{"id":181247,"date":"2018-06-02T07:37:30","date_gmt":"2018-06-02T10:37:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=181247"},"modified":"2018-06-02T07:37:30","modified_gmt":"2018-06-02T10:37:30","slug":"professora-corrige-e-devolve-a-trump-carta-com-erros-de-gramatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/professora-corrige-e-devolve-a-trump-carta-com-erros-de-gramatica\/","title":{"rendered":"Professora corrige e devolve a Trump carta com erros de gram\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>Quando Yvonne Mason abriu a carta, ela leu do in\u00edcio ao fim. Leu porque, afinal, tinha o selo do presidente no topo da p\u00e1gina e sua assinatura no p\u00e9. Mas na terceira vez que leu, algo come\u00e7ou a irritar a professora aposentada, que passou 17 anos de sua vida refinando os conhecimento de ingl\u00eas de alunos do ensino fundamental e m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Olha para todas essas letras mai\u00fasculas sem necessidade, ela pensou. &#8220;Federal&#8221; e &#8220;Na\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;Estado&#8221; e &#8220;Estados&#8221; \u2013 palavras geralmente usadas em min\u00fasculas como se elas fossem substantivos pr\u00f3prios. E muitas das frases come\u00e7avam com a nona letra do alfabeto, o &#8216;i&#8217; [em ingl\u00eas, eu]. &#8220;Eu assinei a lei&#8221; e &#8220;eu tamb\u00e9m dirigi&#8221;.<\/p>\n<p>A carta, com seu nome nela, foi escrita em um papel oficial e pesado. Alguns veriam essa carta de um presidente como digna de ser emoldurada. Mas, para Mason, havia uma coceira que n\u00e3o poderia ficar sem ser cutucada.<\/p>\n<p>Ela pegou uma caneta roxa e fez algo que ela havia feito incont\u00e1veis vezes com incont\u00e1veis pap\u00e9is. Ela come\u00e7ou a circular. Come\u00e7ou com as irritantes letras mai\u00fasculas. Mas, no fim, ela havia rabiscado diversos recados, riscado algumas pontua\u00e7\u00f5es, e perguntado a quem tivesse escrito a carta uma pergunta que pode ou n\u00e3o ter sido ret\u00f3rica: &#8220;Voc\u00eas j\u00e1 tentaram checar a gram\u00e1tica e estilo de escrita?&#8221;.<\/p>\n<p>Um rabisco no fim do papel foi destinado a uma senten\u00e7a, mas pareceu resumir a opini\u00e3o de Mason sobre a carta inteira: &#8220;Meu Deus, isso est\u00e1 ERRADO!&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se eu tivesse recebido isso de um de meus alunos, eu teria devolvido sem uma nota e diria: &#8216;Eu espero que voc\u00ea tenha deixado a verdadeira em casa'&#8221;, disse ela ao The Washington Post.<\/p>\n<p>Ela enviou a carta, j\u00e1 cheia de tinta roxa, de volta \u00e0 Casa Branca. Mas antes disso, ela tirou uma foto e postou em sua p\u00e1gina do Facebook, esperando causar sorriso em seus amigos ou ex-alunos que est\u00e3o na miss\u00e3o de proteger a l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p>Dias depois, uma amiga a convenceu de tornar o post p\u00fablico, e, no fim de maio, havia sido compartilhado mais de 4 mil vezes, a \u00faltima evid\u00eancia para cr\u00edticos que acreditam que o presidente e sua administra\u00e7\u00e3o fazem um jogo r\u00e1pido e liberal com o ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Como David Nakamura, do Washington Post, escreveu em mar\u00e7o: &#8220;Os pequenos erros constantes \u2013 que perseguem a Casa Branca de Trump desde que o presidente tomou posse com um poster escrito &#8216;no challenge is to great&#8217; [com erro no &#8216;to&#8217;] \u2013 se tornaram, cr\u00edticos dizem, s\u00edmbolos dos problemas maiores do estilo de administra\u00e7\u00e3o de Trump, em particular sua falta de aten\u00e7\u00e3o aos detalhes e a falta de preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s suas decis\u00f5es pol\u00edticas&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 uma mensagem que Mason tentou inserir na cabe\u00e7a de seus alunos da rede p\u00fablica por cerca de duas d\u00e9cadas: como voc\u00ea fala, as palavras que voc\u00ea escolhe e a sua habilidade com a l\u00edngua, tudo mostra algo sobre voc\u00ea, seja voc\u00ea um aluno do ensino m\u00e9dio ou um senador j\u00fanior.<\/p>\n<p>Mason, de 61 anos, que ensinou ret\u00f3rica e composi\u00e7\u00e3o em Greenville, na Carolina do Sul, e recentemente se mudou para Atlanta, escreve regularmente para os pol\u00edticos eleitos nos quais votou e tornou a pr\u00e1tica em aulas de argumenta\u00e7\u00e3o \u2013 ensinamentos de civilidade e escrita juntos.<\/p>\n<p>Ela frequentemente falava para seus alunos que eles n\u00e3o tinham a permiss\u00e3o de simplesmente jogar opini\u00f5es; seus argumentos deveriam ser baseados na l\u00f3gica e em fatos. &#8220;Eles reescreviam at\u00e9 que o texto estivesse correto e que tivessem dado bons argumentos&#8221;, ela disse.<\/p>\n<p>Para gui\u00e1-los, \u00e0s vezes ela mostrava c\u00f3pias de cartas que ela havia escrito, criticando ou elogiando um voto ou defendendo uma pol\u00edtica espec\u00edfica. Mas sua carta do dia 15 de fevereiro para Donald Trump era sobre salvar vidas.<\/p>\n<p>Ela escreveu a carta um dia ap\u00f3s 17 pessoas terem sido baleadas e mortas na escola Marjory Stoneman Douglas High School em Parkland, na Fl\u00f3rida. &#8220;Eu escrevi insistindo ao presidente para se encontrar com cada fam\u00edlia de cada v\u00edtima individualmente&#8221;, ela disse ao The Post. &#8220;E ouvir o que eles t\u00eam a dizer e assegurar-lhes que algo iria ser feito sobre o controle de armas neste pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>Mas ela sabia que havia muitas vozes falando sobre o assunto. &#8220;Eu n\u00e3o esperava ter um retorno. Depois de ter enviado, minha parte tinha acabado. Eu havia expressado minha opini\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Como muitas das cartas que ela recebeu de pol\u00edticos, ela acha que a carta de Trump foi escrita por algu\u00e9m na Casa Branca treinado para imitar o estilo de escrita do presidente, assim como um escritor de discursos. Ela insista que, quem quer que tenha escrito a carta, n\u00e3o precisa de um novo emprego, mas sim de um novo estilo. Ela n\u00e3o recebeu nenhuma resposta da Casa Branca sobre suas sugest\u00f5es de edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mason disse que seu lema para os alunos era: &#8220;A l\u00edngua \u00e9 a moeda do poder&#8221;. Ela explica que &#8220;se voc\u00ea n\u00e3o consegue comunicar o que voc\u00ea quer ou do que voc\u00ea precisa&#8230; voc\u00ea n\u00e3o vai ter o que voc\u00ea quer. Escrever claramente e consistentemente te d\u00e1 poder&#8221;. Mason comentou que a aten\u00e7\u00e3o que ela recebeu desde que sua carta viralizou lhe deu uma nova oportunidade de compartilhar sua mensagem. Ela desistiu de ensinar ingl\u00eas depois que seu neto nasceu.<\/p>\n<p>Ele agora tem quatro anos, e enquanto ela est\u00e1 tirando um tempo para ela, ele chegou \u00e0 fase em que est\u00e1 come\u00e7ando a formar frases mais complexas. Senten\u00e7as perfeitas. Ele se machucou h\u00e1 alguns dias enquanto estava brincando com o cachorro, Mason contou. &#8220;Eu disse: &#8216;Ah, acho que voc\u00ea precisa de um Band-Aid&#8217;. E ele disse: &#8216;Eu preciso de um Band-Aid rapidamente. Com um &#8216;mente&#8217;. Essa crian\u00e7a n\u00e3o tem nenhuma chance de ter uma gram\u00e1tica ruim&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Yvonne Mason abriu a carta, ela leu do in\u00edcio ao fim. Leu porque, afinal, tinha o selo do presidente no topo da p\u00e1gina e sua assinatura no p\u00e9. 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