{"id":177255,"date":"2018-04-26T00:40:53","date_gmt":"2018-04-26T03:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=177255"},"modified":"2018-04-26T08:42:57","modified_gmt":"2018-04-26T11:42:57","slug":"criancas-trocam-jogos-virtuais-por-album-da-copa-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/criancas-trocam-jogos-virtuais-por-album-da-copa-do-mundo\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as trocam jogos virtuais por \u00e1lbum da Copa do Mundo"},"content":{"rendered":"<p>Como em outras Copas do Mundo de Futebol, os \u00e1lbuns de figurinha conquistaram as crian\u00e7as e invadiram as escolas. Em vez de enxergar a brincadeira como uma distra\u00e7\u00e3o para as aulas, professores perceberam uma oportunidade de trabalhar conceitos de Matem\u00e1tica, Portugu\u00eas e Geografia do ensino infantil ao fundamental.<\/p>\n<p>O professor de Portugu\u00eas Ari Mascarenhas, do Col\u00e9gio Humboldt, na zona sul de S\u00e3o Paulo, ficou impressionado com o interesse que as figurinhas de papel &#8211; t\u00e3o distantes do mundo digital ao qual os adolescentes est\u00e3o acostumados &#8211; provoca. &#8220;Podia encarar como distra\u00e7\u00e3o ou aproveitar essa aten\u00e7\u00e3o para tratar dos assuntos de aula.&#8221; E ele optou por tirar proveito.<\/p>\n<p>Mascarenhas desenvolveu uma atividade para os alunos do 8.\u00ba ano com foco em leitura e interpreta\u00e7\u00e3o de textos que constam no \u00e1lbum. Dividiu os estudantes em grupos e prop\u00f4s que procurassem o maior n\u00famero poss\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es textuais e de imagem, como cores, n\u00fameros, bandeiras e mapas. A equipe vencedora leva um pacote de figurinhas no fim da aula.<\/p>\n<p>A iniciativa ganhou a turma. &#8220;Geralmente os professores nos pro\u00edbem de abrir o \u00e1lbum na sala, por isso achei muito legal poder us\u00e1-lo dentro da classe&#8221;, conta Maria Clara Garcia, de 12 anos, que coleciona pela segunda vez figurinhas das sele\u00e7\u00f5es de futebol com o pai.<\/p>\n<p>Para o professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Arthur Campelo, do Col\u00e9gio Santa Maria, tamb\u00e9m na zona sul, foi o custo da cole\u00e7\u00e3o que motivou o uso do \u00e1lbum. Com alunos do 5.\u00ba ano, ele desenvolveu um trabalho de educa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei a questionar e instigar a reflex\u00e3o sobre o que eles poderiam comprar com o valor gasto, por exemplo, com dez pacotinhos. A ideia \u00e9 incentivar o consumo consciente e, principalmente, mostrar que a troca tem poder social&#8221;, afirma Campelo, que fez os alunos perceberem que poderiam completar o \u00e1lbum mais r\u00e1pido se trocassem figurinhas com mais gente.<\/p>\n<p>O professor destaca ainda as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para as trocas. &#8220;A vontade de conseguir as figurinhas faz com que desenvolvam habilidades, fiquem mais desinibidos, cheguem a acordos. Eles aprendem a negociar, por exemplo, com a troca das brilhantes ou das que consideram mais dif\u00edceis de conseguir.&#8221;<\/p>\n<p>Coletivo &#8211; Com as crian\u00e7as menores, de 5 anos, o Col\u00e9gio Marista da Gl\u00f3ria, no centro da capital, decidiu montar \u00e1lbuns coletivos para cada turma e, para isso, as professoras reservam hor\u00e1rios espec\u00edficos &#8220;O \u00e1lbum contempla v\u00e1rias linguagens: num\u00e9rica, textual, de imagem, do espa\u00e7o social. E a crian\u00e7a aprende dentro de um contexto real. Por isso, \u00e9 muito mais prazeroso&#8221;, diz Vanessa Alvim, assistente de coordena\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aprenderem a reconhecer o sequenciamento num\u00e9rico, as crian\u00e7as se divertem com as camisas de cores diferentes e as bandeiras, conta Vanessa. E at\u00e9 o simples ato de tirar a figurinha do pl\u00e1stico, que exige coordena\u00e7\u00e3o motora fina, pode estimul\u00e1-las. &#8220;A brincadeira \u00e9 sempre uma oportunidade de aprendizado.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como em outras Copas do Mundo de Futebol, os \u00e1lbuns de figurinha conquistaram as crian\u00e7as e invadiram as escolas. Em vez de enxergar a brincadeira como uma distra\u00e7\u00e3o para as aulas, professores perceberam uma oportunidade de trabalhar conceitos de Matem\u00e1tica, Portugu\u00eas e Geografia do ensino infantil ao fundamental. 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