{"id":175738,"date":"2018-04-11T14:22:55","date_gmt":"2018-04-11T17:22:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=175738"},"modified":"2018-04-11T14:22:55","modified_gmt":"2018-04-11T17:22:55","slug":"abismo-social-continua-e-mais-ricos-ganham-ate-36-vezes-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/abismo-social-continua-e-mais-ricos-ganham-ate-36-vezes-mais\/","title":{"rendered":"Abismo social continua e mais ricos ganham at\u00e9 36 vezes mais"},"content":{"rendered":"<p>A riqueza segue concentrada nas m\u00e3os de poucos no Pa\u00eds. As pessoas que faziam parte do topo da pir\u00e2mide, aquele 1% da popula\u00e7\u00e3o brasileira com rendimentos mais elevados, recebiam 36,1 vezes o que ganha a metade mais pobre da popula\u00e7\u00e3o, que comp\u00f5e a base da pir\u00e2mide, em 2017.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O rendimento m\u00e9dio mensal real da metade mais pobre da popula\u00e7\u00e3o brasileira ficou em R$ 754 em 2017, contra uma m\u00e9dia de R$ 27.213 recebidos pelos mais ricos.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Nordeste exibiu a maior concentra\u00e7\u00e3o de riqueza no ano passado, com 1% dos mais ricos recebendo 44,9% mais do que a metade mais pobre. A menor diferen\u00e7a foi registrada no Sul do Pa\u00eds, onde a parcela de 1% com renda mais alta ganhava 25,0% mais que a metade de renda mais baixa.<\/p>\n<p>No ano de 2017, o Brasil ainda tinha at\u00e9 5% da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora com rendimento m\u00e9dio mensal de apenas R$ 47. Resultado representa ainda uma queda dr\u00e1stica em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 76 recebidos no ano anterior, o equivalente a uma redu\u00e7\u00e3o de 38%.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, houve queda no porcentual de domic\u00edlios beneficiados pelo Programa Bolsa Fam\u00edlia, que passou de uma fatia de 14,3% em 2016 para 13,7% em 2017. Apesar da queda, as regi\u00f5es Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) permaneceram com maiores porcentuais de benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os domic\u00edlios que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia tinham renda m\u00e9dia mensal real per capita de apenas R$ 324 no ano passado. Nos lares que n\u00e3o possu\u00edam necessidade do benef\u00edcio de transfer\u00eancia de renda do governo, o rendimento m\u00e9dio por habitante subia a R$ 1.489.<\/p>\n<p>Em 2017, 60,2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, ou 124,6 milh\u00f5es de pessoas, tinham algum tipo de rendimento, sendo 41,9% (86,8 milh\u00f5es de indiv\u00edduos) provenientes de todos os trabalhos e 24,1% (50,0 milh\u00f5es) origin\u00e1rios de outras fontes.<\/p>\n<p>Entre os rendimentos de outras fontes, o mais frequente era a aposentadoria ou pens\u00e3o, recebido por 14,1% da popula\u00e7\u00e3o com alguma renda, seguido por pens\u00e3o aliment\u00edcia, doa\u00e7\u00e3o ou mesada de n\u00e3o morador (2,4%); aluguel e arrendamento (1,9%); e outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui seguro-desemprego, programas de transfer\u00eancia de renda (como o Bolsa Fam\u00edlia) e poupan\u00e7a, entre outros.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio de todas as fontes foi de R$ 2.112 em 2017. O rendimento m\u00e9dio real efetivo de todos os trabalhos alcan\u00e7ou R$ 2.237, enquanto a renda m\u00e9dia mensal real apenas de outras fontes foi de R$ 1.382. A renda m\u00e9dia obtida por aposentadoria ou pens\u00e3o foi de R$ 1.750.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A riqueza segue concentrada nas m\u00e3os de poucos no Pa\u00eds. As pessoas que faziam parte do topo da pir\u00e2mide, aquele 1% da popula\u00e7\u00e3o brasileira com rendimentos mais elevados, recebiam 36,1 vezes o que ganha a metade mais pobre da popula\u00e7\u00e3o, que comp\u00f5e a base da pir\u00e2mide, em 2017. 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