{"id":172418,"date":"2018-03-11T10:03:46","date_gmt":"2018-03-11T13:03:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=172418"},"modified":"2018-03-11T10:03:46","modified_gmt":"2018-03-11T13:03:46","slug":"esta-dificil-jogar-pedras-no-futuro-da-economia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/esta-dificil-jogar-pedras-no-futuro-da-economia-brasileira\/","title":{"rendered":"&#8216;Est\u00e1 dif\u00edcil jogar pedras no futuro da economia brasileira&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Uma mudan\u00e7a de diagn\u00f3stico sobre a economia brasileira provocou uma guinada na Verde Asset Management, que tem R$ 33 bilh\u00f5es em ativos sob gest\u00e3o. A gestora, que exp\u00f4s, nos \u00faltimos anos, uma vis\u00e3o negativa sobre ativos dom\u00e9sticos a partir de declara\u00e7\u00f5es do s\u00f3cio fundador Luis Stuhlberger, est\u00e1, agora, otimista com o cen\u00e1rio econ\u00f4mico para o Brasil, ao menos de curto prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 dif\u00edcil construir um argumento muito pessimista em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento do Pa\u00eds hoje&#8221;, disse o estrategista da gestora, Luiz Parreiras. A virada ocorreu ap\u00f3s um ano at\u00edpico na hist\u00f3ria de 21 anos do fundo Verde, o mais famoso da gestora. Em 2017, ele n\u00e3o s\u00f3 perdeu para o CDI, indicador de refer\u00eancia para aplica\u00e7\u00f5es conservadoras, como teve a pior rela\u00e7\u00e3o risco-retorno na lista dos dez maiores fundos multimercados do Brasil.<\/p>\n<p>Leia abaixo os principais trechos da entrevista:<\/p>\n<p><strong>Qual a vis\u00e3o atual da gestora sobre o Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>No terceiro trimestre do ano passado, mudamos para uma vis\u00e3o bastante construtiva para o Brasil, calcada em alguns pilares. Um deles era o pano de fundo global que era muito bom, com crescimento robusto e consistente em v\u00e1rias regi\u00f5es, juros em geral est\u00e1veis e infla\u00e7\u00e3o baixa. Naquele momento, n\u00e3o havia press\u00f5es inflacion\u00e1rias, o que agora \u00e9 um ponto de aten\u00e7\u00e3o. Na parte dom\u00e9stica, o Brasil estava dando sinais de sa\u00edda da recess\u00e3o. A infla\u00e7\u00e3o no Brasil caiu muito e muito rapidamente.<\/p>\n<p><strong>E como a nova vis\u00e3o se reflete na estrat\u00e9gia de investimentos?<\/strong><\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o permanece neste come\u00e7o de 2018 e posicionamos os fundos de maneira mais positiva em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil. Passamos a ter uma posi\u00e7\u00e3o comprada maior em a\u00e7\u00f5es brasileiras. Em junho, estava em praticamente zero e hoje est\u00e1 em cerca de 9% do fundo. \u00c9 o maior patamar em quase quatro anos. Em outros tempos, j\u00e1 chegou a ser de 50%, como na \u00e9poca da crise de 2009, quando os pre\u00e7os estavam muito baratos. Estamos comprados no real e apostamos no mercado de juros futuros. Entendemos que as taxas entre 2021 e 2026 podem cair. A curva futura est\u00e1 bastante inclinada e precifica juros (no caso, a taxa b\u00e1sica) pr\u00f3ximos de 10%. Se a Selic vier a subir, ser\u00e1 menos do que est\u00e1 precificado na curva.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00eas acreditam em novo corte da Selic na reuni\u00e3o de mar\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p>O mercado diz que a probabilidade de cair mais uma vez \u00e9 razoavelmente alta. \u00c9 de 80%, e concordamos com isso.<\/p>\n<p><strong>A gestora demorou, mais que outras casas, para aproveitar a alta da Bolsa brasileira. A posi\u00e7\u00e3o em Bovespa n\u00e3o deveria estar maior? Ou est\u00e1 caro?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que est\u00e1 caro, mas n\u00e3o est\u00e1 muito barato. Outro ponto \u00e9 que, apesar de estarmos mais otimistas com o curto prazo, a nossa vis\u00e3o de longo prazo \u00e9 mais c\u00e9tica. Para crescer mais de 2,5% ao ano por um per\u00edodo longo, \u00e9 preciso fazer reformas que melhorem a produtividade. Al\u00e9m disso, o Pa\u00eds tem um problema fiscal estrutural, que demanda reformas. Sem essas duas coisas \u00e9 dif\u00edcil ter otimismo de crescimento no m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p><strong>A gestora prev\u00ea um crescimento em 2019 t\u00e3o forte quanto em 2018?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o vejo muita gente pessimista em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento de 2019. O que vejo \u00e9 gente mais otimista que n\u00f3s para 2018, o que faz com que o crescimento do ano que vem seja ainda maior. Prevemos alta de 2,5% neste ano. Como tem um evento antes, que \u00e9 a elei\u00e7\u00e3o, fica dif\u00edcil fazer proje\u00e7\u00e3o. Com o juro a 6,5%, h\u00e1 sim a possibilidade de o crescimento surpreender para cima. Hoje \u00e9 dif\u00edcil construir um argumento muito pessimista em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento.<\/p>\n<p><strong>Quais os riscos para essa vis\u00e3o construtiva de Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es de nosso otimismo \u00e9 o cen\u00e1rio externo robusto, que tem alguns riscos. Se a infla\u00e7\u00e3o surpreender sistematicamente para cima, os bancos centrais provavelmente v\u00e3o ter de apertar as pol\u00edticas monet\u00e1rias de maneira mais agressiva, o que tende a desacelerar o crescimento. Por enquanto, n\u00e3o vemos evid\u00eancias de que isso v\u00e1 ocorrer. O segundo risco \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento global. Se o ritmo desacelerar, um dos pilares do otimismo, sobretudo com bolsas, deixa de existir.<\/p>\n<p><strong>E agora h\u00e1 tamb\u00e9m os efeitos de uma eventual guerra comercial internacional, com as sobretaxas do governo americano.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um fator ex\u00f3geno que complica o cen\u00e1rio. \u00c9 um fator de risco que \u00e9 muito dif\u00edcil de prever. Historicamente, uma guerra comercial eleva a chance de desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento global. A inc\u00f3gnita \u00e9 o impacto nos emergentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mudan\u00e7a de diagn\u00f3stico sobre a economia brasileira provocou uma guinada na Verde Asset Management, que tem R$ 33 bilh\u00f5es em ativos sob gest\u00e3o. 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