{"id":174908,"date":"2018-04-04T09:00:16","date_gmt":"2018-04-04T12:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=174908"},"modified":"2018-04-04T09:00:16","modified_gmt":"2018-04-04T12:00:16","slug":"lado-poetico-de-cazuza-continua-vivo-cada-vez-mais-agressivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lado-poetico-de-cazuza-continua-vivo-cada-vez-mais-agressivo\/","title":{"rendered":"Lado po\u00e9tico de Cazuza continua vivo, cada vez mais agressivo"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Fico muito feliz em ver que ele n\u00e3o foi esquecido&#8221;, diz Lucinha Ara\u00fajo, m\u00e3e de um rapaz chamado Agenor de Miranda Ara\u00fajo Neto, mas jamais conhecido pelo nome da sua certid\u00e3o de nascimento. Lembrado ele \u00e9, cara Lucinha, at\u00e9 hoje, mas como Cazuza, o poeta, o exagerado &#8211; um ou outro, por muitas, muitas vezes, ambos. Nesta quarta-feira, 4, Cazuza completaria seu 60\u00ba anivers\u00e1rio. O fato \u00e9 que, com o esfor\u00e7o de Lucinha, aliado \u00e0 poesia feroz e visceral de seu filho, a obra de Cazuza se mant\u00e9m firme.<\/p>\n<p>Morto em 1990, aos 32 anos, o cantor e compositor, surgido como vocalista do Bar\u00e3o Vermelho, banda com a qual gravou tr\u00eas discos (Bar\u00e3o Vermelho, de 1982, Bar\u00e3o Vermelho 2, de 1983, e Maior Abandonado, de 1984), e seguiu como artista solo, abastecido pelos elogios de Caetano Veloso e recebido, de bra\u00e7os abertos, pela juventude j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o jovem crescida ao som dos tropicalistas surgidos no final dos anos 1960.<\/p>\n<p>Planos, Lucinha, tem v\u00e1rios. Ela atende o telefone da reportagem em tr\u00e2nsito &#8211; mas, calma, n\u00e3o era ela quem dirigia &#8211; e passa a contar dos projetos que envolvem a obra de Cazuza. A princ\u00edpio, e mais concreto deles, \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Centro Cultural Cazuza, sediado na casa onde viveu a tia de Agenor, em Vassouras, munic\u00edpio no centro-sul do Estado, a pouco mais de 100 km de dist\u00e2ncia da capital.<\/p>\n<p>Ali, Lucinha nasceu &#8211; embora tenha vivido o resto de sua vida no Rio de Janeiro &#8211; e l\u00e1 Cazuza ficava no per\u00edodo de f\u00e9rias escolares, quando crian\u00e7a. O casar\u00e3o \u00e9 datado de 1849, que vem sendo reformado h\u00e1 mais de um ano, e ser\u00e1 reaberto como um centro cultural em 11 de maio deste ano. A celebra\u00e7\u00e3o pela abertura incluir\u00e1 um show de Sandra de S\u00e1, na pra\u00e7a central da cidade. No dia seguinte, ser\u00e1 a vez de Gilberto Gil. Lucinha conta da realiza\u00e7\u00e3o com orgulho. &#8220;Instalei um elevador, vou levar alguns objetos do Cazuza para serem expostos l\u00e1, vamos ter uma r\u00e9plica da est\u00e1tua de Cazuza (instalada no Leblon em 2016) e instalarei um televisor para exibir alguns dos principais shows dele.&#8221;<\/p>\n<p>Lucinha tamb\u00e9m revela mais detalhes sobre o disco de can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas escritas por Cazuza, prometido h\u00e1 tempos. As letras deixadas por ele ser\u00e3o reinterpretadas por nomes como Leoni, Wilson Sideral, Xande de Pilares.<\/p>\n<p>&#8220;Caetano Veloso est\u00e1 com uma m\u00fasica para fazer, Gilberto Gil tamb\u00e9m&#8221;, conta.<\/p>\n<p>No Rio. Neste dia de anivers\u00e1rio do poeta, o Rio de Janeiro recebe um show em homenagem a Cazuza, realizado por Rog\u00e9rio Flausino e Wilson Sideral &#8211; o \u00faltimo assina a dire\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo &#8211; no Circo Voador, casa de shows localizada na Lapa carioca na qual Cazuza encontrou seu estrelato, ali, no in\u00edcio da sua trajet\u00f3ria musical de uma d\u00e9cada de dura\u00e7\u00e3o &#8211; pouco, \u00e9 verdade, para o tamanho do legado deixado depois da sua partida. Os irm\u00e3os passar\u00e3o por todas as fases de Cazuza no show, mantendo os arranjos originais da \u00e9poca, e receber\u00e3o as participa\u00e7\u00f5es de Bebel Gilberto e Caetano Veloso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Fico muito feliz em ver que ele n\u00e3o foi esquecido&#8221;, diz Lucinha Ara\u00fajo, m\u00e3e de um rapaz chamado Agenor de Miranda Ara\u00fajo Neto, mas jamais conhecido pelo nome da sua certid\u00e3o de nascimento. 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