{"id":177433,"date":"2018-04-27T17:11:12","date_gmt":"2018-04-27T20:11:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=177433"},"modified":"2018-04-27T19:31:01","modified_gmt":"2018-04-27T22:31:01","slug":"52-dos-imigrantes-venezuelanos-nao-querem-ficar-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/52-dos-imigrantes-venezuelanos-nao-querem-ficar-no-brasil\/","title":{"rendered":"Maioria dos venezuelanos prefere deixar o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia, fome, discrimina\u00e7\u00e3o e desemprego. \u00c9 isso que venezuelanos encontram quando decidem viver no Brasil. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de um levantamento conduzido pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es com essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir de 3,5 mil entrevistas, feitas entre janeiro e mar\u00e7o, a entidade tra\u00e7ou um primeiro retrato das condi\u00e7\u00f5es de vida desses estrangeiros, principalmente os que est\u00e3o em Boa Vista e Pacaraima.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, 57% dos venezuelanos est\u00e3o desempregados. Daqueles que encontraram algum tipo de trabalho, 82% est\u00e3o em postos de trabalho informais. A renda \u00e9 ainda outro problema: 83% dos que conseguiram algum emprego n\u00e3o chegam a ganhar nem um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas.<\/p>\n<p>A principal motiva\u00e7\u00e3o para o fluxo de imigrantes \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de colapso econ\u00f4mico na Venezuela. De acordo com o estudo, 67% dos entrevistados apontaram que sa\u00edram do pa\u00eds por causa dessa realidade. Outros 22% citaram a falta de alimentos e sa\u00fade. Entre os entrevistados, 7% mencionaram ainda a viol\u00eancia e apenas 1% indicou que estava sendo perseguido.<\/p>\n<p><strong>Outros destinos &#8211;\u00a0<\/strong>A pesquisa revela tamb\u00e9m que 52% dos venezuelanos n\u00e3o querem permanecer no Brasil e tem como \u201cdestino final desejado um outro pa\u00eds, sobretudo a Argentina\u201d.<\/p>\n<p>O levantamento da OIM mostra que apenas 40% dos venezuelanos receberam algum tipo de apoio institucional, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. E que grande parte dessa comida foi oferecida por institui\u00e7\u00f5es religiosas. \u201cAinda assim, 37% dos entrevistados consomem menos de tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias\u201d, indicou o documento. Quase um a cada dez venezuelanos no Brasil s\u00f3 come uma vez por dia.<\/p>\n<p>Outro problema apontado pelos entrevistados \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o. \u201cVinte e oito porcento das pessoas indicaram ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia no Brasil\u201d, apontou a OIM. \u201cDestas, 81% foram atos de viol\u00eancia verbal, seguida por\u2028viol\u00eancia f\u00edsica (16%), e viol\u00eancia sexual (2%)\u201d. E vinte porcento das pessoas entrevistadas afirmam que n\u00e3o se sentem seguras onde moram.<\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o de 2017, ainda segundo a ONU, 52 mil venezuelanos entraram no Brasil, sendo que 40 mil deles estariam em Boa Vista, Roraima, e 25 mil pediram asilo. Nas \u00faltimas semanas, por\u00e9m, cerca de 800 venezuelanos estariam cruzando diariamente a fronteira em dire\u00e7\u00e3o ao Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia, fome, discrimina\u00e7\u00e3o e desemprego. \u00c9 isso que venezuelanos encontram quando decidem viver no Brasil. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de um levantamento conduzido pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es com essa popula\u00e7\u00e3o. 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