{"id":171771,"date":"2018-03-04T07:15:08","date_gmt":"2018-03-04T10:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=171771"},"modified":"2018-03-04T07:21:39","modified_gmt":"2018-03-04T10:21:39","slug":"sindicatos-patronais-demitem-para-tentar-sobreviver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sindicatos-patronais-demitem-para-tentar-sobreviver\/","title":{"rendered":"Sindicatos patronais demitem para tentar sobreviver"},"content":{"rendered":"<p>A reforma trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado, teve um efeito colateral para os sindicatos patronais &#8211; principais defensores da mudan\u00e7a. O fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria derrubou a receita das entidades que representam as empresas. Com isso, elas foram obrigadas a reduzir o quadro de funcion\u00e1rios, cortar viagens e eventos. Em alguns casos, a queda de arrecada\u00e7\u00e3o chega a 70%.<\/p>\n<p>Com menos dinheiro em caixa, os sindicatos fazem campanha para convencer as empresas da import\u00e2ncia do pagamento da contribui\u00e7\u00e3o. Alguns deles recorreram \u00e0 Justi\u00e7a para manter a cobran\u00e7a compuls\u00f3ria. \u00c9 o caso da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Turismo (CNTur), que entrou com uma a\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o fim do imposto sindical. No total, entre sindicatos patronais e trabalhistas, j\u00e1 h\u00e1 11 a\u00e7\u00f5es no STF sobre o assunto.<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ca\u00f3tica. Tivemos queda de 70% na arrecada\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o diretor executivo da CNTur, Jos\u00e9 Os\u00f3rio Naves. Segundo ele, com caixa reduzido, a confedera\u00e7\u00e3o cortou todas as gratifica\u00e7\u00f5es aos funcion\u00e1rios e os contratos de terceiros. Os jantares que reuniam os executivos do setor foram suspensos e viagens s\u00f3 em caso de urg\u00eancia. &#8220;Estamos nos adequando para conseguir sobreviver. N\u00e3o sabemos at\u00e9 quando.&#8221;<\/p>\n<p>Em 2016, a arrecada\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o sindical (patronal) somou quase R$ 800 milh\u00f5es. Do montante recolhido, 60% fica com os sindicatos; 20% com o Minist\u00e9rio do Trabalho; 15% com as federa\u00e7\u00f5es; e 5% com as confedera\u00e7\u00f5es. No caso das empresas, o pagamento \u00e9 proporcional ao capital social da companhia. Os dados de 2017 e deste ano ainda n\u00e3o foram consolidados, mas os sindicatos j\u00e1 come\u00e7aram a calcular as perdas.<\/p>\n<p>Or\u00e7amento. Na Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), uma das representa\u00e7\u00f5es mais fortes do Pa\u00eds, a queda na arrecada\u00e7\u00e3o ficou entre 13% e 14%. Para se adequar ao novo or\u00e7amento, cerca de 20% do quadro de funcion\u00e1rios foi reduzido e alguns departamentos unificados, como economia e competitividade e startups e micro e pequenas empresas.<\/p>\n<p>&#8220;Com isso, liberamos espa\u00e7o para que outros sindicatos patronais ocupem a \u00e1rea&#8221;, diz a diretora executiva jur\u00eddica da Fiesp, Luciana Freire. Ela conta que a Fiesp fez uma assembleia com os filiados, que somam 130 sindicatos, para deliberar sobre a contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos que o fim seria mais coerente com a nossa bandeira de redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria&#8221;, diz ela, ressaltando que para as empresas continuarem contribuindo de forma opcional, os sindicatos ter\u00e3o de dar alguma contrapartida, como produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado, teve um efeito colateral para os sindicatos patronais &#8211; principais defensores da mudan\u00e7a. O fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria derrubou a receita das entidades que representam as empresas. Com isso, elas foram obrigadas a reduzir o quadro de funcion\u00e1rios, cortar viagens e eventos. 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