{"id":178881,"date":"2018-05-11T11:40:23","date_gmt":"2018-05-11T14:40:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=178881"},"modified":"2018-05-11T12:10:04","modified_gmt":"2018-05-11T15:10:04","slug":"e-preciso-passar-o-regime-militar-a-limpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/e-preciso-passar-o-regime-militar-a-limpo\/","title":{"rendered":"&#8216;\u00c9 preciso passar (crimes do regime militar) a limpo&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o de que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou a pol\u00edtica de &#8220;execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria&#8221; de opositores do regime militar, vigente no governo anterior, diversos pol\u00edticos criticaram a atitude do ent\u00e3o presidente militar. A informa\u00e7\u00e3o consta em memorando escrito por William Colby, diretor da Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia (CIA)<\/p>\n<p>O documento relata que, quando chegou ao cargo, Geisel foi informado de que 104 pessoas haviam sido mortas em 1973 pelo governo de Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici (1969-1974). O Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIE), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela pol\u00edtica de assassinatos de advers\u00e1rios pol\u00edticos do regime, pedia autoriza\u00e7\u00e3o do general para manter a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Geisel autorizou, ent\u00e3o, que o m\u00e9todo ocorresse em &#8220;casos excepcionais&#8221; e com aval do Pal\u00e1cio do Planalto, mediante consulta ao diretor do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI), general Jo\u00e3o Baptista Figueiredo.<\/p>\n<p>A pr\u00e9-candidata do PcdoB ao Planalto, Manuela D&#8217;\u00c1vila, afirmou que os documentos revelados perturbam todos que t\u00eam &#8220;uma hist\u00f3ria de luta pela mem\u00f3ria e a verdade dos tenebrosos anos da ditadura militar&#8221;. &#8220;As provas de que a c\u00fapula do regime, M\u00e9dici, Geisel, Figueiredo, estiveram diretamente envolvidos nos assassinatos dos &#8216;subversivos&#8217; que ousaram desafiar o regime \u00e9 uma verdade grande demais para seguir encoberta&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos insistir na busca da verdade e do paradeiro daqueles que foram torturados, mortos e desaparecidos com a autoriza\u00e7\u00e3o e a cumplicidade do Pal\u00e1cio do Planalto&#8221;.<\/p>\n<p>O ex-senador e hoje vereador em S\u00e3o Paulo Eduardo Suplicy (PT) disse que a revela\u00e7\u00e3o comprova o quanto os militares descumpriram a Constitui\u00e7\u00e3o e as normas de direitos humanos. &#8220;\u00c9 da maior gravidade a revela\u00e7\u00e3o de que, em reuni\u00e3o no dia 30 de mar\u00e7o de 1974, o presidente Ernesto Geisel tenha compactuado com assassinatos praticados pelo Estado.<\/p>\n<p>A deputada federal Maria do Ros\u00e1rio (PT-RS) escreveu que, com a divulga\u00e7\u00e3o, a ideia de que Geisel havia sido &#8220;estadista&#8221; fica fragilizada. &#8220;Caiu a burrice de que a ditadura foi nacionalista. Golpistas civis e militares de 1964 serviram aos EUA. E agora, a quem servem os golpistas?&#8221;, questionou.<\/p>\n<p>Ex\u00e9rcito &#8211; Por meio de nota, o Centro de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Ex\u00e9rcito informou que &#8220;os documentos sigilosos, relativos ao per\u00edodo em quest\u00e3o e que eventualmente pudessem comprovar a veracidade dos fatos narrados foram destru\u00eddos, de acordo com as normas existentes \u00e0 \u00e9poca&#8221;. Procurado, o Pal\u00e1cio do Planalto informou que n\u00e3o vai comentar o caso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o de que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou a pol\u00edtica de &#8220;execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria&#8221; de opositores do regime militar, vigente no governo anterior, diversos pol\u00edticos criticaram a atitude do ent\u00e3o presidente militar. 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