{"id":176274,"date":"2018-04-17T00:18:55","date_gmt":"2018-04-17T03:18:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=176274"},"modified":"2018-04-17T09:22:17","modified_gmt":"2018-04-17T12:22:17","slug":"mais-humano-servico-de-home-care-ganha-espaco-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mais-humano-servico-de-home-care-ganha-espaco-no-pais\/","title":{"rendered":"Mais humano, servi\u00e7o de home care ganha espa\u00e7o no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Depois de um ano e tr\u00eas meses acompanhando a mulher todos os dias no hospital, o advogado Paulo Maia, de 75 anos, recebeu a indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de que ela poderia continuar internada, mas em casa. H\u00e1 cinco anos, um dos quartos do casal foi praticamente transformado em uma unidade hospitalar, com cama, equipamentos e toda uma equipe de profissionais que cuida de Rosa, de 72 anos, 24 horas.<\/p>\n<p>Em seis anos, o n\u00famero de estabelecimentos que prestam servi\u00e7o de home care (atendimento domiciliar), como o que atende Rosa, quase triplicou no Pa\u00eds. Segundo boletim econ\u00f4mico da Federa\u00e7\u00e3o dos Hospitais, Cl\u00ednicas e Laborat\u00f3rios do Estado de S\u00e3o Paulo (Fehoesp), o Brasil tinha 392 dessas cl\u00ednicas no ano passado &#8211; eram 138, em 2011.<\/p>\n<p>Para Yussif Ali Mere J\u00fanior, presidente da Fehoesp, esse servi\u00e7o destoa e cresce mais do que o restante por causa do envelhecimento populacional, que demanda novos tipos de cuidado na sa\u00fade, e tamb\u00e9m pelo aumento do n\u00famero de planos que oferecem a cobertura do home care. &#8220;Os conv\u00eanios tinham, e alguns ainda t\u00eam, resist\u00eancia ao tratamento domiciliar. Mas muitos perceberam que, al\u00e9m de proporcionar um cuidado mais humanizado ao paciente, tamb\u00e9m sai mais barato do que manter a interna\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo Maia, como sua mulher tinha quadro de sa\u00fade est\u00e1vel, a interna\u00e7\u00e3o domiciliar era a op\u00e7\u00e3o mais econ\u00f4mica para o plano de sa\u00fade. &#8220;Ela teve um AVC (acidente vascular cerebral) hemorr\u00e1gico, at\u00e9 hoje n\u00e3o fala, n\u00e3o se mexe, se alimenta por sonda. N\u00e3o fosse o home care, ela ainda estaria no hospital. Para n\u00f3s da fam\u00edlia, e tamb\u00e9m para ela, \u00e9 muito melhor que esteja em casa, \u00e9 muito mais confort\u00e1vel&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Cancelamento<\/strong> &#8211; Apesar de Rosa ser totalmente dependente dos cuidados m\u00e9dicos que recebe em casa, Maia diz que o plano j\u00e1 tentou duas vezes cancelar a cobertura do home care. A fam\u00edlia teve de recorrer \u00e0 Justi\u00e7a e ganhou. &#8220;Se a gente n\u00e3o ganhasse, ela teria ficado no hospital durante todo esse tempo. Os cuidados com ela s\u00e3o os de um hospital. Ela se alimenta por sonda, tem cama especial, monitoramento por equipamentos 24 horas. N\u00e3o s\u00e3o cuidados que n\u00f3s da fam\u00edlia podemos dar&#8221;, explica o marido.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o esteja listado no rol de cobertura obrigat\u00f3ria dos planos de sa\u00fade, o servi\u00e7o de home care tem sido cada vez mais alvo de demandas na Justi\u00e7a &#8211; 90% com decis\u00f5es favor\u00e1veis aos pacientes, segundo levantamento feito nas a\u00e7\u00f5es que tramitavam no Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo &#8211; e de reclama\u00e7\u00f5es na Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). A procura da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fez crescer a oferta de planos que oferecem a cobertura como um diferencial.<\/p>\n<p>A jornalista Karin Faria, de 49 anos, teve de recorrer \u00e0 Justi\u00e7a para conseguir que o plano cobrisse o atendimento domiciliar ao seu filho Miguel, hoje com 14 anos. Aos 8 meses de idade, ele foi diagnosticado com a S\u00edndrome de West (uma condi\u00e7\u00e3o epil\u00e9ptica severa), que prejudica o desenvolvimento da fala e dos movimentos corporais.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 alguns anos, uma crian\u00e7a com o perfil do Miguel estaria destinada a viver para sempre em uma UTI. Lutamos muito para que ele pudesse ficar em casa, porque o ambiente dom\u00e9stico traz muito mais qualidade de vida para a crian\u00e7a&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de o hospital trazer mais propens\u00e3o a infec\u00e7\u00f5es, Karin diz que traz impactos psicol\u00f3gicos para o filho e a fam\u00edlia. A cl\u00ednica Dal Ben, que atende Miguel, tem cerca de 200 pacientes e mais de 80% deles t\u00eam os servi\u00e7os cobertos pelos planos de sa\u00fade<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es<\/strong> &#8211; As entidades que representam os planos de sa\u00fade ressaltam que o pagamento dos servi\u00e7os de home care n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio e ele \u00e9 ofertado por alguns conv\u00eanios dentro de contratos espec\u00edficos. Segundo elas, as condi\u00e7\u00f5es para a oferta ainda s\u00e3o incertas, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de utiliza\u00e7\u00e3o, o que dificulta a amplia\u00e7\u00e3o da cobertura.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Cechin, diretor executivo da Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar (FenaSa\u00fade), diz que, quando h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para a continua\u00e7\u00e3o dos cuidados em casa e essa situa\u00e7\u00e3o representa uma economia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o, os planos cobrem a assist\u00eancia. &#8220;H\u00e1 uma tend\u00eancia \u00e0 desospitaliza\u00e7\u00e3o sempre que a aten\u00e7\u00e3o domiciliar for mais econ\u00f4mica. N\u00e3o seria racional do plano negar essa assist\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planos de Sa\u00fade (Abramge) tamb\u00e9m avalia que o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o contribui para o crescimento da oferta de home care.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de um ano e tr\u00eas meses acompanhando a mulher todos os dias no hospital, o advogado Paulo Maia, de 75 anos, recebeu a indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de que ela poderia continuar internada, mas em casa. 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