{"id":172088,"date":"2018-03-07T09:53:24","date_gmt":"2018-03-07T12:53:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=172088"},"modified":"2018-03-07T11:45:16","modified_gmt":"2018-03-07T14:45:16","slug":"carioca-ataca-excessos-rio-nao-e-a-casa-da-mae-joana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/carioca-ataca-excessos-rio-nao-e-a-casa-da-mae-joana\/","title":{"rendered":"Carioca ataca excessos. &#8216;Rio n\u00e3o \u00e9 a casa da m\u00e3e Joana&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Moradores de uma favela do Rio de Janeiro denunciaram \u00e0 Defensoria P\u00fablica que foram obrigados a entregar celulares a militares para que vasculhassem suas fotos e contatos. J\u00e1 na comunidade de Acari, na zona norte carioca, moradores dizem que policiais militares est\u00e3o fotografando indiscriminadamente seus documentos de identidade para checar antecedentes criminais, o que a Defensoria considera ilegal.<\/p>\n<p>A Defensoria n\u00e3o informou em qual favela teria ocorrido a varredura de telefones. &#8220;Os militares n\u00e3o podem fazer uma varredura assim, sem que haja consentimento do morador ou um mandado&#8221;, disse Fabio Amado, coordenador de Direitos Humanos da Defensoria.<\/p>\n<p>O Comando Conjunto das Opera\u00e7\u00f5es no Rio informou que a averigua\u00e7\u00e3o de celulares n\u00e3o \u00e9 um procedimento padr\u00e3o para checagem de mandados de pris\u00e3o em aberto e que vai averiguar as den\u00fancias.<\/p>\n<p>J\u00e1 o relato da abordagem em Acari foi feito publicamente nesta ter\u00e7a-feira, 6, na primeira reuni\u00e3o do Observat\u00f3rio da Interven\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m ratificado \u00e0 Defensoria. O grupo \u00e9 uma iniciativa do Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania, da Universidade Candido Mendes, e \u00e9 formado por entidades da sociedade que monitoram a a\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>Na semana retrasada, militares tamb\u00e9m fotografaram documentos de identidade de moradores na Vila Kennedy, na zona oeste. A a\u00e7\u00e3o causou pol\u00eamica.<\/p>\n<p><strong>Indigna\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Segundo a estudante Buba Aguiar, do Coletivo Fala Akari, policiais v\u00eam abordando indiscriminadamente moradores e requerendo RGs. &#8220;Eles falam que &#8216;\u00e9 o procedimento'&#8221;, conta. &#8220;A pol\u00edcia pode &#8216;sarquear&#8217; (averiguar antecedentes criminais) num equipamento que tem na viatura. Se esse sistema est\u00e1 falhando, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem nada com isso.&#8221; A reportagem questionou a Secretaria de Seguran\u00e7a sobre a den\u00fancia, mas n\u00e3o teve resposta<\/p>\n<p>Os moradores dizem se sentir humilhados. &#8220;Quem vai \u00e0 padaria e est\u00e1 sem documento \u00e9 &#8216;esculachado&#8217;. N\u00e3o h\u00e1 lei que diga que a pessoa tem de estar com a identidade 24 horas por dia. S\u00f3 que se voc\u00ea \u00e9 pobre e mora na favela, j\u00e1 \u00e9 suspeito. Se \u00e9 preto, \u00e9 tachado. Em bairros nobres n\u00e3o fazem isso&#8221;, critica Buba. As tropas ainda n\u00e3o foram \u00e0 comunidade de Acari.<\/p>\n<p>Segundo a Defensoria, a lei imp\u00f5e limites \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o criminal do cidad\u00e3o &#8211; por exemplo, quando o documento civil est\u00e1 rasurado -, e fotografar os documentos sem crit\u00e9rio nas ruas configura constrangimento. O \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 acompanhando as a\u00e7\u00f5es para coibir excessos e se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para que os direitos individuais sejam resguardados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moradores de uma favela do Rio de Janeiro denunciaram \u00e0 Defensoria P\u00fablica que foram obrigados a entregar celulares a militares para que vasculhassem suas fotos e contatos. 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