{"id":175944,"date":"2018-04-13T16:11:27","date_gmt":"2018-04-13T19:11:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=175944"},"modified":"2018-04-13T16:39:19","modified_gmt":"2018-04-13T19:39:19","slug":"anistia-cobra-agilidade-em-investigacao-no-caso-de-marielle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/anistia-cobra-agilidade-em-investigacao-no-caso-de-marielle\/","title":{"rendered":"Anistia cobra agilidade em investiga\u00e7\u00e3o no caso de Marielle"},"content":{"rendered":"<p>Em comunicado divulgado mundialmente nesta sexta-feira, 13, a Anistia Internacional cobrou das autoridades brasileiras a resolu\u00e7\u00e3o do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, que completa um m\u00eas neste s\u00e1bado.<\/p>\n<p>&#8220;A sociedade precisa saber quem matou Marielle e por qu\u00ea. A cada dia que passa e este caso permanece sem respostas, o risco e amea\u00e7as em torno dos defensores e defensoras de direitos humanos aumentam&#8221;, disse Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil. &#8220;O Estado deve garantir que o caso seja devidamente investigado e que tanto aqueles que efetuaram os disparos quanto aqueles que foram os autores intelectuais deste homic\u00eddio sejam identificados. Caso contr\u00e1rio envia uma mensagem de que defensores de direitos humanos podem ser mortos e que esses crimes ficam impunes. &#8221;<\/p>\n<p>Eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016, Marielle era conhecida por defender os direitos das mulheres, com um foco particular na luta das mulheres negras, bem como pelos direitos LGBTI, e por denunciar abusos da pol\u00edcia e execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais, principalmente nas favelas. Dias antes de seu assassinato, ela foi nomeada relatora da comiss\u00e3o criada para monitorar a interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos a tiros no bairro do Est\u00e1cio, no Rio de Janeiro, ap\u00f3s ela participar de um debate p\u00fablico na noite de 14 de mar\u00e7o. Pelo menos 13 tiros foram disparados, quatro deles atingiram Marielle na cabe\u00e7a. As caracter\u00edsticas dos disparos e o envolvimento entre os dois ve\u00edculos indicam que foi um assassinato cuidadosamente planejado, realizado por pessoas com treinamento.<\/p>\n<p>A Anistia Internacional exige das autoridades brasileiras que conduzam uma investiga\u00e7\u00e3o imediata, completa, imparcial e independente que n\u00e3o apenas identifique os atiradores, mas tamb\u00e9m os autores intelectuais do crime. De acordo com a institui\u00e7\u00e3o, a falta de identifica\u00e7\u00e3o de todos os respons\u00e1veis pelo assassinato de Marielle Franco coloca defensores e defensoras de direitos humanos em risco.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses onde mais se mata defensores de direitos humanos. S\u00f3 em 2017, foram pelo menos 58 defensores assassinados. &#8220;O assassinato de uma vereadora, defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e l\u00e9sbica, tem, claramente, a inten\u00e7\u00e3o de silenciar sua voz e de gerar medo e inseguran\u00e7a. Mas vamos continuar levantando nossas vozes. Desde que Marielle foi morta, as pessoas no Brasil e em todo o mundo, se mobilizaram e n\u00e3o descansar\u00e3o at\u00e9 que a verdade seja conhecida e a justi\u00e7a seja feita. Eles tentaram nos calar, mas n\u00f3s mostramos que n\u00e3o estamos com medo&#8221;, conclui Jurema Werneck.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em comunicado divulgado mundialmente nesta sexta-feira, 13, a Anistia Internacional cobrou das autoridades brasileiras a resolu\u00e7\u00e3o do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, que completa um m\u00eas neste s\u00e1bado. &#8220;A sociedade precisa saber quem matou Marielle e por qu\u00ea. 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