{"id":175559,"date":"2018-04-09T19:44:38","date_gmt":"2018-04-09T22:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=175559"},"modified":"2018-04-09T20:09:01","modified_gmt":"2018-04-09T23:09:01","slug":"moodys-ve-melhoras-e-brasil-saiu-de-negativo-para-estavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/moodys-ve-melhoras-e-brasil-saiu-de-negativo-para-estavel\/","title":{"rendered":"Moody&#8217;s v\u00ea melhoras e Brasil sai de negativo para est\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>A ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody&#8217;s reafirmou o rating &#8216;Ba2&#8217; do Brasil e alterou a perspectiva de negativa para est\u00e1vel. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 9, a Moody&#8217;s diz esperar que o pr\u00f3ximo governo brasileiro aprove as reformas fiscais necess\u00e1rias para estabilizar as m\u00e9tricas de d\u00edvida no m\u00e9dio prazo. &#8220;Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de outubro, esperamos que o novo governo retome os esfor\u00e7os para aprovar reformas que ser\u00e3o necess\u00e1rias, em particular para a Previd\u00eancia&#8221;, afirma a ag\u00eancia. Al\u00e9m disso, a Moody&#8217;s ressalta que h\u00e1 consenso entre os l\u00edderes pol\u00edticos de que os custos econ\u00f4micos e pol\u00edticos do n\u00e3o cumprimento do teto de gastos s\u00e3o &#8220;altos demais para serem ignorados&#8221;.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia tamb\u00e9m comenta que espera que o pr\u00f3ximo governo trabalhe efetivamente com o Congresso para aprovar uma reforma previdenci\u00e1ria &#8220;suficientemente abrangente para conter o aumento dos gastos obrigat\u00f3rios do governo e garantir o cumprimento do teto de gastos&#8221;. Para a Moody&#8217;s, embora a consolida\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria seja gradual, ela ir\u00e1 continuar, sendo apoiada por poupan\u00e7as de despesas correntes de reformas de seguran\u00e7a social e receitas mais fortes resultantes de uma recupera\u00e7\u00e3o robusta. J\u00e1 o ambiente de baixa infla\u00e7\u00e3o e de taxa de juros em queda &#8220;tamb\u00e9m ter\u00e1 impacto positivo nas contas fiscais e na din\u00e2mica da d\u00edvida&#8221;.<\/p>\n<p>Com esse cen\u00e1rio no radar, a Moody&#8217;s aponta que o d\u00e9ficit fiscal deve diminuir, gradualmente, de 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 para 7,0% do PIB em 2018-2019, enquanto o saldo prim\u00e1rio permanecer\u00e1 entre 1,5% e 2,0% do PIB. Al\u00e9m disso, &#8220;apesar de um aumento gradual da rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida-PIB, a carga de juros do governo ir\u00e1 se estabilizar&#8221;. A ag\u00eancia projeta que a d\u00edvida p\u00fablica atinja 76% do PIB at\u00e9 2019 e se estabilize em 82% do PIB at\u00e9 2022.<\/p>\n<p><strong>Consolida\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong> &#8211; A Moody&#8217;s tamb\u00e9m diz esperar uma recupera\u00e7\u00e3o mais forte na atividade econ\u00f4mica do que a antecipada anteriormente. &#8220;No curto prazo, um maior crescimento proporcionar\u00e1 ao governo mais espa\u00e7o pol\u00edtico para apoiar seus esfor\u00e7os de reforma.&#8221;<\/p>\n<p>Com isso, a ag\u00eancia acredita que o PIB brasileiro ter\u00e1 crescimento m\u00e9dio de 2,8% em 2018-2019 e de 2,5% nos anos seguintes. Para a institui\u00e7\u00e3o, as perspectivas de curto prazo ser\u00e3o apoiadas por uma retomada do crescimento do cr\u00e9dito apoiado por uma pol\u00edtica monet\u00e1ria acomodat\u00edcia e perspectivas s\u00f3lidas no mercado de trabalho. J\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o da demanda dom\u00e9stica ser\u00e1 apoiada pela melhora da confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Sobre a pol\u00edtica econ\u00f4mica colocada em pr\u00e1tica at\u00e9 o momento, a Moody&#8217;s ressalta que as reformas estruturais aprovadas pelo governo Temer desde 2016 &#8220;devem apoiar as perspectivas de crescimento do Brasil no m\u00e9dio prazo&#8221;. De acordo com ela, a reforma trabalhista acrescentou flexibilidade nas negocia\u00e7\u00f5es entre empregados e empregadores e v\u00e1rias medidas foram adotadas para melhorar a facilidade de fazer neg\u00f3cios com foco na redu\u00e7\u00e3o da burocracia e dos regulamentos. J\u00e1 a decis\u00e3o de eliminar empr\u00e9stimos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) &#8220;melhorar\u00e1 a aloca\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e contribuir\u00e1 para o desenvolvimento dos mercados de capitais&#8221;.<\/p>\n<p>A Moody&#8217;s acredita que &#8220;os riscos negativos de crescimento e incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao impulso de reforma que levou \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o da perspectiva negativa ao rating do Brasil em maio recuaram&#8221;. A reafirma\u00e7\u00e3o da nota em Ba2 reflete, de acordo com a ag\u00eancia, as for\u00e7as de cr\u00e9dito que compensam os indicadores fiscais fracos. J\u00e1 os fatores econ\u00f4micos e institucionais &#8220;est\u00e3o de acordo com os pares regionais&#8221;, enquanto a vulnerabilidade externa \u00e9 &#8220;muito baixa&#8221; e a consolida\u00e7\u00e3o fiscal &#8220;deve continuar&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody&#8217;s reafirmou o rating &#8216;Ba2&#8217; do Brasil e alterou a perspectiva de negativa para est\u00e1vel. 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