{"id":174731,"date":"2018-04-02T07:55:43","date_gmt":"2018-04-02T10:55:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=174731"},"modified":"2018-04-02T07:55:43","modified_gmt":"2018-04-02T10:55:43","slug":"gabriela-faz-transplante-sai-do-coma-mas-ficaram-as-dividas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/gabriela-faz-transplante-sai-do-coma-mas-ficaram-as-dividas\/","title":{"rendered":"Gabriela faz transplante, sai do coma, mas ficaram as d\u00edvidas"},"content":{"rendered":"<p>Entubada, em coma e com o f\u00edgado destru\u00eddo, a engenheira Gabriela Santos da Silva, de 27 anos, chegou ao Hospital das Cl\u00ednicas no \u00faltimo 28 de dezembro com um quadro de dif\u00edcil revers\u00e3o at\u00e9 mesmo para os maiores especialistas no assunto. Os m\u00e9dicos ainda n\u00e3o tinham certeza do diagn\u00f3stico, mas a principal hip\u00f3tese era de que a jovem havia desenvolvido uma hepatite fulminante por causa da febre amarela.<\/p>\n<p>O que os especialistas sabiam era que a maioria dos pacientes que chegava \u00e0quele est\u00e1gio da doen\u00e7a n\u00e3o sobrevivia e que a medicina, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o tinha uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para o tratamento. &#8220;Disseram que a \u00fanica boa not\u00edcia que tinham para me dar era que a Gabriela estava no melhor lugar que poderia estar. Mas avisaram, com muito pesar, que a situa\u00e7\u00e3o era t\u00e3o grave que ela poderia morrer nas horas seguintes&#8221;, conta a m\u00e3e da jovem, a condutora escolar Ros\u00e1lia de Jesus Santos, de 49 anos.<\/p>\n<p>No dia seguinte, a equipe tomou uma decis\u00e3o ousada: submeter a paciente a um transplante de f\u00edgado, procedimento at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito para infectados pela doen\u00e7a. A jovem foi colocada na fila de espera com grau m\u00e1ximo de prioridade e transplantada no dia 30, tornando-se a primeira paciente no mundo com o v\u00edrus a passar pela t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Tr\u00eas meses ap\u00f3s o procedimento pioneiro que salvou sua vida, Gabriela est\u00e1 em casa, fora de risco, mas com dois novos desafios: reverter as sequelas neurol\u00f3gicas provocadas pelo v\u00edrus e arrecadar fundos para pagar as terapias de reabilita\u00e7\u00e3o e uma d\u00edvida de R$ 117 mil contra\u00edda em um hospital particular procurado ap\u00f3s erro de diagn\u00f3stico na rede municipal. At\u00e9 agora, ela levantou R$ 11 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Considerando o que a Gabriela passou, ela est\u00e1 \u00f3tima, mas algumas fun\u00e7\u00f5es ficaram prejudicadas, como a mem\u00f3ria recente, a coordena\u00e7\u00e3o fina, a leitura e a escrita&#8221;, conta a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Uma semana depois de voltar para casa, a paciente passou a receber uma fonoaudi\u00f3loga tr\u00eas vezes por semana para ajud\u00e1-la na revers\u00e3o das sequelas. Com um m\u00eas e meio de terapia, a mem\u00f3ria e a leitura foram parcialmente recuperadas, mas Gabriela ainda n\u00e3o consegue escrever e tem dificuldades com atividades que exigem mais precis\u00e3o dos movimentos, como abotoar roupas e digitar no celular.<\/p>\n<p><strong>Custos<\/strong> &#8211; A maior dificuldade tem sido arcar com os custos do tratamento: cada sess\u00e3o custa R$ 200, num total de R$ 2.400 mensais. Gabriela \u00e9 aut\u00f4noma, por isso n\u00e3o tem renda enquanto se recupera As despesas est\u00e3o sendo pagas com a renda da m\u00e3e e do padrasto, que contam com o aux\u00edlio de doa\u00e7\u00f5es de amigos e familiares.<\/p>\n<p>Uma vaquinha online foi organizada para arrecadar fundos para o tratamento e o pagamento da d\u00edvida com o Hospital S\u00e3o Camilo, respons\u00e1vel por diagnosticar a jovem e transferi-la para o HC. A fam\u00edlia tamb\u00e9m estuda entrar com uma a\u00e7\u00e3o judicial pedindo que a d\u00edvida seja transferida para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), uma vez que a jovem buscou a AMA Sorocabana, na Lapa, tr\u00eas vezes entre os dias 22 e 26 de dezembro e foi informada de que a suspeita era de dengue.<\/p>\n<p>Em uma das visitas, no dia 25, ela j\u00e1 tinha sintomas t\u00e3o graves que foi transferida de ambul\u00e2ncia para o PS de Pirituba, mas foi liberada pela m\u00e9dica da unidade. A Secretaria Municipal da Sa\u00fade disse que abrir\u00e1 sindic\u00e2ncia para investigar o atendimento prestado \u00e0 jovem.<\/p>\n<p>Ainda pouco \u00e0 vontade para dar entrevistas, Gabriela recebeu a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em casa, mas preferiu que a m\u00e3e contasse sua hist\u00f3ria. A \u00fanica coisa que relatou foi a rapidez com que a doen\u00e7a evoluiu. &#8220;Na \u00faltima vez que estive na AMA eu apaguei e s\u00f3 me lembro de acordar no Hospital das Cl\u00ednicas, dias depois de fazer o transplante&#8221;, conta ela.<\/p>\n<p>Questionada sobre os momentos mais dif\u00edceis da recupera\u00e7\u00e3o, ela conta que o p\u00f3s-operat\u00f3rio e algumas sequelas neurol\u00f3gicas a incomodam. &#8220;A parte da leitura e da escrita \u00e9 o que mais me agonia, mas acho que j\u00e1 est\u00e1 caminhando para melhorar&#8221;, diz ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entubada, em coma e com o f\u00edgado destru\u00eddo, a engenheira Gabriela Santos da Silva, de 27 anos, chegou ao Hospital das Cl\u00ednicas no \u00faltimo 28 de dezembro com um quadro de dif\u00edcil revers\u00e3o at\u00e9 mesmo para os maiores especialistas no assunto. 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