{"id":172180,"date":"2018-03-08T08:12:42","date_gmt":"2018-03-08T11:12:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=172180"},"modified":"2018-03-08T08:12:42","modified_gmt":"2018-03-08T11:12:42","slug":"o-desafio-de-quem-quer-construir-seu-proprio-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/o-desafio-de-quem-quer-construir-seu-proprio-destino\/","title":{"rendered":"O desafio de quem quer construir seu pr\u00f3prio destino"},"content":{"rendered":"<p>Elas s\u00e3o de classes sociais diferentes, t\u00eam sonhos pessoais e profissionais diversos e, em comum, lutam para quebrar um ciclo de limita\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias \u00e0s quais suas m\u00e3es, tias e av\u00f3s foram submetidas. Para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira, 8, a reportagem ouviu cinco jovens entre 14 e 21 anos que contam como romperam essas barreiras e qual caminho ainda querem percorrer.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia, relacionamento abusivo, maternidade compuls\u00f3ria e limitadas op\u00e7\u00f5es de estudo e emprego foram as situa\u00e7\u00f5es enfrentadas por gera\u00e7\u00f5es anteriores &#8211; e elas decidiram super\u00e1-las.<\/p>\n<p>Maira Bandeira, de 21 anos, foi matriculada no taekwondo aos 4 anos, ap\u00f3s sofrer uma tentativa de abuso em casa. Anos depois, a m\u00e3e contou que aos 16 anos fora v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica por parte do ent\u00e3o namorado, quando estava gr\u00e1vida. &#8220;Isso me deu mais vontade de continuar lutando, de ter mais for\u00e7a e saber me proteger. Ela queria que eu soubesse me defender quando n\u00e3o estivesse por perto.&#8221;<\/p>\n<p>A jovem aprendeu artes marciais e ganhou campeonatos. A luta, conta, lhe deu seguran\u00e7a para se defender fisicamente e ganhar confian\u00e7a para n\u00e3o aceitar um relacionamento abusivo. &#8220;A \u00faltima coisa que quero \u00e9 estar com um homem que tenha a coragem de levantar a m\u00e3o para mim&#8221;, diz Maira, que ensina defesa pessoal a mulheres.<\/p>\n<p>Filha de uma faxineira, Carolina Moraes, de 21 anos, chegou a fazer limpeza com a m\u00e3e e ajud\u00e1-la a vender roupas e sapatos para se sustentarem. Mas decidiu que teria um futuro diferente. Hoje, trabalha como DJ e estuda Design. E continua brigando pelo reconhecimento e pela igualdade de oportunidades.<\/p>\n<p>&#8220;Sou uma mulher negra, pobre, do Cap\u00e3o Redondo. Quebrei o futuro que esperavam para mim e estou adentrando, aos poucos, em um mundo que n\u00e3o foi criado para mim, em que minha fam\u00edlia nunca me imaginou: o das artes, da m\u00fasica.&#8221;<\/p>\n<p>Aos 18 anos, a estudante Gabrielle Ara\u00fajo afirma que, diferentemente da m\u00e3e e das av\u00f3s, s\u00f3 ter\u00e1 filhos se um dia se sentir preparada e desejar engravidar. A av\u00f3 paterna teve nove filhos e dizia \u00e0s noras que &#8220;uma mulher que presta deve ter filhos&#8221;. A m\u00e3e enxergava o casamento e a gravidez como formas de se libertar do lar repressor.<\/p>\n<p>Gabrielle diz que, apesar do julgamento e da press\u00e3o familiar, n\u00e3o tem planos de ter filhos e o seu foco \u00e9 o vestibular para Arquitetura. &#8220;Sei que tenho muitos desafios pela frente. Vou ter de lutar dentro e fora de casa para ser respeitada profissionalmente, conseguir igualdade salarial e n\u00e3o ceder \u00e0 press\u00e3o dos parentes para ter uma fam\u00edlia considerada padr\u00e3o&#8221;, conta.<\/p>\n<p><strong>Entre meninos<\/strong> &#8211; O desafio da estudante Gabriela Baena, de 16 anos, \u00e9 diferente. Ao contr\u00e1rio da m\u00e3e e das av\u00f3s, sempre foi incentivada a fazer o que gostava &#8211; e se apaixonou pela Matem\u00e1tica, disciplina em que os meninos costumam se destacar. &#8220;Sei que a batalha vai ser \u00e1rdua por querer entrar numa \u00e1rea masculina. Meu esfor\u00e7o ter\u00e1 de ser maior.&#8221;<\/p>\n<p>Madalena (nome fict\u00edcio) tem 14 anos e o sonho de conquistar a independ\u00eancia financeira e emocional. Aluna do 8.\u00ba ano de uma escola p\u00fablica, ela deu aulas de Ingl\u00eas em 2017 &#8220;para poder comprar suas pr\u00f3prias coisas&#8221; e n\u00e3o depender de ningu\u00e9m. A m\u00e3e, conta, &#8220;n\u00e3o consegue ficar s\u00f3, precisa de um relacionamento, mesmo que sofra ou apanhe&#8221;.<\/p>\n<p>Para Marlise Matos, coordenadora do N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher, da Universidade Federal de Minas Gerais, as jovens sabem que, se n\u00e3o iniciarem a mudan\u00e7a, suas filhas e netas ter\u00e3o o mesmo destino. &#8220;Elas querem ter o poder de definir seu pr\u00f3prio projeto de vida.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas s\u00e3o de classes sociais diferentes, t\u00eam sonhos pessoais e profissionais diversos e, em comum, lutam para quebrar um ciclo de limita\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias \u00e0s quais suas m\u00e3es, tias e av\u00f3s foram submetidas. 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