{"id":176945,"date":"2018-04-23T17:30:35","date_gmt":"2018-04-23T20:30:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=176945"},"modified":"2018-04-23T19:34:12","modified_gmt":"2018-04-23T22:34:12","slug":"paulo-bauer-senador-tucano-e-novo-alvo-da-lava-jato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/paulo-bauer-senador-tucano-e-novo-alvo-da-lava-jato\/","title":{"rendered":"Paulo Bauer, senador tucano, \u00e9 novo alvo da Lava Jato"},"content":{"rendered":"<p>O delator Nelson Mello, ex-diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais Hypermarcas, atual Hypera Pharma, incluiu em seu acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada repasses de R$ 11,5 milh\u00f5es para a campanha do atual senador Paulo Bauer (PSDB-SC) ao governo de Santa Catarina, em 2014. Os repasses, segundo Mello, teriam sido feitos por meio de contratos fict\u00edcios com tr\u00eas empresas.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o do delator deu origem a um inqu\u00e9rito que tramita sob relatoria do ministro Edson Fachin, no Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal O Estado de S. Paulo revelou que a PF investiga se Mello omitiu informa\u00e7\u00f5es em sua dela\u00e7\u00e3o para proteger o maior acionista da Hypera Pharma, Jo\u00e3o Alvez Queiroz Filho, e o CEO da empresa, Cl\u00e1udio Bergamo. Os dois foram alvos de busca e apreens\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o Tira-Teima, deflagrada pela PF na ter\u00e7a-feira, dia 10.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o sobre os repasses ao senador foi encaminhada \u00e0 Procuradoria-geral da Rep\u00fablica ap\u00f3s Mello ser questionado em 4 de julho do ano passado, meses ap\u00f3s fechar seu acordo, sobre pagamentos da farmac\u00eautica para as empresas Ycatu Saneamento, Prade &amp; Prade Advogados e Instituto Paran\u00e1 Pesquisas.<\/p>\n<p>&#8220;Que os nomes das empresas inicialmente mencionadas, Ycatu, Prade e Prade Advogados e Instituto Paran\u00e1, tem quase absoluta certeza que n\u00e3o foram com o Milton Lyra; que apenas Funaro e Milton Lyra pediram a celebra\u00e7\u00e3o de contratos fict\u00edcios ao depoente&#8221;, disse Mello \u00e0 PGR no in\u00edcio de junho.<\/p>\n<p>Cerca de 20 dias ap\u00f3s essa primeira vers\u00e3o sobre os contratos, Mello, por meio de seu advogado, enviou \u00e0 PGR &#8220;esclarecimentos adicionais&#8221;. No documento, o delator explica que nunca teve &#8220;motivo para ocultar a exist\u00eancia destes contratos e a omiss\u00e3o decorreu da circunst\u00e2ncia de estar focado apenas nas pessoas de L\u00facio Funaro e Milton Lyra.&#8221; Os dois, apontados como operadores do MDB, foram os \u00fanicos citados na primeira vers\u00e3o da dela\u00e7\u00e3o de Mello como intermedi\u00e1rios de repasses para parlamentares do MDB<\/p>\n<p>Na segunda vers\u00e3o, entregue em 28 de julho, Mello incluiu os repasses \u00e0s tr\u00eas empresas e explicou que &#8220;tais contratos, sem a efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, foram firmados para ocultar doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o declarada de valores para a campanha do senador Paulo Bauer, em 2014, para o governo de Santa Catarina&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A doa\u00e7\u00e3o foi feita porque o declarante considerou importante desenvolver la\u00e7os pol\u00edticos com parlamentar influente do PSDB, que concorre ao governo estadual e participava ativamente de assuntos relacionados \u00e0 guerra fiscal entre os Estados e \u00e0 ind\u00fastria farmac\u00eautica&#8221;, disse Mello.<\/p>\n<p>Defesas &#8211; O senador Paulo Bauer (PSDB-SC), por meio de sua assessoria, disse que todos os recursos utilizados na campanha de 2014 &#8220;foram rigorosamente contabilizados, tendo sido as contas aprovadas pela Justi\u00e7a Eleitoral&#8221; e que defende &#8220;que a Justi\u00e7a cumpra o seu papel e que os \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o realizem com isen\u00e7\u00e3o e liberdade total o trabalho que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal lhes atribui&#8221;.<\/p>\n<p>O Instituto Paran\u00e1 Pesquisas, em nota, afirma que tem &#8220;compromisso com a excel\u00eancia no trabalho, com respeito \u00e0 verdade, \u00e0 integridade e \u00e0 retid\u00e3o&#8221; e que &#8220;est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades para prestar qualquer esclarecimento necess\u00e1rio e comprovar que jamais desviou-se do caminho da integridade&#8221;.<\/p>\n<p>Em nota, a Hypera Pharma afirma: &#8220;A Companhia reitera que (a) est\u00e1 colaborando e colaborar\u00e1 com as investiga\u00e7\u00f5es; (b) os atos praticados pelo ex-executivo foram objeto de auditoria conduzida por assessores externos, a qual concluiu que o Sr. Nelson Jos\u00e9 de Mello autorizou, por iniciativa pr\u00f3pria, despesas sem as devidas comprova\u00e7\u00f5es das presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os; (c) foi ressarcida pelos preju\u00edzos sofridos; e (d) n\u00e3o se beneficiou de quaisquer atos praticados isoladamente pelo ex-executivo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O delator Nelson Mello, ex-diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais Hypermarcas, atual Hypera Pharma, incluiu em seu acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada repasses de R$ 11,5 milh\u00f5es para a campanha do atual senador Paulo Bauer (PSDB-SC) ao governo de Santa Catarina, em 2014. 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