{"id":172865,"date":"2018-03-15T14:00:40","date_gmt":"2018-03-15T17:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=172865"},"modified":"2018-03-15T14:24:37","modified_gmt":"2018-03-15T17:24:37","slug":"homenagem-a-marielle-vira-ato-contra-intervencao-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/homenagem-a-marielle-vira-ato-contra-intervencao-no-rio\/","title":{"rendered":"Homenagem a Marielle vira ato contra interven\u00e7\u00e3o no Rio"},"content":{"rendered":"<p>Uma sess\u00e3o solene na C\u00e2mara dos Deputados em homenagem \u00e0 vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e ao motorista Anderson Gomes, assassinados na quarta-feira, 14, no Rio de Janeiro, se transformou em ato contra a interven\u00e7\u00e3o federal no Estado e contra o Governo Michel Temer. A sess\u00e3o foi presidida pelo presidente da Casa e pr\u00e9-candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi hostilizado durante a cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p>A homenagem come\u00e7ou com um cortejo pelo corredor principal da C\u00e2mara, onde militantes carregavam girass\u00f3is e uma faixa com frase: &#8220;Marielle presente, Anderson presente: Transformar o luto em luta.&#8221;<\/p>\n<p>Ao entrar no plen\u00e1rio, os militantes ergueram cartazes contra a interven\u00e7\u00e3o militar e com fotos da vereadora.<\/p>\n<p>Militantes de esquerda ocuparam todo o plen\u00e1rio e, durante os discursos, n\u00e3o pararam de gritar palavras de ordem pedindo o fim da Pol\u00edcia Militar, o fim da interven\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a p\u00fablica no Rio de Janeiro, &#8220;Fora, Temer&#8221;, &#8220;Fora, Maia&#8221;, &#8220;Fora, Bolsonaro&#8221;, &#8220;Fascistas n\u00e3o passar\u00e3o&#8221; e &#8220;Golpistas&#8221;. L\u00edder da bancada da bala, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) tamb\u00e9m foi hostilizado no plen\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Cada uma de n\u00f3s, sobretudo as mulheres, nos sentimos morrendo um pouco&#8221;, disse a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), que destacou o crescimento desse tipo de crime &#8220;no curso de um governo sem legitimidade&#8221;. Na sequ\u00eancia, deputados de partidos de esquerda se revezaram ao microfone destacando a luta de Marielle a favor dos Direitos Humanos e sua origem de mulher pobre e negra. Tamb\u00e9m n\u00e3o faltaram nos discursos cr\u00edticas \u00e0 falta de planejamento na interven\u00e7\u00e3o militar e cobran\u00e7as por uma investiga\u00e7\u00e3o c\u00e9lere.<\/p>\n<p>A deputada Maria do Ros\u00e1rio (PT-RS) comparou a morte da vereadora aos assassinatos dos ambientalistas Dorothy Stang e Chico Mendes. &#8220;Basta aos que discursam propagando o \u00f3dio&#8221;, pregou, sob os aplausos da plateia. &#8220;Os que puxam o gatilho s\u00e3o os que fomentam o \u00f3dio&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do discurso do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que foi mal recebido pelos presentes, as declara\u00e7\u00f5es da petista \u00c9rika Kokay (PT-DF) foram aclamadas pelo plen\u00e1rio. &#8220;Essa bala foi apertada pelo Parlamento deste Pa\u00eds&#8221;, disse a deputada.<\/p>\n<p>Visivelmente abalado, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) tamb\u00e9m discursou. &#8220;Perdi uma companheira de luta, estamos aos peda\u00e7os, mas n\u00e3o vamos esquecer&#8221;, disse. O deputado, apoiado pelo PT, PCdoB, PSB e PSOL, encaminhou a Maia um pedido de cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o externa para acompanhar as investiga\u00e7\u00f5es dos assassinatos, solicita\u00e7\u00e3o que foi atendida pelo presidente da Casa.<\/p>\n<p>Apesar de ter sido chamado de &#8220;golpista&#8221; em v\u00e1rios momentos, Maia deixou o evento minimizando as hostilidades. &#8220;Eu entendo que o importante \u00e9 que o direito da manifesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 colocado, para a gente ouvir cr\u00edticas e elogios com muito equil\u00edbrio&#8221;, respondeu. Durante os momentos mais tensos da cerim\u00f4nia, Maia chegou a ser aconselhado por seguran\u00e7as a abandonar o evento, mas ele fez quest\u00e3o de seguir no comando da sess\u00e3o solene.<\/p>\n<p>Maia saiu em defesa da interven\u00e7\u00e3o e disse que a a\u00e7\u00e3o precisa de diagn\u00f3stico, de planejamento e da execu\u00e7\u00e3o para ter sucesso. &#8220;\u00c9 importante que o planejamento seja transparente e claro e que o governo federal entenda que h\u00e1 um sucateamento da estrutura da Pol\u00edcia do Rio de Janeiro. Mas eu ainda estou confiante&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O deputado disse que a agenda de seguran\u00e7a p\u00fablica continuar\u00e1 na Casa porque \u00e9 uma demanda de &#8220;80% da popula\u00e7\u00e3o&#8221;. Maia disse que a flexibiliza\u00e7\u00e3o do Estatuto do Desarmamento ainda pode demorar para entrar na pauta. &#8220;Esse \u00e9 um debate sempre pol\u00eamico, com muito radicalismo dos dois lados. A minha compreens\u00e3o \u00e9 que se poderia ter um pouco mais de paci\u00eancia, um pouco mais de restri\u00e7\u00e3o no direito a posse. Acho que a rigidez tinha de ser maior. Mas vamos com calma&#8221;, pregou.<\/p>\n<p>Maia admitiu que a execu\u00e7\u00e3o da vereadora pode radicalizar ainda mais os debates eleitorais, mas que espera que se caminhe para o equil\u00edbrio nas discuss\u00f5es sobre as solu\u00e7\u00f5es para o problema de seguran\u00e7a p\u00fablica no Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma sess\u00e3o solene na C\u00e2mara dos Deputados em homenagem \u00e0 vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e ao motorista Anderson Gomes, assassinados na quarta-feira, 14, no Rio de Janeiro, se transformou em ato contra a interven\u00e7\u00e3o federal no Estado e contra o Governo Michel Temer. 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