta de julgamentos.<\/p>\n<p>O tema, pol\u00eamico, encontra-se sob impasse no Supremo, sendo objeto de decis\u00f5es aparentemente conflitantes em julgamentos de pedidos de liberdade analisados pelas duas turmas que comp\u00f5em a Corte, onde \u00e9 julgada a maioria das quest\u00f5es criminais no STF.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira (20), a Segunda Turma do STF decidiu enviar ao Plen\u00e1rio dois habeas corpus que tratam do tema, aumentando a press\u00e3o para que C\u00e1rmen L\u00facia paute o assunto. No m\u00eas passado, a ministra afirmou, durante um jantar com empres\u00e1rios, que a quest\u00e3o n\u00e3o seria debatida novamente pelo pleno.<\/p>\n<p>O tema ganhou ainda mais notoriedade ap\u00f3s o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4), segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a Federal, ter confirmado, em janeiro, a condena\u00e7\u00e3o por corrup\u00e7\u00e3o do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que haja um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal\u201d, afirmou Celso de Mello, acrescentando \u201csem qualquer vincula\u00e7\u00e3o a um dado caso concreto ou uma determinada pessoa. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 partid\u00e1ria, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica, \u00e9 eminentemente constitucional e assiste a um direito que \u00e9 de cada um de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>O decano do STF integra a corrente favor\u00e1vel \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de pena somente ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, quando n\u00e3o cabem mais recursos em nenhuma inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a, por acreditar que, do contr\u00e1rio, estaria sendo violado o princ\u00edpio constitucional da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesta quarta, o ministro Marco Aur\u00e9lio Mello afirmou que \u00e9 &#8220;discrimina\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o julgar a possibilidade de pris\u00e3o ap\u00f3s condena\u00e7\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia s\u00f3 porque o tema tem rela\u00e7\u00e3o com o caso do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. &#8220;Tem que colocar em pauta, haja a repercuss\u00e3o que houver &#8221;<\/p>\n<p>Em sua avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 prefer\u00edvel que os 11 ministros da Corte julguem as duas a\u00e7\u00f5es que pedem a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o antecipada da pena antes de analisar o habeas corpus de Lula. O ex-presidente tenta evitar pris\u00e3o at\u00e9 o esgotamento de todos os recursos no caso do triplex no Guaruj\u00e1 (SP).<\/p>\n<p>&#8220;O ato de pautar n\u00e3o \u00e9 norteado por envolvimento deste ou daquele cidad\u00e3o. Processo, para mim, n\u00e3o tem cara, tem conte\u00fado&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aur\u00e9lio integram a mesma corrente de Celso de Mello, enquanto Edson Fachin, Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e a presidente, C\u00e1rmen L\u00facia, s\u00e3o a favor do cumprimento de pena ap\u00f3s a segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>At\u00e9 2009, o entendimento predominante do Supremo era o de que a execu\u00e7\u00e3o de pena poderia come\u00e7ar ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia. Naquele ano, a Corte modificou a compreens\u00e3o, estabelecendo que o cumprimento de qualquer pena s\u00f3 poderia ter in\u00edcio ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado. Em 2016, por\u00e9m, o plen\u00e1rio do STF modificou mais uma vez sua jurisprud\u00eancia, voltando ao entendimento anterior, o qual volta agora a ser questionado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), est\u00e1 defendendo, junto a outros colegas da Corte, que o plen\u00e1rio da Corte volte a analisar, em breve, se pessoas condenadas e sem possibilidade de recursos na segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a devem ou n\u00e3o come\u00e7ar a cumprir suas penas de imediato. \u201cEssa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":153796,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[],"class_list":["post-170665","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vota-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170665"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":170670,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170665\/revisions\/170670"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/153796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}