{"id":173257,"date":"2018-03-19T11:40:49","date_gmt":"2018-03-19T14:40:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=173257"},"modified":"2018-03-19T11:49:58","modified_gmt":"2018-03-19T14:49:58","slug":"falta-de-mao-de-obra-especializada-e-gargalo-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/falta-de-mao-de-obra-especializada-e-gargalo-do-setor\/","title":{"rendered":"Falta de m\u00e3o-de-obra especializada \u00e9 gargalo do setor"},"content":{"rendered":"<p>A falta de trabalhador qualificado \u00e9 um gargalo que pode comprometer o crescimento do agroneg\u00f3cio no m\u00e9dio prazo, pressionando custos, sobretudo em lavouras com uso intenso de tecnologia, como a soja.<\/p>\n<p>No Mato Grosso, o maior produtor de soja do Pa\u00eds, que neste ano deve colher 32 milh\u00f5es de toneladas, existe um d\u00e9ficit de m\u00e3o de obra especializada, conta o diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Milho e Soja (Aprosoja), Wellington Andrade. &#8220;N\u00e3o tenho n\u00fameros sobre o tamanho do d\u00e9ficit, mas ou\u00e7o relatos de produtores sobre a dificuldade de encontrar trabalhadores qualificados.&#8221;<\/p>\n<p>Ele conta que a quantidade de m\u00e3o de obra qualificada formada pelo Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural do Mato Grosso n\u00e3o \u00e9 suficiente para atender \u00e0 demanda.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que o estudo da FGV sobre o mercado de trabalho no campo aponta que a soja foi a atividade do agroneg\u00f3cio que melhor remunerou os trabalhadores. No ano passado, a m\u00e3o de obra empregada no cultivo do gr\u00e3o recebeu, em m\u00e9dia, R$ 2.610,48 por m\u00eas, uma cifra 26% maior do que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o ocupada em todas as atividades no Pa\u00eds (R$ 2.078) e acima do agroneg\u00f3cio como um todo (R$ 1.406). Andrade, da Aprosoja-MT, e o economista Renato Conchon, da CNA, concordam que a escassez de trabalhadores qualificados tem pressionado os sal\u00e1rios dentro da porteira.<\/p>\n<p>O economista da CNA explica que a produtividade no campo considera os fatores terra, tecnologia e m\u00e3o de obra. No caso da terra, h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es na expans\u00e3o de \u00e1rea. Na tecnologia, os ganhos de produtividade alcan\u00e7ados at\u00e9 agora podem n\u00e3o se repetir no futuro. \u00c9 exatamente na m\u00e3o de obra, segundo ele, que h\u00e1 espa\u00e7o para crescer a produtividade. &#8220;O desempenho do agroneg\u00f3cio pode estar amea\u00e7ado, se n\u00e3o houver oferta de trabalhadores qualificados para operar m\u00e1quinas e agr\u00f4nomos para interpretar dados.&#8221;<\/p>\n<p>Herlon Oliveira, CEO da Agrusdata, empresa especializada em projetos de lavouras digitais, v\u00ea, na pr\u00e1tica, o gargalo de m\u00e3o de obra qualificada e a valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais com conhecimento na interpreta\u00e7\u00e3o de uma grande quantidade de dados, que \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da agricultura digital.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos e meio implantando projetos de agricultura digital, Oliveira conta que tem 40 clientes, a maioria produtores de gr\u00e3os. &#8220;H\u00e1 uma corrida para agricultura digital, que ampliou a demanda por projetos e profissionais treinados.&#8221;<\/p>\n<p>Ele explica que, com a agricultura digital, \u00e9 poss\u00edvel cortar em at\u00e9 9% o custo das lavouras, por conta do uso acertado dos dados na tomada de decis\u00f5es. Mas a oferta de agr\u00f4nomos digitais ainda \u00e9 pequena.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de trabalhador qualificado \u00e9 um gargalo que pode comprometer o crescimento do agroneg\u00f3cio no m\u00e9dio prazo, pressionando custos, sobretudo em lavouras com uso intenso de tecnologia, como a soja. 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