{"id":174540,"date":"2018-03-31T08:11:29","date_gmt":"2018-03-31T11:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=174540"},"modified":"2018-03-31T08:11:29","modified_gmt":"2018-03-31T11:11:29","slug":"um-alerta-para-os-problemas-e-cuidados-com-o-paciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/um-alerta-para-os-problemas-e-cuidados-com-o-paciente\/","title":{"rendered":"Um alerta para os problemas e cuidados com o paciente"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canad\u00e1, concluiu que pessoas com artrite reumatoide (AR) morrem mais cedo do que a popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Por\u00e9m, em vez de gerar mais preocupa\u00e7\u00e3o, o intuito \u00e9 alertar m\u00e9dicos e pacientes sobre a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce e a necessidade de cuidados mais completos com quem tem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Sem causas definidas, a artrite reumatoide \u00e9 autoimune, cr\u00f4nica e afeta as articula\u00e7\u00f5es, principalmente das m\u00e3os e dos p\u00e9s. Com incid\u00eancia maior em mulheres, tende a se manifestar entre os 30 e os 50 anos de idade. Os especialistas ressaltam que, embora n\u00e3o tenha cura, \u00e9 poss\u00edvel tratar e ter uma qualidade de vida melhor.<\/p>\n<p>&#8220;A artrite reumatoide \u00e9 uma doen\u00e7a sist\u00eamica, n\u00e3o se restringe somente \u00e0s articula\u00e7\u00f5es, mas atinge tamb\u00e9m \u00f3rg\u00e3os internos, como pulm\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Fernando Neubarth, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A dissemina\u00e7\u00e3o para outros \u00f3rg\u00e3os deve-se, em parte, \u00e0 pr\u00f3pria caracter\u00edstica inflamat\u00f3ria da AR e aos medicamentos utilizados no tratamento quando usados em doses altas e por muito tempo.<\/p>\n<p>O estudo canadense comparou 87 mil pessoas diagnosticadas com a doen\u00e7a com 340 mil indiv\u00edduos da popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, todas da cidade de Ont\u00e1rio, ao longo de 13 anos. No per\u00edodo, 14% das pessoas com artrite reumatoide morreram enquanto a mortalidade foi de 9% no segundo grupo.<\/p>\n<p>As causas de morte entre todos os participantes do estudo foram parecidas: problemas cardiovasculares, respirat\u00f3rios e c\u00e2ncer. Por\u00e9m, aqueles com AR perdiam, aproximadamente, o dobro de anos de vida do que os que n\u00e3o tinham a doen\u00e7a, antes dos 75 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Devido \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o, o paciente tem maior probabilidade de ter aumento do colesterol e de triglic\u00e9rides, aumento da press\u00e3o por uso de anti-inflamat\u00f3rio e diabetes devido aos corticoides&#8221;, explica Flora Marcolino, coordenadora do N\u00facleo Avan\u00e7ado de Reumatologia do Hospital S\u00edrio Liban\u00eas e m\u00e9dica reumatologista do Hospital Em\u00edlio Ribas. Todos esses fatores s\u00e3o de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso dos problemas respirat\u00f3rios, a especialista diz que o tratamento com imunossupressores compromete a imunidade e, por isso, as chances de uma pneumonia ou mesmo de uma gripe mais forte s\u00e3o mais altas em pessoas com AR. O c\u00e2ncer pulmonar tamb\u00e9m \u00e9 mais prov\u00e1vel de ocorrer, e pacientes fumantes s\u00e3o orientados a abandonar o h\u00e1bito.<\/p>\n<p><strong>Sintomas<\/strong> &#8211; Al\u00e9m de comprometer as articula\u00e7\u00f5es das m\u00e3os e dos p\u00e9s, a AR pode afetar joelhos, cotovelos e ombros. Essas regi\u00f5es podem doer, inchar e ficar quentes. Segundo o ex-presidente da SBR, a doen\u00e7a pode se apresentar de forma sim\u00e9trica, ou seja, nas duas m\u00e3os, nos dois p\u00e9s e nos dois joelhos.<\/p>\n<p>Junto a isso, pode ainda dar sensa\u00e7\u00e3o de fadiga, febre, e a pessoa pode ter dificuldade para se levantar ou se movimentar. Neubarth alerta que dor e inflama\u00e7\u00e3o por mais de seis semanas nas articula\u00e7\u00f5es j\u00e1 caracteriza a doen\u00e7a e deve-se procurar um reumatologista.<\/p>\n<p>Mas al\u00e9m das consequ\u00eancias f\u00edsicas, a enfermidade tem forte impacto na rotina do paciente. &#8220;Todas as doen\u00e7as cr\u00f4nicas t\u00eam repercuss\u00e3o do estado ps\u00edquico da pessoa, que pode ter dificuldade de fazer certas coisas, se deprimir, baixa autoestima, dificuldade de relacionamento &#8211; seja familiar, social ou no trabalho&#8221;, afirma Neubarth. &#8220;Isso refor\u00e7a a ideia de que o m\u00e9dico tem de ter uma vis\u00e3o global do paciente, n\u00e3o restrita \u00e0s articula\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Esse tamb\u00e9m foi o alerta de Jessica Widdifield, pesquisadora que liderou o estudo feito no Canad\u00e1. &#8220;Mortalidade \u00e9 um dos fortes marcadores para avaliar o cuidado inadequado, ent\u00e3o, se os pacientes est\u00e3o morrendo mais cedo, h\u00e1 uma lacuna na sa\u00fade que precisa ser enfrentada&#8221;, disse. &#8220;O excesso de mortalidade relacionada \u00e0 artrite reumatoide sugere aten\u00e7\u00e3o inadequada para controle da doen\u00e7a&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Para avaliar os impactos da AR al\u00e9m dos fatores f\u00edsicos, a farmac\u00eautica Eli Lilly criou uma pesquisa internacional que, agora, pode ser respondida por pacientes brasileiros. O objetivo \u00e9 entender o impacto real da doen\u00e7a, com destaque para quatro aspectos fundamentais: trabalho, relacionamentos, atividades e aspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Denominada A Artrite Reumatoide Importa, a pesquisa pode ser respondida por pacientes ou m\u00e9dicos e est\u00e1 dispon\u00edvel at\u00e9 o dia 30 de abril por meio deste link. Estima-se que a doen\u00e7a atinja cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Boa not\u00edcia<\/strong> &#8211; Artrite reumatoide tem tratamento, existem medica\u00e7\u00f5es com menos efeitos adversos e \u00e9 poss\u00edvel viver com melhor qualidade de vida, desde que a pessoa siga tamb\u00e9m as orienta\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Os resultados dos anti-inflamat\u00f3rios, corticoides e imunossupressores devem ser avaliados entre profissional e paciente para evitar que outras doen\u00e7as surjam. As medica\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, feitas com c\u00e9lulas vivas, s\u00e3o as mais eficazes e que causam pouco ou nenhum efeito adverso.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 uma condi\u00e7\u00e3o. &#8220;Biol\u00f3gicos s\u00e3o usados depois que os tratamentos convencionais falham ap\u00f3s seis meses de uso. N\u00e3o se espera muito tempo pelo fato de a doen\u00e7a ser agressiva e causar dano articular permanente&#8221;, diz Flora.<\/p>\n<p>Caso o paciente tenha tuberculose, hepatite ou aids, por exemplo, a m\u00e9dica afirma que \u00e9 preciso fazer uma triagem e redobrar o cuidado antes de iniciar o tratamento com os biol\u00f3gicos. Esses medicamentos biol\u00f3gicos s\u00e3o, geralmente, importados e custam caro &#8211; oito dessas medica\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o prescritas para AR, est\u00e3o dispon\u00edveis em farm\u00e1cias de alto custo.<\/p>\n<p>Aos primeiros sinais da doen\u00e7a, os especialistas recomendam consultar diretamente um reumatologista. Isso facilita o diagn\u00f3stico precoce e evita maiores sequelas e complica\u00e7\u00f5es que podem impactar a vida como um todo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canad\u00e1, concluiu que pessoas com artrite reumatoide (AR) morrem mais cedo do que a popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. 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