{"id":178302,"date":"2018-05-06T20:23:33","date_gmt":"2018-05-06T23:23:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=178302"},"modified":"2018-05-06T20:23:33","modified_gmt":"2018-05-06T23:23:33","slug":"dobradinha-com-joaquim-nao-sei-de-onde-tiraram-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/dobradinha-com-joaquim-nao-sei-de-onde-tiraram-isso\/","title":{"rendered":"&#8216;Dobradinha com Joaquim? N\u00e3o sei de onde tiraram isso&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A pr\u00e9-candidata da Rede \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Marina Silva, disse respeitar a decis\u00e3o do ex-presidente do Superior Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de querer ser candidato ao Pal\u00e1cio do Planalto na elei\u00e7\u00e3o de outubro. Garantiu, no entanto, que n\u00e3o conversou com ele ap\u00f3s essa nova possibilidade, tampouco com o tamb\u00e9m ex-ministro da Suprema Corte Carlos Ayres Britto, que gostaria de ver os dois juntos na campanha de 2018.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sei de onde voc\u00eas tiram isso&#8221;, disse a jornalistas em Oxford, Inglaterra, onde encerrou o semin\u00e1rio Brazil Forum UK na noite deste domingo, 6. Marina relatou que conversou com Barbosa duas vezes. Uma, quando ele ainda era presidente do Supremo e no epis\u00f3dio do ent\u00e3o presidente do Senado, Renan Calheiros, que n\u00e3o quis obedecer \u00e0 decis\u00e3o do Supremo de afast\u00e1-lo do cargo.<\/p>\n<p>&#8220;Eu respeito a decis\u00e3o dele (Barbosa) de querer ser candidato. O que n\u00e3o impede que a gente mantenha pontos de contato e de di\u00e1logo. Em elei\u00e7\u00f5es em dois turnos \u00e9 leg\u00edtimo que haja as candidaturas dos partidos&#8221;, avaliou.<\/p>\n<p>Sobre as not\u00edcias envolvendo Ayres Britto, a pr\u00e9-candidata disse ser amiga do ex-ministro e salientou que ele tamb\u00e9m \u00e9 amigo de Barbosa, mas negou qualquer conversa sobre o tema.<\/p>\n<p>Marina Silva afirmou que vai colocar em pr\u00e1tica este ano durante a corrida de outubro o que aprendeu com as campanhas para as elei\u00e7\u00f5es de 2010 e 2014. Dado o tempo de TV, de apenas 10 segundos a que ter\u00e1 direito se n\u00e3o formar alian\u00e7as, e a diferen\u00e7a do or\u00e7amento de sua candidatura comparado com outras legendas, a acreana disse que entrou na disputa este ano para fazer uma &#8220;campanha franciscana&#8221;. &#8220;Tenho porcentual m\u00ednimo de or\u00e7amento e alguns apenas segundos de TV. \u00c9 uma luta de Davi contra Golias.&#8221;<\/p>\n<p>Ao fim do evento, em conversa com jornalistas, ela disse que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 usar os 10 segundos que ter\u00e1 uma vez por dia para remeter os eleitores aos programas da Rede na internet. &#8220;\u00c9 o que d\u00e1 para fazer.&#8221;<\/p>\n<p>A tamb\u00e9m ex-senadora lembrou que a situa\u00e7\u00e3o tanto em 2010 quanto em 2014 foi diferente porque ela apoiava outras candidaturas. &#8220;Quando impediram a cria\u00e7\u00e3o da Rede, apoiamos o PSB, que j\u00e1 tinha composi\u00e7\u00e3o&#8221;, lembrou, salientando que agora o partido tem seu candidato. &#8220;Naquela ocasi\u00e3o, se n\u00e3o tivessem impedido o registro da Rede, eu sairia pela Rede e o Eduardo (Campos), pelo PSB no primeiro turno&#8221;, continuou. O que levou Marina a ser cabe\u00e7a de chapa foi a trag\u00e9dia a\u00e9rea que resultou na morte do ent\u00e3o candidato Eduardo Campos.<\/p>\n<p>Ela acredita que o Brasil ter\u00e1 uma elei\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e, provavelmente, bastante pulverizada em outubro. Ao mesmo tempo avaliou como mais do mesmo a possibilidade de uma articula\u00e7\u00e3o entre Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Michel Temer (PMDB-SP). &#8220;Isso foi sempre o que fizeram partidos tradicionais da esquerda, de centro-esquerda e de centro-direita. Foi isso que levou o Brasil para esse fundo do po\u00e7o. Se isso continuar, e eu tor\u00e7o para que n\u00e3o, espero que a gente n\u00e3o chegue a um po\u00e7o sem fundo.&#8221;<\/p>\n<p>A ambientalista disse que o Rede tem se coligado com v\u00e1rios movimentos, como o Acredito, o Agora, o Brasil 21 e o Grande Favela. &#8220;Antecipei essa tend\u00eancia desde 2010. Sempre defendi a queda dos monop\u00f3lios dos partidos&#8221;, salientou, em rela\u00e7\u00e3o a dar voz a movimentos.<\/p>\n<p>A ex-ministra do Meio Ambiente tamb\u00e9m afirmou que os grandes partidos est\u00e3o empenhados em acabar com as investiga\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds. &#8220;Os grandes partidos est\u00e3o alian\u00e7ados para acabar com a Lava Jato: PT, PMDB, PSDB e DEM. Eles divergem sobre quem vai pegar o poder, mas numa coisa n\u00e3o divergem: no combate \u00e0 Lava Jato.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre a afirma\u00e7\u00e3o feita no s\u00e1bado, 5, pela ex-presidente Dilma Rousseff no mesmo evento, em Londres, de que o PT manteria o nome de Lula como candidato em outubro, Marina disse que o atual quadro pol\u00edtico no Brasil \u00e9 de grandes possibilidades e uma preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;A possibilidade \u00e9 que as pessoas sabem a verdade, e a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o que as pessoas v\u00e3o fazer com essa verdade&#8221;, explicou. &#8220;Fazer uma mudan\u00e7a ou acreditar que aqueles que criaram os problemas v\u00e3o resolver os problemas? Se quem vai vencer \u00e9 a postura do cidad\u00e3o ou a estrutura dos marqueteiros&#8221;, continuou.<\/p>\n<p>A pr\u00e9-candidata refor\u00e7ou que n\u00e3o pretende se reeleger se vencer o pleito de outubro. Ela defende um mandato maior do que o atual, de cinco anos, mas sem a possibilidade de manuten\u00e7\u00e3o do poder. &#8220;Eu n\u00e3o pretendo reelei\u00e7\u00e3o. Primeiro, por convic\u00e7\u00e3o; depois, porque n\u00e3o sou t\u00e3o altru\u00edsta assim&#8221;, brincou ao final de sua apresenta\u00e7\u00e3o em Oxford, na Inglaterra.<\/p>\n<p>Para ela, pol\u00edtica \u00e9 servi\u00e7o, mas disse ter sido &#8220;crucificada&#8221; em 2014 porque tinha um programa de governo, enquanto as duas candidaturas que foram para o segundo turno (PT e PSDB) n\u00e3o tinham apresentado. &#8220;Um Pa\u00eds com 200 milh\u00f5es de habitantes n\u00e3o pode dar um cheque em branco para ningu\u00e9m&#8221;, criticou. Ela defendeu seu ponto de vista criticando, sem citar diretamente, a reelei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff em 2014. &#8220;Aprendemos que pode se ganhar com discurso de marqueteiro e depois fazer uma coisa completamente diferente quando se ganha&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Marina Silva comentou que foi outra li\u00e7\u00e3o aprendida quando disputou o Pal\u00e1cio do Planalto. &#8220;N\u00e3o devemos subestimar as estruturas que dominam o poder&#8221;, avisou. &#8220;E, em 2014, extrapolamos qualquer limite da \u00e9tica&#8221;. Em sua participa\u00e7\u00e3o no evento, disse que se um candidato vence roubando, mentindo ou com viol\u00eancia n\u00e3o se pode esperar um governo que n\u00e3o seja de roubo, mentira ou viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A pr\u00e9-candidata relatou que recebe algumas perguntas sobre como conseguir\u00e1 governar, se vencer, j\u00e1 que conta com poucos parlamentares na base. &#8220;Tem que perguntar \u00e9 para quem tinha 300 parlamentares por que n\u00e3o governou&#8221;, disparou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pr\u00e9-candidata da Rede \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Marina Silva, disse respeitar a decis\u00e3o do ex-presidente do Superior Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de querer ser candidato ao Pal\u00e1cio do Planalto na elei\u00e7\u00e3o de outubro. 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