{"id":177791,"date":"2018-05-02T12:14:16","date_gmt":"2018-05-02T15:14:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=177791"},"modified":"2018-05-02T12:20:30","modified_gmt":"2018-05-02T15:20:30","slug":"noruega-investiga-suposta-propina-em-negocios-com-a-pertobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/noruega-investiga-suposta-propina-em-negocios-com-a-pertobras\/","title":{"rendered":"Noruega investiga suposta propina em neg\u00f3cios com a Petrobras"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas anos depois de abrir investiga\u00e7\u00f5es, a Procuradoria-Geral da Noruega fecha o cerco contra uma empresa e um executivo do pa\u00eds em raz\u00e3o de um suposto esquema de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo a Petrobras. Os implicados s\u00e3o a Sevan Drilling e seu executivo Jan Erik Tveteraas, num processo que caminha para sua conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Documentos do Tribunal Federal da Su\u00ed\u00e7a mostram que a suspeita \u00e9 de que empresas norueguesas teriam pago, de 2007 a 2011, US$ 14 milh\u00f5es em &#8220;honor\u00e1rios&#8221; a operadores que transferiram o dinheiro para contas na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>A Su\u00ed\u00e7a, pela decis\u00e3o dos ju\u00edzes federais, aceitou repassar os extratos banc\u00e1rios aos investigadores noruegueses. A esperan\u00e7a da procuradoria \u00e9 de que, com as informa\u00e7\u00f5es da Su\u00ed\u00e7a, o caso possa ser conclu\u00eddo e que ele v\u00e1 para a Corte antes de meados do ano.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es na Noruega foram iniciadas em 2015. Naquele momento, as empresas Sevan Marine e o executivo Arne Smedal tamb\u00e9m estavam sob suspeita. Desde o ano passado, por\u00e9m, esses casos foram encerrados e a acusa\u00e7\u00e3o, agora, se refere diretamente ao executivo Jan Erik Tveteraas e a companhia Sevan Drilling.<\/p>\n<p>As duas empresas, Sevan Marine e Sevan Drilling, eram especializadas em explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto-mar, com representa\u00e7\u00e3o no Rio. Quando a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato come\u00e7ou, a sede da empresa em Oslo solicitou que o escrit\u00f3rio Selmer realizasse uma auditoria interna.<\/p>\n<p>O resultado apontou que era &#8220;mais prov\u00e1vel que pagamentos ilegais tenham sido feitos para garantir contratos com a Petrobras&#8221; para a compra de instala\u00e7\u00f5es para estocagem e navios, al\u00e9m de material para perfura\u00e7\u00e3o das subsidi\u00e1rias Sevan Drilling e Sevan Brasil. &#8220;Tais atos podem potencialmente representar um crime financeiro&#8221;, indicou a auditoria.<\/p>\n<p>Trechos confidenciais da investiga\u00e7\u00e3o interna da empresa apontam que, no total, 300 milh\u00f5es de coroas norueguesas (R$ 141 milh\u00f5es) podem ter sido enviados para contas na Su\u00ed\u00e7a, nas Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas, no Panam\u00e1 e em M\u00f4naco. A suspeita \u00e9 de que parte importante desse dinheiro tenha sido usada para corromper a ex-dire\u00e7\u00e3o da Petrobras. Agora, a acusa\u00e7\u00e3o que pesa sobre Tveteraas e a Sevan Drilling \u00e9 de que teriam de fato usado de propinas para garantir contratos no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Suspeito<\/strong> &#8211; A procuradoria norueguesa ainda passou a pedir a colabora\u00e7\u00e3o da Su\u00ed\u00e7a e, em documentos enviados ao pa\u00eds, constatou que &#8220;um indiv\u00edduo \u00e9 suspeito de ter agido como intermedi\u00e1rio nos pagamentos de propinas a pelo menos tr\u00eas diretores da Petrobras&#8221;<\/p>\n<p>Quatro contas foram bloqueadas na Su\u00ed\u00e7a, enquanto documentos das autoridades do pa\u00eds indicam que &#8220;uma sociedade norueguesa e suas filiais teriam feito parte de um vasto esquema de corrup\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios no Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>O suspeito \u00e9 Raul Schmidt, que vive hoje em Portugal e \u00e9 alvo de uma batalha jur\u00eddica por conta de uma tentativa do Brasil para que seja extraditado. Segundo a apura\u00e7\u00e3o, a empresa Sevan Drilling teria usado justamente Raul Schmidt para fazer os pagamentos. N\u00e3o existe contra ele, por\u00e9m, um processo aberto na Noruega.<\/p>\n<p><strong>Contrato<\/strong> &#8211; Em 2005, a Sevan comemorou o seu maior contrato, que faria com que as a\u00e7\u00f5es da pequena empresa ganhassem valor in\u00e9dito na Bolsa de Oslo. Com a Petrobras, construiu a plataforma de Piranema, num acordo de onze anos e que valeria \u00e0 empresa norueguesa US$ 100 mil por dia. Mas parte das comiss\u00f5es, segundo as investiga\u00e7\u00f5es, teria ido para uma empresa nas Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas, a Etesco. A taxa cobrada pelo intermedi\u00e1rio brasileiro parecia fora do padr\u00e3o internacional, mas a companhia, para conseguir seu primeiro contrato, acabou aceitando, afirmam os investigadores.<\/p>\n<p>Em 2007, Schmidt deixou a Sevan e abriu sua pr\u00f3pria empresa. Mas, um ano depois, os noruegueses assinaram mais um contrato e colocaram a nova empresa de Schmidt, a Global Offshore, como agenciadora para contratos da Petrobras em \u00e1guas brasileiras. O valor da comiss\u00e3o seria de 3% de contratos avaliados em US$ 975 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Procurada, a defesa de Schmidt n\u00e3o respondeu aos contatos da reportagem. Em Oslo, o executivo Tveteraas tem optado por n\u00e3o se pronunciar sobre as acusa\u00e7\u00f5es, mas sua defesa diz que elas n\u00e3o t\u00eam fundamento. A empresa n\u00e3o respondeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas anos depois de abrir investiga\u00e7\u00f5es, a Procuradoria-Geral da Noruega fecha o cerco contra uma empresa e um executivo do pa\u00eds em raz\u00e3o de um suposto esquema de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo a Petrobras. Os implicados s\u00e3o a Sevan Drilling e seu executivo Jan Erik Tveteraas, num processo que caminha para sua conclus\u00e3o. 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