{"id":178328,"date":"2018-05-07T07:07:16","date_gmt":"2018-05-07T10:07:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=178328"},"modified":"2018-05-07T07:07:16","modified_gmt":"2018-05-07T10:07:16","slug":"fisioterapia-pelvica-para-gestantes-tambem-ajuda-no-pos-parto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fisioterapia-pelvica-para-gestantes-tambem-ajuda-no-pos-parto\/","title":{"rendered":"Fisioterapia p\u00e9lvica para gestantes tamb\u00e9m ajuda no p\u00f3s-parto"},"content":{"rendered":"<p>A fisioterapia focada no assoalho p\u00e9lvico \u00e9 uma das v\u00e1rias especialidades que ajudam a preparar o corpo da mulher para o parto. Al\u00e9m de fortalecer os m\u00fasculos da regi\u00e3o e auxiliar na diminui\u00e7\u00e3o da dor, os exerc\u00edcios previnem poss\u00edveis disfun\u00e7\u00f5es no p\u00f3s-parto, como incontin\u00eancia urin\u00e1ria, e facilitam a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para quem opta pela ces\u00e1rea, a fisioterapia p\u00e9lvica contribui para melhorar a qualidade da gesta\u00e7\u00e3o, reduzir dores na coluna, no p\u00fabis, o incha\u00e7o e a fadiga. Depois, os benef\u00edcios s\u00e3o a melhora da cicatriza\u00e7\u00e3o e a r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o da parede abdominal.<\/p>\n<p>&#8220;A pelve da mulher sofre grande a\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios durante a gesta\u00e7\u00e3o que a deixam mais flex\u00edvel para favorecer a descida do beb\u00ea. As posturas e os exerc\u00edcios s\u00e3o espec\u00edficos para isso&#8221;, explica Thalita Freitas, fisioterapeuta especialista em Sa\u00fade da Mulher pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Esse trabalho espec\u00edfico entra para uma lista de t\u00e9cnicas que as mulheres podem optar por fazer durante a gesta\u00e7\u00e3o. Entre as atividades, est\u00e3o dan\u00e7a, hidrogin\u00e1stica, ioga e pilates, por exemplo. \u00c9 importante que qualquer pr\u00e1tica f\u00edsica durante a gesta\u00e7\u00e3o tenha libera\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e seja orientada por um profissional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de conduzir os exerc\u00edcios durante a gesta\u00e7\u00e3o, Thalita trabalha com a mobilidade da mulher e da regi\u00e3o p\u00e9lvica durante o trabalho de parto. Estudos experimentais apontam que esse trabalho promove a evolu\u00e7\u00e3o da dilata\u00e7\u00e3o, e o uso consciente do corpo favorece o parto vaginal.<\/p>\n<p>Em um v\u00eddeo publicado na p\u00e1gina da cl\u00ednica de Thalita no Facebook, a fisioterapeuta aparece dan\u00e7ando ao som de Anitta com uma gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>&#8220;A mobilidade materna diminui o tempo do trabalho de parto, que normalmente dura de 12 a 15 horas, aumenta a dilata\u00e7\u00e3o do colo [do \u00fatero] e reduz a dor. Tudo simplesmente pelo fato de se movimentar&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A especialista afirma que, em cada fase do trabalho de parto, o beb\u00ea est\u00e1 em uma parte da pelve. A movimenta\u00e7\u00e3o e os exerc\u00edcios conseguem aumentar o di\u00e2metro para agilizar e facilitar o processo.<\/p>\n<p>Thalita esclarece que a fisioterapia n\u00e3o \u00e9 uma atividade f\u00edsica, mas uma sess\u00e3o terap\u00eautica que vai, de acordo com o objetivo de cada mulher, trabalhar os m\u00fasculos para melhorar o corpo delas. Para que tudo fa\u00e7a ainda mais efeito, ela diz que a prepara\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 gravidez tamb\u00e9m \u00e9 importante para entender como o corpo funciona.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Entre as disfun\u00e7\u00f5es que podem ocorrer depois do parto vaginal, est\u00e3o incontin\u00eancia urin\u00e1ria, fecal e dificuldades nas rela\u00e7\u00f5es sexuais. Com o trabalho voltado para o assoalho p\u00e9lvico, \u00e9 poss\u00edvel fortalecer e dar flexibilidade \u00e0 regi\u00e3o a fim de evitar esses problemas.<\/p>\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o que o corpo da mulher sofre na gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a di\u00e1stase, um afastamento dos m\u00fasculos abdominais. A cantora Sandy e a atriz Thais Fersoza sofreram com isso. Segundo a fisioterapeuta Thalita, o espa\u00e7amento \u00e9 considerado normal da fisiologia at\u00e9 tr\u00eas cent\u00edmetros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&#8220;O corpo da mulher muda a cada semana: os m\u00fasculos, a coluna, a estrutura, o centro de gravidade. Se ela n\u00e3o estiver preparada, pode ter dor na lombar e di\u00e1stase, que pode ser maior. A fisioterapia previne ou trata esse tipo de disfun\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Thalita.<\/p>\n<p><strong>Exerc\u00edcios<\/strong> &#8211; Cada mulher far\u00e1 exerc\u00edcios de acordo com seu objetivo e condi\u00e7\u00f5es, mas, no geral, Thalita evita for\u00e7ar a parede abdominal, justamente por conta da di\u00e1stase. Os agachamentos s\u00e3o ben\u00e9ficos, mas a aplica\u00e7\u00e3o vai depender da parte postural de cada uma.<\/p>\n<p>A fisioterapeuta desaconselha fazer abdominal tradicional, prancha &#8211; em que a pessoa fica esticada com as m\u00e3os ou antebra\u00e7os apoiados no ch\u00e3o &#8211; e rota\u00e7\u00e3o de tronco. Abaixo, ela indica alguns exerc\u00edcios:<\/p>\n<p>Fortalecimento de assoalho p\u00e9lvico: contra\u00e7\u00e3o e relaxamento do assoalho p\u00e9lvico. Nesse caso, pode-se usar um equipamento chamado Epi-No\u00ae, uma esp\u00e9cie de bal\u00e3o que \u00e9 introduzido no canal vaginal e inflado. Isso vai gerar elasticidade e flexibilidade, al\u00e9m de maior consci\u00eancia da regi\u00e3o e da musculatura a fim de diminuir les\u00f5es perineais.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia do equipamento foi comprovada em um estudo feito na Alemanha com quase 280 mulheres. Elas foram divididas em dois grupos: no que houve uso de Epi-No\u00ae, 37,4% ficaram com o per\u00edneo intacto ap\u00f3s o parto normal enquanto a incid\u00eancia era menor (25,7%) no grupo que n\u00e3o usou. Neste segundo grupo, o uso de episiotomia foi maior em compara\u00e7\u00e3o ao que usou o aparelho.<\/p>\n<p><strong>Bola<\/strong>: dependendo do exerc\u00edcio, vai promover a mobilidade da regi\u00e3o da pelve, focado no assoalho e em toda a regi\u00e3o do quadril. Em um estudo feito com 54 mulheres da maternidade do Hospital Omolbanin, no Ir\u00e3, 92,6% das mulheres que usaram o m\u00e9todo tiveram parto vaginal. Enquanto isso, a taxa foi de 66,7% no grupo que n\u00e3o fez uso da bola. Ou seja, as chances de as mulheres evolu\u00edrem para o parto normal usando esse equipamento s\u00e3o bem maiores do que quando n\u00e3o usam.<\/p>\n<p><strong>Hidroterapia<\/strong>: a \u00e1gua morna traz diversos benef\u00edcios, como vasodilata\u00e7\u00e3o e relaxamento dos m\u00fasculos. Gera maior facilidade de movimenta\u00e7\u00e3o, traz conforto, al\u00e9m da pr\u00f3pria resist\u00eancia da \u00e1gua que trabalha a parte muscular. Aqui, Thalita orienta que deve ser feita a partir do terceiro m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancia pr\u00f3pria<\/strong> &#8211; Thalita est\u00e1 gr\u00e1vida pela segunda vez e colocou em pr\u00e1tica os exerc\u00edcios da fisioterapia p\u00e9lvica funcional nas duas gesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Trabalhei toda a parte muscular, tive um parto tranquilo. Estava preparada f\u00edsica e emocionalmente para o parto. Meu olhar sobre a dor era diferenciado&#8221;, conta. Ap\u00f3s 11 horas de trabalho de parto, exerc\u00edcios direcionados, agachamentos e alongamentos, ela deu \u00e0 luz o primeiro filho.<\/p>\n<p>A fisioterapeuta fala da import\u00e2ncia de a mulher conhecer diferentes t\u00e9cnicas que podem ajudar no parto. &#8220;Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante e \u00e9 o que falta, porque temos uma cultura cesarista muito forte. Se a mulher entende o que est\u00e1 esperando, que a dor n\u00e3o est\u00e1 relacionada ao sofrimento, o olhar da gestante sobre o parto \u00e9 diferente&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fisioterapia focada no assoalho p\u00e9lvico \u00e9 uma das v\u00e1rias especialidades que ajudam a preparar o corpo da mulher para o parto. 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