{"id":181618,"date":"2018-06-06T11:51:35","date_gmt":"2018-06-06T14:51:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=181618"},"modified":"2018-06-06T13:41:29","modified_gmt":"2018-06-06T16:41:29","slug":"briga-por-frete-minimo-pode-provocar-nova-greve-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/briga-por-frete-minimo-pode-provocar-nova-greve-geral\/","title":{"rendered":"Briga por frete m\u00ednimo pode provocar nova greve geral"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto as empresas transportadoras se movimentam para mudar a tabela do frete m\u00ednimo, os caminhoneiros acompanham, ressabiados, o andamento das negocia\u00e7\u00f5es em Bras\u00edlia. Nas redes sociais, os motoristas temem que o lobby dos grandes grupos consiga derrubar a tabela rec\u00e9m-institu\u00edda pelo governo como contrapartida ao fim da greve. Mas eles prometem resistir.<\/p>\n<p>&#8220;Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a \u00faltima. E a\u00ed n\u00e3o vai ter negocia\u00e7\u00e3o, pois eles v\u00e3o querer provar para o mundo que s\u00e3o fortes, vai ser uma grande revolta&#8221;, diz Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT) e que foi o grande l\u00edder da paralisa\u00e7\u00e3o de 2015.<\/p>\n<p>Foi ele quem criou os primeiros grupos de caminhoneiros no WhatsApp para organizar os protestos daquele ano. Hoje, Schmidt participa de quase 90 grupos na rede. &#8220;T\u00e1 todo mundo s\u00f3 esperando que a tabela seja derrubada para parar tudo de novo&#8221;, afirma. &#8220;E, pelo que estou vendo no WhatsApp, pode ter certeza de que isso vai acontecer.&#8221;<\/p>\n<p>A tabela de pre\u00e7o m\u00ednimo do transporte rodovi\u00e1rio &#8211; definida \u00e0s pressas pelo governo para interromper a greve na semana passada &#8211; \u00e9 considerada a maior vit\u00f3ria dos caminhoneiros nos \u00faltimos tempos. Mas, diante da rea\u00e7\u00e3o do empresariado (principalmente representantes do agroneg\u00f3cio), eles come\u00e7am a temer que essa conquista esteja com os dias &#8211; ou horas &#8211; contados.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vejo coisa muito boa vindo pela frente, mas vamos lutar para encontrar um meio-termo para ambas as partes&#8221;, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), Jos\u00e9 Fonseca Lopes, que esteve \u00e0 frente das negocia\u00e7\u00f5es com o governo na greve encerrada na semana passada. Ele deve participar hoje de uma reuni\u00e3o com a Casa Civil para discutir o assunto. &#8220;Esperamos encontrar um denominador comum que n\u00e3o prejudique o caminhoneiro. Caso contr\u00e1rio, podem esperar uma nova rebeli\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da Abcam afirma que uma tabela de pre\u00e7o m\u00ednimo vinha sendo negociada no Congresso antes da greve e da medida provis\u00f3ria ser emitida. Schmidt afirma que desde 2016 essa proposta vem sendo negociada, sem sucesso &#8211; com as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho dos motoristas de caminh\u00e3o no Brasil sendo ignoradas.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, n\u00e3o existe categoria mais massacrada que o caminhoneiro. H\u00e1 30 anos esse profissional vem sendo explorado&#8221;, diz Schmidt, do CNT. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, se os motoristas aut\u00f4nomos permitirem que o governo elimine essa tabela em favor das transportadoras, eles estar\u00e3o perdendo uma grande oportunidade de melhorar a qualidade de seu trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto as empresas transportadoras se movimentam para mudar a tabela do frete m\u00ednimo, os caminhoneiros acompanham, ressabiados, o andamento das negocia\u00e7\u00f5es em Bras\u00edlia. 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