{"id":173537,"date":"2018-03-21T19:40:42","date_gmt":"2018-03-21T22:40:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=173537"},"modified":"2018-03-21T19:41:44","modified_gmt":"2018-03-21T22:41:44","slug":"copom-reduz-taxas-e-juros-sao-os-mais-baixos-desde-1986","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/copom-reduz-taxas-e-juros-sao-os-mais-baixos-desde-1986\/","title":{"rendered":"Copom reduz taxas e juros s\u00e3o os mais baixos desde 1986"},"content":{"rendered":"<p>Pela 12\u00aa vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu nesta quarta (21) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros.<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o a Selic continua no menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente at\u00e9 alcan\u00e7ar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros b\u00e1sicos da economia at\u00e9 que a taxa chegasse a 6,75% ao ano em fevereiro, o n\u00edvel mais baixo at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom informou que a infla\u00e7\u00e3o evoluiu de forma melhor que o esperado nesse in\u00edcio de ano. De acordo com o BC, o comportamento da infla\u00e7\u00e3o permanece favor\u00e1vel, com diversos pre\u00e7os mais sens\u00edveis aos juros e ao ciclo econ\u00f4mico em n\u00edveis baixos. O \u00f3rg\u00e3o sinalizou que deve continuar a reduzir os juros na pr\u00f3xima reuni\u00e3o, em 15 e 16 de maio, mas que deve interromper o ciclo de quedas depois disso.<\/p>\n<p>\u201cPara a pr\u00f3xima reuni\u00e3o, o comit\u00ea v\u00ea, neste momento, como apropriada uma flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria moderada adicional. O comit\u00ea julga que este est\u00edmulo adicional mitiga o risco de posterga\u00e7\u00e3o da converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o rumo \u00e0s metas\u201d, destacou o texto. \u201cPara reuni\u00f5es al\u00e9m da pr\u00f3xima, salvo mudan\u00e7as adicionais relevantes no cen\u00e1rio b\u00e1sico e no balan\u00e7o de riscos para a infla\u00e7\u00e3o, o comit\u00ea v\u00ea como adequada a interrup\u00e7\u00e3o do processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria\u201d, acrescentou o comunicado.<\/p>\n<p>Apesar do corte, o Banco Central est\u00e1 afrouxando menos a pol\u00edtica monet\u00e1ria. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro, 0,5 ponto em dezembro e 0,25 ponto nas reuni\u00f5es de fevereiro e desta quarta-feira.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o IPCA acumula 2,84% nos 12 meses terminados em fevereiro, abaixo do piso da meta de infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de 3%. O IPCA de mar\u00e7o s\u00f3 ser\u00e1 divulgado no in\u00edcio de abril.<\/p>\n<p>At\u00e9 2016, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) estabelecia meta de infla\u00e7\u00e3o de 4,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de toler\u00e2ncia para 1,5 ponto percentual. A infla\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o poder\u00e1 superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estima que o IPCA encerrar\u00e1 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 3,63%.<\/p>\n<p>Do fim de 2016 ao fim de 2017, a infla\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a diminuir por causa da recess\u00e3o econ\u00f4mica, da queda do d\u00f3lar e da supersafra de alimentos. Depois de uma pequena subida no fim do ano passado, por causa dos reajustes dos combust\u00edveis, os \u00edndices voltaram a cair no in\u00edcio deste ano. O recuo foi motivado por novas quedas nos pre\u00e7os dos alimentos e dos servi\u00e7os, setor ainda afetado pela demora na recupera\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito mais barato<\/strong> &#8211; A redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o cr\u00e9dito e incentivam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo em um cen\u00e1rio de baixa atividade econ\u00f4mica. Segundo o boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos projetam crescimento de 2,83% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) em 2018. A estimativa est\u00e1 superior \u00e0 do \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado em dezembro, no qual o BC projetava expans\u00e3o da economia de 2,6% este ano.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela 12\u00aa vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu nesta quarta (21) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros. 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