{"id":177830,"date":"2018-05-02T18:37:28","date_gmt":"2018-05-02T21:37:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=177830"},"modified":"2018-05-02T20:14:29","modified_gmt":"2018-05-02T23:14:29","slug":"lewandowski-ajuda-a-fechar-o-cerco-contra-o-foro-privilegiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lewandowski-ajuda-a-fechar-o-cerco-contra-o-foro-privilegiado\/","title":{"rendered":"Lewandowski ajuda a fechar o cerco contra o foro privilegiado"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de se posicionar contrariamente a restri\u00e7\u00e3o do foro para parlamentares, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou, nesta quarta-feira, 2, o voto do ministro Alexandre de Moraes, para que a prerrogativa se aplique para crimes cometidos a partir da diploma\u00e7\u00e3o dos parlamentares, independentemente de terem rela\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o com o cargo.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o foi suspensa ap\u00f3s o posicionamento do ministro, e ser\u00e1 retomada nesta quinta-feira, 3, com o voto de Gilmar Mendes, \u00faltimo a votar. &#8220;Vejo que a mat\u00e9ria j\u00e1 est\u00e1 decidida, com nove votos. Entendo que se adotarmos a sa\u00edda de Moraes estar\u00edamos, de certa maneira, conservando o cerne da garantia que cerca uma atua\u00e7\u00e3o independente dos parlamentares&#8221;, afirmou Lewandowski. &#8220;Esta solu\u00e7\u00e3o, a meu ver, protege o parlamentar contra alguma a\u00e7\u00e3o de natureza temer\u00e1ria que possa dificultar o pleno exerc\u00edcio do mandato&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Antes de finalizar seu voto, assim como Toffoli, Lewandowski criticou ataques feitos a &#8220;morosidade&#8221; do Supremo. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 nenhuma morosidade. Se h\u00e1 um limitar para o ritmo dos processos, n\u00e3o h\u00e1 duvida de que ele \u00e9 determinado por natureza processual, e n\u00e3o pessoal ou material&#8221;, disse o ministro.<\/p>\n<p>&#8220;Por que o Supremo n\u00e3o fez nada a respeito? Ora, a resposta \u00e9 simples: a Corte n\u00e3o tem iniciativa legislativa de mat\u00e9ria processual&#8221;, continuou o ministro.<\/p>\n<p>Ao iniciar o voto, Lewandowski fez ressalvas de como enxerga a discuss\u00e3o do tema e se posicionou contra a redu\u00e7\u00e3o do foro. Destacou ainda que uma quest\u00e3o de ordem, tal como a apresentada pelo ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, n\u00e3o \u00e9 a via processual adequada para tratar do tema. Apesar disso, o ministro ressaltou que j\u00e1 h\u00e1 maioria formada para a restri\u00e7\u00e3o, e votou acompanhando Moraes.<\/p>\n<p>A tese de Moraes foi apresentada em julgamento de novembro de 2017, ap\u00f3s retomada da discuss\u00e3o, iniciada em maio do ano passado. No primeiro julgamento, votaram os ministros Barroso, Marco Aur\u00e9lio Mello, C\u00e1rmen L\u00facia e Rosa Weber. No segundo, foram colhidos os votos de Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello, al\u00e9m de Moraes.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, s\u00e3o sete votos para que o foro s\u00f3 se aplique para os crimes cometidos no exerc\u00edcio do mandato e em fun\u00e7\u00e3o do cargo dos parlamentares. Na sess\u00e3o de hoje, dois ministros acompanharam Moraes, somando tr\u00eas votos para que o foro privilegiado deva valer para qualquer tipo de crime cometido por parlamentares ap\u00f3s a sua diploma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de se posicionar contrariamente a restri\u00e7\u00e3o do foro para parlamentares, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou, nesta quarta-feira, 2, o voto do ministro Alexandre de Moraes, para que a prerrogativa se aplique para crimes cometidos a partir da diploma\u00e7\u00e3o dos parlamentares, independentemente de terem rela\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o com o cargo. 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