{"id":171159,"date":"2018-02-27T00:00:51","date_gmt":"2018-02-27T03:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=171159"},"modified":"2018-02-26T23:52:15","modified_gmt":"2018-02-27T02:52:15","slug":"troca-de-caricias-nas-maos-entre-casal-faz-desaparecer-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/troca-de-caricias-nas-maos-entre-casal-faz-desaparecer-dor\/","title":{"rendered":"Troca de car\u00edcias nas m\u00e3os entre casal faz desaparecer dor"},"content":{"rendered":"<p>Quando um casal entrela\u00e7a as m\u00e3os, a atividade dos c\u00e9rebros de ambos entra em sincronia, acoplando uma rede cerebral envolvida nas regi\u00f5es ligadas \u00e0 dor &#8211; e o resultado \u00e9 um efeito analg\u00e9sico. A conclus\u00e3o \u00e9 de um novo estudo realizado por cientistas da Universidade do Colorado e publicado nesta segunda-feira, 25, na revista cient\u00edfica PNAS.<\/p>\n<p>A equipe liderada por Pavel Goldstein realizou um experimento com 20 casais heterossexuais com idades entre 23 e 32 anos. Eles registraram um tipo \u00fanico de atividade acoplada dos c\u00e9rebros dos casais quando uma mulher que sentia dor dava a m\u00e3o ao seu parceiro. Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da dor, o toque do parceiro ativou tamb\u00e9m um mecanismo ligado \u00e0 empatia.<\/p>\n<p>Segundo os autores da pesquisa, os resultados sugerem um poss\u00edvel mecanismo neurol\u00f3gico para o que os cientistas chamam de &#8220;analgesia do toque social&#8221;, isto \u00e9, o efeito analg\u00e9sico do toque de outro ser humano.<\/p>\n<p>A analgesia do toque social, segundo os cientistas, j\u00e1 havia sido demonstrada em outros estudos. O mesmo grupo j\u00e1 havia publicado uma pesquisa mostrando que quando uma pessoa amada toca a outra, a respira\u00e7\u00e3o e os batimentos card\u00edacos sincronizam, e a dor passa. Outros estudos tamb\u00e9m indicavam que o toque tem efeito analg\u00e9sico em beb\u00eas submetidos a procedimentos m\u00e9dicos simples e tem efeito terap\u00eautico na redu\u00e7\u00e3o da dor de pacientes de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Mas, at\u00e9 agora, os mecanismos por tr\u00e1s da analgesia do toque social permanecem obscuros. &#8220;Enquanto estudos recentes destacavam o papel da empatia do observador no al\u00edvio da dor do observado, a contribui\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o social para a analgesia \u00e9 desconhecida&#8221;, escreveram os autores.<\/p>\n<p>Para realizar a pesquisa, os cientistas registraram as ondas cerebrais emitidas pelos casais com eletroencefalografia externa (EGG), um sistema n\u00e3o invasivo que envolve a instala\u00e7\u00e3o de eletrodos no couro cabeludo.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos resultados indicam que dar as m\u00e3os durante um epis\u00f3dio de dor aumenta o acoplamento entre os c\u00e9rebros em uma rede que envolve as regi\u00f5es centrais do c\u00e9rebro do receptor de dor e o hemisf\u00e9rio direito do c\u00e9rebro do observador. Os dados sugerem que o acomplamento entre os c\u00e9rebros deve estar envolvido na analgesia ligada ao toque social&#8221;, disseram os cientistas.<\/p>\n<p>Segundo os autores da pesquisa, ela \u00e9 coerente com estudos recentes que mostraram que os efeitos analg\u00e9sicos s\u00e3o modulados pelos circuitos neurais corticais e subcorticais. De acordo com eles, os resultados refor\u00e7am a &#8220;teoria biopsico-social da dor&#8221;, que sugere uma intera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre fatores biol\u00f3gicos, fisiol\u00f3gicos e sociais afeta a percep\u00e7\u00e3o da dor.<\/p>\n<p>&#8220;O toque afetivo parece afetar a percep\u00e7\u00e3o consciente da dor, expressando assim fatores sociocognitivos. Em conson\u00e2ncia com essa descoberta, nossa nova pesquisa mostrou que segurar a m\u00e3o de um parceiro reduz a ansiedade e a rea\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sangu\u00ednea ao estresse&#8221;, escreveram. &#8220;Isso leva a crer que fatores emocionais est\u00e3o envolvidos nos efeitos analg\u00e9sicos do toque.&#8221;<\/p>\n<p>O acoplamento cerebral entre casais j\u00e1 havia sido tema de outros estudos do grupo da Universidade do Colorado. No ano passado, utilizando o mesmo tipo de experimento, eles mostraram na revista Scientific Reports que o toque era capaz de reduzir a dor.<\/p>\n<p>No experimento anterior, com 22 casais, a mulher tamb\u00e9m era submetida a uma dor no antebra\u00e7o enquanto as ondas cerebrais de ambos os parceiros eram lidas com EEG. Os cientistas estudaram tr\u00eas cen\u00e1rios: o casal junto sem se tocar; o casal segurando as m\u00e3os; e os parceiros em salas separadas.<\/p>\n<p>A simples proximidade entre os parceiros j\u00e1 era suficiente para produzir uma sincronia fisiol\u00f3gica: a respira\u00e7\u00e3o e os batimentos card\u00edacos do casal se ajustavam ao mesmo ritmo. Quando o casal se tocava, a dor era reduzida. Quando o homem n\u00e3o podia tocar a mulher, a sincronia aumentou. Quando ele podia toc\u00e1-la novamente, a sincronia voltava ao \u00edndice normal, e a dor desaparecia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando um casal entrela\u00e7a as m\u00e3os, a atividade dos c\u00e9rebros de ambos entra em sincronia, acoplando uma rede cerebral envolvida nas regi\u00f5es ligadas \u00e0 dor &#8211; e o resultado \u00e9 um efeito analg\u00e9sico. 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