{"id":171836,"date":"2018-03-05T07:31:38","date_gmt":"2018-03-05T10:31:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=171836"},"modified":"2018-03-05T07:31:38","modified_gmt":"2018-03-05T10:31:38","slug":"conheca-beneficios-de-especies-diferentes-de-frutas-e-legumes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/conheca-beneficios-de-especies-diferentes-de-frutas-e-legumes\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a benef\u00edcios de esp\u00e9cies &#8216;diferentes&#8217; de frutas e legumes"},"content":{"rendered":"<p>Com certeza voc\u00ea j\u00e1 passou pelos corredores de mercados e encontrou maracuj\u00e1 amarelo, batata-doce roxa e ab\u00f3bora verde. Mas existem muitas variedades de frutas &#8220;diferentes&#8221; das que conhecemos. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, o maracuj\u00e1 mais consumido \u00e9 o roxo.<\/p>\n<p>Na Venezuela e na It\u00e1lia, \u00e9 comum encontrar laranjas com polpas vermelhas, enquanto no Peru as batatas-doces podem ser brancas, roxas ou alaranjadas. No Brasil, pesquisadores e empresas t\u00eam trabalhado para tornar vi\u00e1vel comercialmente a produ\u00e7\u00e3o de variedades de alimentos menos conhecidas no nosso dia a dia.<\/p>\n<p>Confira alguns desses casos<\/p>\n<p><strong>Ab\u00f3bora do hexa<\/strong> &#8211; 2018 pode ser um bom ano para consumir a ab\u00f3bora Brasileirinha, lan\u00e7ada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) na \u00e9poca da Copa do Mundo de 2006. Essa variedade foi encontrada pela primeira vez no Distrito Federal em uma planta\u00e7\u00e3o de ab\u00f3boras verdes, comuns.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma muta\u00e7\u00e3o natural, n\u00e3o tem nada de transgenia&#8221;, diz o pesquisador Leonardo Silva Boiteux, da Embrapa Hortali\u00e7as, do DF. Quando acharam o fruto com duas cores, os pesquisadores da empresa coletaram as sementes e decidiram plant\u00e1-las para conhecer suas qualidades.<\/p>\n<p>Anos depois, al\u00e9m da colora\u00e7\u00e3o simp\u00e1tica, a ab\u00f3bora conquistou o p\u00fablico por ser mais crocante e conter betacaroteno e lute\u00edna, importantes nutrientes na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares e dos olhos. &#8220;Muitas doen\u00e7as seriam evitadas com uma melhor alimenta\u00e7\u00e3o e, nesse aspecto, as hortali\u00e7as t\u00eam papel de destaque&#8221;, diz Boiteux.<\/p>\n<p><strong>Maracuj\u00e1 &#8211;<\/strong>\u00a0verde, roxo e vermelho. Existem no mundo cerca de 500 esp\u00e9cies de maracuj\u00e1, sendo que 70 delas s\u00e3o comest\u00edveis. O Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC) lan\u00e7ou uma variedade de maracuj\u00e1 roxo, o mais consumido no exterior. &#8220;\u00c9 uma fruta que atende a um nicho de mercado de pessoas que n\u00e3o toleram a acidez do maracuj\u00e1&#8221;, explica a pesquisadora Laura Maria Molina Meletti, do IAC.<\/p>\n<p>Os frutos roxos s\u00e3o menores e mais leves, t\u00eam mais a\u00e7\u00facares, menos acidez e maior teor de s\u00f3lidos sol\u00faveis, sendo recomendados para quem tem desconforto g\u00e1strico ap\u00f3s ingerir alimentos \u00e1cidos.<\/p>\n<p>Na Embrapa, as pesquisas j\u00e1 desenvolveram dez novos maracuj\u00e1s desde os anos 1990. Uma das novidades foi o maracuj\u00e1 P\u00e9rola do Cerrado, menor, verde escuro e bem mais doce. A variedade foi desenvolvida no Distrito Federal e j\u00e1 \u00e9 cultivada por diversos agricultores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A polpa, muito rica em antioxidantes, serve para sucos, doces, sorvetes e para fins medicinais&#8221;, explica F\u00e1bio Faleiro, coordenador das pesquisas com maracuj\u00e1 na Embrapa. Al\u00e9m desse, h\u00e1 um maracuj\u00e1 quase vermelho, o Rubi do Cerrado. Segundo Faleiro, a fruta \u00e9 mais resistente, tem mais vitamina C e dura mais na prateleira. &#8220;S\u00e3o op\u00e7\u00f5es para diversificar a fruticultura brasileira&#8221;, diz. H\u00e1 outros com fins ornamentais, que d\u00e3o apenas flores e n\u00e3o frutas.<\/p>\n<p><strong>Laranja vermelha<\/strong> &#8211; Tamb\u00e9m na Embrapa, mas no Rio Grande do Sul, pesquisadores conseguiram tornar vi\u00e1vel o cultivo de uma laranja com polpa vermelha origin\u00e1ria da Venezuela. Com o nome de laranja Cara Cara, ela se espalhou para outros locais do mundo e cont\u00e9m o licopeno (aquele mesmo do tomate), de onde vem sua cor vermelha. A variedade n\u00e3o possui sementes e \u00e9, em geral, menos \u00e1cida que as normais.<\/p>\n<p>A fruta pode se cultivada em todo o Brasil, mas apenas em regi\u00f5es frias ter\u00e1 o aspecto avermelhado, explica o pesquisador Roberto Pedroso de Oliveira, da Embrapa Clima Temperado. &#8220;Nas regi\u00f5es frias, os citros geralmente t\u00eam melhor qualidade. Se cultiv\u00e1-la em S\u00e3o Paulo, por exemplo, ela ter\u00e1 a polpa amarela&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>A laranja Cara Cara \u00e9 produzida no Brasil na regi\u00e3o da Campanha Ga\u00facha, quase na fronteira com o Uruguai. Suas vitaminas s\u00e3o bem parecidas com as de laranjas &#8220;normais&#8221;, mas a cor chama a aten\u00e7\u00e3o e aumenta o consumo.<\/p>\n<p><strong>Melancia menor<\/strong> &#8211; Ap\u00f3s testes em campo desde 2014, a multinacional alem\u00e3 Bayer lan\u00e7ou no mercado brasileiro uma variedade de melancia mais compacta e sem sementes, a Pingo Doce. A fruta tem casca mais escura e a polpa, al\u00e9m de mais doce, tem maior consist\u00eancia. A variedade est\u00e1 sendo colhida em escala comercial pela primeira vez este ano.<\/p>\n<p>Um dos objetivos da nova fruta \u00e9 aumentar o consumo de melancia no Brasil, diz Leonardo Herzog, gerente nacional de melancias da Bayer. Ao identificar que muitas pessoas deixavam de comprar a fruta pela dificuldade de armazenamento, desenvolver uma fruta menor foi uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Deixamos de pensar somente no agricultor para pensar tamb\u00e9m nos consumidores. Ela cabe na geladeira, \u00e9 pequena e tem uma cor mais chamativa&#8221;, explica. A variedade deve ser plantada nas principais regi\u00f5es produtoras do Brasil: Rio Grande do Sul, Goi\u00e1s e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Plantador de melancia h\u00e1 mais de 40 anos, o agricultor Gilberto Rambor, de Encruzilhada do Sul (RS), apostou na variedade nesta safra para inovar. &#8220;Comecei a plantar a Pingo Doce para ter um diferencial&#8221;, explica ele. Segundo o agricultor, a produ\u00e7\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o do mercado foram positivas. &#8220;Quando as pessoas conhecer em essa fruta, dificilmente v\u00e3o querer outra variedade&#8221;, afirma ele, que j\u00e1 vendeu suas frutas para v\u00e1rias regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>P\u00eassego &#8216;achatado&#8217;<\/strong> &#8211; O p\u00eassego Mandinho, criado pela Embrapa em 2014 ap\u00f3s mais de 10 anos de pesquisa com cruzamentos gen\u00e9ticos, tem polpa amarela, casca avermelhada e predom\u00ednio do sabor doce. Mas sua principal caracter\u00edstica, que chamou aten\u00e7\u00e3o do mercado, \u00e9 a forma achatada.<\/p>\n<p>O formato lembra uma bolacha, sendo menor que o p\u00eassego tradicional comercializado no Brasil. Segundo a Embrapa, a fruta precisa de menos horas de frio que seus concorrentes para florescer.<\/p>\n<p><strong>Batata-doce alaranjada<\/strong> &#8211; Apesar das batatas-doces roxas com polpa branca serem as mais comuns, h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es. Voc\u00ea conhece a diferen\u00e7a entre elas? A variedade Beauregard, de cor alaranjada, vem chamando a aten\u00e7\u00e3o dos consumidores brasileiros.<\/p>\n<p>Sua cor laranja vem da alta quantidade de betacaroteno, que cont\u00e9m vitamina A, importante para reduzir riscos de doen\u00e7as cardiovasculares e catarata. Segundo a Embrapa, ela pode substituir farinha de trigo em diversas receitas, aumentando o valor nutricional do alimento. Essa batata-doce \u00e9 dos Estados Unidos e foi trazida para o Brasil atrav\u00e9s de um conv\u00eanio da Embrapa com o Centro Internacional de la Papa (CIP), do Peru.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento faz parte de um projeto da Embrapa com outros 13 centros de pesquisa do mundo todo, o Biofort, para produzir alimentos naturais com mais qualidades nutricionais.<\/p>\n<p><strong>Tomate &#8216;fortificado&#8217;<\/strong> &#8211; O tomate, o legume mais consumido do Brasil, ganhou uma nova variedade em 2017 com muito mais licopeno, um antioxidante capaz de prevenir doen\u00e7as como o c\u00e2ncer, em especial o de pr\u00f3stata. A variedade foi lan\u00e7ada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa).<\/p>\n<p>O novo fruto, chamado de BRS Zamir, tem em torno de 144 mg\/g de licopeno, enquanto seus &#8220;concorrentes&#8221; raramente passam a casa das 30 mg\/g. Ele tamb\u00e9m tem cor mais vermelha, sabor um pouco mais adocicado e sua conserva\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a colheita \u00e9 maior que a m\u00e9dia: dura at\u00e9 18 dias fora da geladeira.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador Leonardo Boiteux, da Embrapa Hortali\u00e7as, o objetivo de aumentar a quantidade de licopeno nos tomates \u00e9 possibilitar que os brasileiros tenham no alimento um aliado contra doen\u00e7as. &#8220;O ser humano n\u00e3o consegue produzir o licopeno, ele tem que vir da dieta. E o tomate, al\u00e9m da melancia e da goiaba, \u00e9 um dos poucos alimentos com essa subst\u00e2ncia&#8221;, explica Boiteux, que trabalha com melhoramento de tomates desde 1989.<\/p>\n<p>&#8220;Mas tamb\u00e9m estamos pensando no consumidor: tem que ser um tomate gostoso e crocante&#8221;. O pesquisador comenta que h\u00e1 outras esp\u00e9cies com ainda mais licopeno, que devem ser lan\u00e7adas nos pr\u00f3ximos anos. &#8220;Nosso trabalho \u00e9 fazer cruzamentos, pegar o p\u00f3len de um e combinar com outro, n\u00e3o \u00e9 nada transg\u00eanico. Ent\u00e3o, nos &#8216;filhos&#8217; desses cruzamentos \u00e9 que buscamos as qualidades desejadas&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com certeza voc\u00ea j\u00e1 passou pelos corredores de mercados e encontrou maracuj\u00e1 amarelo, batata-doce roxa e ab\u00f3bora verde. Mas existem muitas variedades de frutas &#8220;diferentes&#8221; das que conhecemos. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, o maracuj\u00e1 mais consumido \u00e9 o roxo. 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