{"id":179718,"date":"2018-05-18T15:08:51","date_gmt":"2018-05-18T18:08:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=179718"},"modified":"2018-05-18T15:43:01","modified_gmt":"2018-05-18T18:43:01","slug":"boeing-737-cai-com-113-pessoas-apos-decolar-de-aeroporto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/boeing-737-cai-com-113-pessoas-apos-decolar-de-aeroporto\/","title":{"rendered":"Taxa cai, mas Pa\u00eds ainda tem 11,4 milh\u00f5es de analfabetos"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de analfabetismo caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, informou nesta sexta-feira, 18, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que divulgou dados sobre educa\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua). Apesar da queda, a persist\u00eancia da mazela torna dif\u00edcil atingir a meta de erradicar o analfabetismo at\u00e9 2024, como prev\u00ea o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) de 2014, seja porque as quedas ano a ano ocorrem a conta-gotas, seja porque as desigualdades regionais ainda persistem.<\/p>\n<p>No Nordeste, a taxa de analfabetismo ficou em 14,5% no ano passado, o dobro da m\u00e9dia nacional. Dos 11,466 milh\u00f5es de brasileiros de 15 anos ou mais que n\u00e3o sabem ler e escrever, 6,427 milh\u00f5es, ou 56% do total, moram no Nordeste.<\/p>\n<p>A meta intermedi\u00e1ria do PNE 2014, de baixar a taxa nacional de analfabetismo a 6,5% em 2015, teria sido atingida no Sudeste (taxa de 3,5% em 2017), no Sul (tamb\u00e9m 3,5%) e no Centro-Oeste (5,2%). O Norte (8%) fica acima da m\u00e9dia, assim como o Nordeste.<\/p>\n<p>Alagoas \u00e9 o Estado com maior taxa de analfabetismo no Pa\u00eds, com 18,2% em 2017, ante 19,4% em 2016. S\u00e3o 474 mil alagoanos analfabetos. Maranh\u00e3o (16,7%) e Piau\u00ed (16,7%) tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o pelas taxas elevadas.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, a taxa de analfabetismo \u00e9 quase o dobro da m\u00e9dia nacional, com 13,4% em 2017 (1 milh\u00e3o de pernambucanos n\u00e3o sabem ler e escrever). O maior contingente de analfabetos est\u00e1 na Bahia (1,524 milh\u00e3o de pessoas), onde a taxa de analfabetismo ficou em 12,7%.<\/p>\n<p>O analfabetismo \u00e9 tamb\u00e9m um problema geracional. Na popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo nacional ficou em 19,3% em 2017. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre os mais velhos \u00e9 de 38,6%. S\u00e3o 3 milh\u00f5es de pessoas no Nordeste com 60 anos ou mais que n\u00e3o sabem ler e escrever.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma quest\u00e3o muito demogr\u00e1fica no analfabetismo, que \u00e9 maior nas pessoas mais velhas\u201d, disse Marina \u00c1gua, analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE. Al\u00e9m disso, segundo a pesquisadora, a queda da taxa de analfabetismo entre os mais idosos parece vir da entrada de pessoas mais escolarizadas na faixa et\u00e1ria de 60 anos ou mais, e n\u00e3o do aprendizado de quem n\u00e3o sabia ler e escrever.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um estoque de pessoas que n\u00e3o sabem ler ou escrever na popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse Marina, lembrando que esse problema exige pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas. Apesar do tamanho do contingente de analfabetos no Pa\u00eds, apenas 118 mil pessoas frequentam cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o de jovens e adultos (AJA) e 853 mil pessoas frequentavam curso de educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos (EJA) no ensino fundamental.<\/p>\n<p><strong>Ensino m\u00e9dio &#8211;\u00a0<\/strong>\u00a0A taxa de escolariza\u00e7\u00e3o das pessoas de 15 a 17 anos ficou em 87,2% em 2017, mesmo n\u00edvel de 2016, mas apenas 68,4% dessa popula\u00e7\u00e3o estavam na s\u00e9rie de estudo adequada, ou seja, cursando o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Isso significa que cerca de 1,3 milh\u00e3o de adolescentes dessa faixa et\u00e1ria est\u00e3o fora da escola, enquanto outros 2 milh\u00f5es est\u00e3o atrasados, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A escolariza\u00e7\u00e3o dos jovens entre 15 e 17 anos \u00e9 mais uma meta intermedi\u00e1ria do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) 2014 que n\u00e3o foi alcan\u00e7ada. O objetivo era universalizar a escolariza\u00e7\u00e3o nessa faixa et\u00e1ria ainda em 2016.<\/p>\n<p>O problema afeta mais os homens. Entre a popula\u00e7\u00e3o masculina de 15 a 17 anos, apenas 63,5% estavam na s\u00e9rie adequada. Para as mulheres, a taxa \u00e9 maior, de 73,5%. Pessoas com a pele preta ou parda tamb\u00e9m s\u00e3o mais afetadas: 63,5% dos pretos ou pardos de 15 a 17 anos est\u00e3o fora da s\u00e9rie adequada.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE mostram como o atraso escolar e a evas\u00e3o avan\u00e7am conforme os estudantes v\u00e3o ficando mais velhos. Na faixa et\u00e1ria de 6 a 10 anos, 95,5% das crian\u00e7as estavam adequadamente nos anos inicias do ensino fundamental em 2017. Na faixa et\u00e1ria de 11 a 14 anos, o indicador j\u00e1 cai para 85,6% das pessoas. Ou seja, 1,3 milh\u00e3o de crian\u00e7as de 11 a 14 anos frequentavam a escola fora da etapa adequada e 113 mil estavam fora da escola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de analfabetismo caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, informou nesta sexta-feira, 18, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que divulgou dados sobre educa\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua). 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