{"id":176575,"date":"2018-04-20T00:00:52","date_gmt":"2018-04-20T03:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=176575"},"modified":"2018-04-20T05:59:40","modified_gmt":"2018-04-20T08:59:40","slug":"fachin-manda-2a-turma-decidir-futuro-de-geddel-e-irmao-dele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fachin-manda-2a-turma-decidir-futuro-de-geddel-e-irmao-dele\/","title":{"rendered":"Fachin manda 2\u00aa Turma decidir futuro de Geddel e irm\u00e3o dele"},"content":{"rendered":"<p>O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para an\u00e1lise da Segunda Turma da Corte o julgamento do recebimento ou n\u00e3o da den\u00fancia apresentada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima, seu irm\u00e3o, o deputado federal L\u00facio Vieira Lima (MDB-BA), e outras quatro pessoas.<\/p>\n<p>Os seis s\u00e3o acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e associa\u00e7\u00e3o criminosa, no caso em que foram encontrados R$ 51 milh\u00f5es em um apartamento em Salvador (BA). A data, no entanto, ainda ser\u00e1 definida. Fachin, que preside a Segunda Turma, \u00e9 o relator do caso.<\/p>\n<p>No dia 9 de abril, a procuradora-geral da Rep\u00fablica, Raquel Dodge, enviou ao ministro uma manifesta\u00e7\u00e3o em que reitera \u00e0 Corte que aceite a den\u00fancia. A m\u00e3e dos pol\u00edticos, Marluce Vieira Lima, o empres\u00e1rio Luiz Fernando Machado da Costa Filho e os ex-secret\u00e1rios parlamentares Job Ribeiro Brand\u00e3o e Gustavo Pedreira do Couto Ferraz tamb\u00e9m s\u00e3o alvo da a\u00e7\u00e3o. Os advogados dos acusados tentam impedir o recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n<p>Raquel contesta a alega\u00e7\u00e3o da defesa de que a den\u00fancia \u00e9 fr\u00e1gil, por n\u00e3o descrever adequadamente o fato criminoso. Para ela, a narrativa da den\u00fancia delimita, especifica e aponta o que cada um dos acusados fez nos contextos criminosos. De acordo com a procuradora-geral, a defesa reproduz em suas manifesta\u00e7\u00f5es &#8220;as argumenta\u00e7\u00f5es padronizadas de sempre&#8221;.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Raquel, as provas apresentadas nas opera\u00e7\u00f5es Lava Jato, S\u00e9psis, Cui Bono? e Catilin\u00e1rias &#8220;interrelacionam-se, justap\u00f5em-se, explicam-se&#8221; de modo a &#8220;elucidar um todo criminoso de corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e de lavagem de dinheiro, em que a apreens\u00e3o dos R$ 51 milh\u00f5es &#8211; a maior da hist\u00f3ria criminal deste pa\u00eds &#8211; \u00e9 o momento mais vis\u00edvel e eloquente&#8221;.<\/p>\n<p>A procuradora-geral ressalta que Marluce e os filhos faziam aplica\u00e7\u00f5es com a inten\u00e7\u00e3o de ocultar os valores obtidos irregularmente. O dinheiro sujo era &#8220;por eles aplicado em investimentos no mercado de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria de alto luxo na capital baiana, por meio do Grupo Cosbat &#8211; Constru\u00e7\u00e3o e Engenharia&#8221;. A den\u00fancia revela que ao menos R$ 12.778.895,49 foram usados para adquirir cotas de participa\u00e7\u00e3o de empreendimentos da empresa, por meio de empresas que tinham como s\u00f3cios Marluce e Geddel Viera Lima.<\/p>\n<p>Estrat\u00e9gia &#8211; A defesa dos acusados alegou ainda que as tr\u00eas buscas e apreens\u00f5es realizadas ao longo das investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas Em uma manifesta\u00e7\u00e3o, os advogados contestam a validade da decis\u00e3o do juiz da 10\u00aa Vara Federal de Bras\u00edlia, que deu in\u00edcio \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es, e dos laudos periciais.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 defesa, Raquel diz que a estrat\u00e9gia dos advogados ao recorrer ao argumento da nulidade \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que resta diante da abund\u00e2ncia de provas dos crimes cometidos. &#8220;Como n\u00e3o podem infirmar o m\u00e9rito, inventam-se ataques \u00e0 forma da investiga\u00e7\u00e3o, sob a roupagem de nulidade.&#8221;<\/p>\n<p>Den\u00fancia an\u00f4nima &#8211; No parecer, a procuradora-geral afirma ainda que os acusados querem fazer parecer que a busca fundou-se somente em den\u00fancia an\u00f4nima. Raquel rebate a fala da defesa alegando que &#8220;a prec\u00e1ria informa\u00e7\u00e3o an\u00f4nima&#8221; que informou ao N\u00facleo de Intelig\u00eancia da Pol\u00edcia Federal de que um apartamento estaria sendo utilizado por Geddel Vieira Lima para guardar caixas com documentos e que teria havido uma movimenta\u00e7\u00e3o estranha no local, supostamente para esconder provas, &#8220;foi devidamente autuada, registrada e passou a constituir um documento p\u00fablico&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A leitura dessas pe\u00e7as e, sobretudo, das provas que as instruem, comprova que foram v\u00e1rios os elementos (depoimentos, colabora\u00e7\u00e3o premiada, levantamentos in loco) embasadores do mandado judicial naquele apartamento de Salvador.&#8221; &#8220;A resposta escrita (da defesa) mant\u00e9m a estrat\u00e9gia de adiar o debate de m\u00e9rito para criar um ambiente de nulidade que n\u00e3o existe&#8221;, escreve Raquel.<\/p>\n<p>A reportagem entrou em contato com a defesa de Geddel Vieira Lima, de L\u00facio Vieira Lima (MDB-BA), de Marluce Vieira Lima, de Luiz Fernando Machado da Costa Filho, de Job Ribeiro Brand\u00e3o e de Gustavo Pedreira do Couto Ferraz, mas n\u00e3o obteve retorno at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para an\u00e1lise da Segunda Turma da Corte o julgamento do recebimento ou n\u00e3o da den\u00fancia apresentada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima, seu irm\u00e3o, o deputado federal L\u00facio Vieira Lima (MDB-BA), e outras quatro pessoas. 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