{"id":179048,"date":"2018-05-13T18:07:55","date_gmt":"2018-05-13T21:07:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=179048"},"modified":"2018-05-13T18:07:55","modified_gmt":"2018-05-13T21:07:55","slug":"mercado-financeiro-vive-expectativa-de-nova-queda-nos-juros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-financeiro-vive-expectativa-de-nova-queda-nos-juros\/","title":{"rendered":"Mercado financeiro vive expectativa de nova queda nos juros"},"content":{"rendered":"<p>Com a infla\u00e7\u00e3o baixa, o mercado financeiro espera pelo \u00faltimo corte na taxa b\u00e1sica de juros (Selic) no atual ciclo de redu\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3xima quarta-feira (16). A terceira reuni\u00e3o do ano do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC), come\u00e7a na ter\u00e7a-feira (15) e segue at\u00e9 o dia seguinte, quando ser\u00e1 anunciada a taxa Selic.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, o Copom reduziu a Selic pela d\u00e9cima segunda vez seguida, de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano, o menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central, em 1986.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, a tend\u00eancia \u00e9 diminuir os custos do cr\u00e9dito e incentivar a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom, o BC sinalizou que faria mais uma redu\u00e7\u00e3o da Selic em maio e encerraria os cortes na taxa. O economista s\u00eanior da Tend\u00eancias Consultoria, Silvio Campos Neto, acredita que a taxa Selic ter\u00e1 mais um corte de 0,25 ponto percentual, nesta reuni\u00e3o, como indicado pelo BC em mar\u00e7o. \u201cContinuamos com a expectativa de mais uma queda de 0,25 ponto percentual, que vai ser a \u00faltima, nesse nosso cen\u00e1rio. A situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 confort\u00e1vel do ponto de vista da infla\u00e7\u00e3o\u201d, disse Campos.<\/p>\n<p>Campos citou que o \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 em patamar baixo, com recuos disseminados entre os setores e \u201cdesacelera\u00e7\u00e3o forte\u201d no segmento de servi\u00e7os. \u201cAl\u00e9m disso, as expectativas continuam bem ancoradas, inclusive abaixo das metas, tanto para este ano, como para 2019. Isso d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para que o Banco Central confirme a sinaliza\u00e7\u00e3o que tinha dado na reuni\u00e3o passada de que promoveria mais um corte na reuni\u00e3o de maio\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ao definir a taxa Selic, o BC est\u00e1 mirando na meta de infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta \u00e9 4,25%, com intervalo de toler\u00e2ncia entre 2,75% e 5,75%. De acordo com pesquisa do BC a institui\u00e7\u00f5es financeiras, a infla\u00e7\u00e3o deve fechar 2018 em 3,49% e 2019 em 4,03%.<\/p>\n<p>Na \u00faltima quinta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) informou que o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,92% no resultado acumulado de janeiro a abril, a menor taxa para o per\u00edodo desde a implanta\u00e7\u00e3o do Plano Real, em 1994.<\/p>\n<p>Para Campos, a recente alta do d\u00f3lar, que chegou a R$ 3,60, na sexta-feira (11), gera um efeito \u201cum pouco menor do que normalmente observado\u201d na infla\u00e7\u00e3o. Isso porque a economia ainda est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o \u201clenta\u201d, o que evita alta dos pre\u00e7os. \u201cA ociosidade na economia, principalmente no mercado de trabalho, minimiza o tamanho do repasse [da alta do d\u00f3lar para os pre\u00e7os]. O repasse existe, mas n\u00e3o o suficiente para mudar a infla\u00e7\u00e3o, este ano, bem abaixo da meta e em 2019, com perspectiva de infla\u00e7\u00e3o ligeiramente abaixo da meta\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO c\u00e2mbio \u00e9 sempre um risco. N\u00e3o s\u00f3 pode ser uma alta duradoura, como pode se intensificar dependendo do quatro pol\u00edtico-eleitoral. A infla\u00e7\u00e3o tende a continuar baixa, sim. \u00c9 claro que um estouro do c\u00e2mbio l\u00e1 na frente pode ter um efeito um pouco maior. Mas por enquanto \u00e9 um cen\u00e1rio bastante confort\u00e1vel. N\u00e3o \u00e9 essa press\u00e3o atual [de alta do d\u00f3lar] que levaria o Banco Central a mudar de ideia\u201d, disse Campos.<\/p>\n<p>Depois dessa redu\u00e7\u00e3o da taxa neste m\u00eas, a expectativa \u00e9 que a Selic permane\u00e7a em 6,25% ao ano at\u00e9 o final de 2018 e volte a subir em 2019. \u201cAo longo do segundo semestre do pr\u00f3ximo ano, teremos uma recomposi\u00e7\u00e3o de parte dessas quedas. Nosso n\u00famero para o fim de 2019 \u00e9 7,75% ao ano, mas claro que isso vai depender muito do desfecho do quadro eleitoral e das escolhas que o pr\u00f3ximo governo fizer. Esse \u00e9 um cen\u00e1rio b\u00e1sico de continuidade da agenda econ\u00f4mica\u201d, disse Campos.<\/p>\n<p>O economista da \u00d3rama Investimentos, Alexandre Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m acredita que a recente alta do d\u00f3lar n\u00e3o deve elevar a infla\u00e7\u00e3o e fazer com que o BC desista de reduzir os juros, neste m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cEssa alta do d\u00f3lar tem motivos muito espec\u00edficos. L\u00e1 fora o d\u00f3lar est\u00e1 forte no mercado internacional. Isso por conta da perspectiva da mudan\u00e7a da pol\u00edtica do Banco Central americano [expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos, o que atrai dinheiro para economias avan\u00e7adas, provocando a fuga de capitais financeiros de pa\u00edses emergentes, como o Brasil]. Existe um outro motivo que \u00e9 o estresse no mercado da Argentina\u201d, disse se referindo \u00e0 crise no pa\u00eds vizinho, que recorrer\u00e1 a empr\u00e9stimo do Fundo Monet\u00e1ria Internacional (FMI) para reequilibrar a situa\u00e7\u00e3o financeira. \u201cE alguns investidores tamb\u00e9m est\u00e3o saindo do pa\u00eds [do Brasil], nada muito grande. Isso aumenta a press\u00e3o sobre o d\u00f3lar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito comportada. Acredito que a Selic vai cair 0,25 ponto percentual e a\u00ed sim, o Banco Central vai parar, porque o intuito \u00e9 colocar a infla\u00e7\u00e3o mais perto do centro da meta. A partir do ano que vem, o centro da meta muda\u201d, disse Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a infla\u00e7\u00e3o baixa, o mercado financeiro espera pelo \u00faltimo corte na taxa b\u00e1sica de juros (Selic) no atual ciclo de redu\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3xima quarta-feira (16). 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