{"id":181546,"date":"2018-06-05T19:26:51","date_gmt":"2018-06-05T22:26:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=181546"},"modified":"2018-06-05T20:35:44","modified_gmt":"2018-06-05T23:35:44","slug":"taxa-de-homicidios-aumenta-sergipe-tem-numero-mais-elevado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/taxa-de-homicidios-aumenta-sergipe-tem-numero-mais-elevado\/","title":{"rendered":"Taxa de homic\u00eddios aumenta. Sergipe tem n\u00famero mais elevado"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 62 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2016, fazendo com que o pa\u00eds superasse pela primeira vez o patamar de 30 homic\u00eddios por 100 mil habitantes, revelou o Atlas da Viol\u00eancia publicado nesta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>No total, foram 62.517 homic\u00eddios registrados em 2016, o que representa 30,3 assassinatos por 100 mil habitantes, n\u00famero 30 vezes maior do que o observado na Europa naquele ano, segundo o levantamento produzido pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>Os assassinatos n\u00e3o ocorreram de maneira homog\u00eanea pelo pa\u00eds, com Estados das regi\u00f5es Norte e Nordeste aparecendo na frente com as maiores taxas de homic\u00eddios por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar na lista aparece Sergipe, com 64,7, seguido por Alagoas com 54,2. S\u00e3o Paulo, por outro lado, tem a menor taxa de assassinatos, com 10,9. J\u00e1 o Estado do Rio de Janeiro registrou 36,4 assassinatos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00edndice crescente revela, al\u00e9m da naturaliza\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno, a prem\u00eancia de a\u00e7\u00f5es compromissadas e efetivas por parte das autoridades nos tr\u00eas n\u00edveis de governo: federal, estadual e municipal\u201d, afirmam os pesquisadores no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de outras consequ\u00eancias, essa trag\u00e9dia traz implica\u00e7\u00f5es na sa\u00fade, na din\u00e2mica demogr\u00e1fica e, por conseguinte, no processo de desenvolvimento econ\u00f4mico e social\u201d, acrescentam.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das diferen\u00e7as geogr\u00e1ficas, as taxas de homic\u00eddio foram sentidas de maneira desigual por parcelas da sociedade. Em 2016, 71,5 por cento das v\u00edtimas de assassinato eram pretas ou pardas e a taxa de homic\u00eddios de negros foi de 40,2 por cento, frente a 16 por cento de n\u00e3o negros.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia letal, negros e n\u00e3o negros vivessem em pa\u00edses completamente distintos\u201d, afirma o relat\u00f3rio da pesquisa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de dados sobre homic\u00eddios, o Atlas da Viol\u00eancia tratou tamb\u00e9m de casos de estupro, apontando 49.497 estupros registrados nas pol\u00edcias brasileiras ao longo de 2016 \u2014n\u00famero que deve ser ainda maior considerando a grande subnotifica\u00e7\u00e3o do problema, segundo os pesquisadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 62 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2016, fazendo com que o pa\u00eds superasse pela primeira vez o patamar de 30 homic\u00eddios por 100 mil habitantes, revelou o Atlas da Viol\u00eancia publicado nesta ter\u00e7a-feira. 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