{"id":171810,"date":"2018-03-04T20:18:07","date_gmt":"2018-03-04T23:18:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=171810"},"modified":"2018-03-04T22:06:04","modified_gmt":"2018-03-05T01:06:04","slug":"santos-e-corinthians-empatam-em-jogo-de-apagao-no-pacaembu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/santos-e-corinthians-empatam-em-jogo-de-apagao-no-pacaembu\/","title":{"rendered":"Santos e Corinthians empatam em novo apag\u00e3o no Pacaembu"},"content":{"rendered":"<p>Com direito a mais um apag\u00e3o no Pacaembu, a folcl\u00f3rica &#8220;lei do ex&#8221; e um gol nos minutos finais, Corinthians e Santos fizeram uma grande partida e empataram por 1 a 1, neste domingo \u00e0 noite, pelo Campeonato Paulista. O resultado foi justo, mas acabou deixando um gosto amargo para os corintianos, que venciam a partida at\u00e9 os 41 minutos. Entretanto, os jogadores do times da casa lutaram at\u00e9 o fim de conseguiram evitar a derrota.<\/p>\n<p>O retrospecto de F\u00e1bio Carille em cl\u00e1ssicos desde que assumiu o clube se mant\u00e9m muito bom, apesar do empate. Foram 14 jogos, sendo nove vit\u00f3rias, quatro empates e apenas uma derrota. J\u00e1 o Santos consegue respirar um pouco mais aliviado ap\u00f3s perder para o Real Garcilaso, em sua estreia na Libertadores.<\/p>\n<p>O gol corintiano saiu justamente do volante Ren\u00ea J\u00fanior. No futebol, dentre tantas leis e regras que n\u00e3o existem explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas, uma delas \u00e9 que existe uma tal &#8220;lei do ex&#8221; em que um jogador, quando enfrenta um clube que defendeu, sempre vai marcar um gol. Evidentemente, essa folcl\u00f3rica regra n\u00e3o se aplica na maioria das vezes, mas, neste domingo, aconteceu. Ren\u00ea J\u00fanior passou pelo Santos em 2013 sem deixar muitas saudades e, quando saiu do clube, deu entrevistas na \u00e9poca admitindo que ia embora triste, por ter sido um dos responsabilizados pela temporada ruim do clube.<\/p>\n<p>Foi um cl\u00e1ssico bem diferente no Pacaembu, principalmente para os corintianos, que por tantos anos chamaram o est\u00e1dio municipal de sua casa e, mesmo com a chegada da sua arena, ainda mant\u00eam um carinho pelo local onde tantas alegrias tiveram. Neste domingo, o &#8220;dono da casa&#8221; foi o visitante diante de quem espera fazer com que a cada dia o tradicional palco do futebol paulista se torne a sua segunda casa. Os santistas presentes fizeram muito barulho e apoiaram a equipe at\u00e9 o fim, mas isso n\u00e3o adiantou diante de um rival que parece n\u00e3o se abalar ao enfrentar seus maiores advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>Jair Ventura resolveu promover duas importantes mexidas no time que deveriam surpreender o Corinthians, mas elas n\u00e3o surtiram o efeito esperado. Ele colocou o L\u00e9o Citadini no lugar do experiente Renato, que n\u00e3o vinha bem nos \u00faltimos jogos. Mas o garoto parece ter sentido a import\u00e2ncia do jogo. Outra altera\u00e7\u00e3o foi a entrada do novo candidato a estrela do clube, o menino Rodrygo, de apenas 17 anos, na vaga de Gabriel Barbosa, suspenso<\/p>\n<p>As duas equipes iniciaram o jogo ligadas nos 220 volts, nem pareciam que haviam jogado no meio da semana pela Libertadores e que tiveram que encarar os efeitos da altitude nestes confrontos O \u00edmpeto, entretanto, durou cerca de 15 minutos, quando os times passaram a deixar mais clara suas propostas para superar o rival.<\/p>\n<p>O Corinthians, no primeiro tempo, voltou a demonstrar aquele estilo, at\u00e9 certo ponto, trai\u00e7oeiro. A equipe de F\u00e1bio Carille parecia recuada, com receio de ser pressionada pelo advers\u00e1rio, mas, quando percebia que os santistas tinham dificuldades para sair do campo de defesa, sufocava a marca\u00e7\u00e3o e foi assim que quase abriu o placar em pelo menos duas boas oportunidades, antes de conseguir, de fato, balan\u00e7ar as redes. No segundo tempo, o time caiu de rendimento e n\u00e3o conseguiu superar a press\u00e3o do rival.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que o gol saiu justamente de um lance que se desenhava como despretensioso. Aos 20, o volante Ren\u00ea J\u00fanior arriscou de fora da \u00e1rea um chute forte, mas que parecia ser de f\u00e1cil defesa para um goleiro do n\u00edvel de Vanderlei. Entretanto, no meio do caminho, a bola desviou em L\u00e9o Citadini, afundando ainda mais a p\u00e9ssima atua\u00e7\u00e3o do garoto e consagrando o volante corintiano contra seu ex-time, de onde saiu sem deixar saudades<\/p>\n<p>Foi ap\u00f3s o gol que o Santos percebeu que tentar chegar ao gol de C\u00e1ssio pelo toque de bola e com Vecchio armando o jogo, seria algo dif\u00edcil. Assim, passou a apostar nos lan\u00e7amentos para Copete, Rodrygo e Sasha, que pegavam a bola nas pontas e cruzava para a \u00e1rea, mesmo sem ter ningu\u00e9m para concluir, facilitando a vida dos corintianos.<\/p>\n<p>Quando a bola ca\u00eda nos p\u00e9s do time visitante, o ritmo de jogo era outro. Rodriguinho e Jadson parecem cada dia mais entrosados e criaram diversas boas jogadas, atrav\u00e9s de tabelas e achando Clayson pelas beiradas, que chegou com liberdade nas costas de Daniel Guedes.<\/p>\n<p>No segundo tempo, Jair Ventura tirou Copete e colocou Arthur Gomes, dando uma nova din\u00e2mica ao time. O volume de jogo do Santos cresceu, os novos &#8220;donos da casa&#8221; pressionaram na busca pelo empate e tiveram boas oportunidades com Alison e Vecchio, mas n\u00e3o conseguiram superar C\u00e1ssio. Com o passar do tempo e as mudan\u00e7as nos dois times, o jogo voltou a ser mais equilibrado e o rel\u00f3gio passou a jogar contra os ansiosos santistas.<\/p>\n<p>At\u00e9 que, aos 21 minutos, as luzes do Pacaembu se apagaram, repetindo o que vem se tornando uma rotina em jogos no est\u00e1dio municipal. J\u00e1 foram oito partidas s\u00f3 neste ano. Coincidentemente, o prefeito de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria, estava no local para acompanhar o cl\u00e1ssico, j\u00e1 que \u00e9 torcedor santista. Segundo informa\u00e7\u00e3o da Prefeitura, um problema envolvendo a caixa prim\u00e1ria de luz do est\u00e1dio fez com que a eletricidade n\u00e3o chegasse aos refletores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 48 minutos, o jogo foi reiniciado e Santos voltou parecendo estar com o f\u00f4lego renovado e passou a pressionar mais ainda, mas sem conseguir finalizar com qualidade. Ansiosos, os jovens santistas erravam o \u00faltimo passe antes da finaliza\u00e7\u00e3o e faziam com que o sufoco n\u00e3o tivesse um resultado esperado. Pelo contr\u00e1rio, o Corinthians foi quem teve uma grande oportunidade com Jadson, que tirou de Vanderlei e bateu firme, mas Daniel Guedes salvou em cima da linha. Em seguida, Rodriguinho pegou rebote de escanteio, encheu o p\u00e9 e Vanderlei praticar uma grande defesa, para evitar o segundo gol.<\/p>\n<p>Mas os minutos finais reservaram emo\u00e7\u00e3o. Aos 32 minutos, Diogo Vitor entrou no lugar de Rodrygo. Aos 41, o garoto aproveitou rebote do goleiro C\u00e1ssio, encheu o p\u00e9 e garantiu o empate, para a alegria dos santistas, que lotaram o Pacaembu e fizeram uma grande festa do in\u00edcio ao fim do jogo e foram coroados com o gol nos minutos finais. A vit\u00f3ria n\u00e3o aconteceu, mas os mandantes deixaram o est\u00e1dio mais euf\u00f3ricos pela forma com que o time se portou diante dos corintianos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com direito a mais um apag\u00e3o no Pacaembu, a folcl\u00f3rica &#8220;lei do ex&#8221; e um gol nos minutos finais, Corinthians e Santos fizeram uma grande partida e empataram por 1 a 1, neste domingo \u00e0 noite, pelo Campeonato Paulista. 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