{"id":182180,"date":"2018-06-11T17:34:37","date_gmt":"2018-06-11T20:34:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=182180"},"modified":"2018-06-11T17:34:37","modified_gmt":"2018-06-11T20:34:37","slug":"animais-usam-mesmo-sistema-de-comunicacao-dos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/animais-usam-mesmo-sistema-de-comunicacao-dos-humanos\/","title":{"rendered":"Animais usam mesmo sistema de comunica\u00e7\u00e3o dos humanos"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 apenas nos contos de fadas e f\u00e1bulas que os animais falam. Eles, de fato, conversam entre si e, mais ainda, usam a mesma base de comunica\u00e7\u00e3o usada pelos seres humanos. Assim, enquanto um fala (pia, mia, late), o outro escuta (embora nem sempre seja assim com os humanos).<\/p>\n<p>Em um artigo publicado no The Royal Society, um grupo de acad\u00eamicos do Reino Unido e da Alemanha mostrou que padr\u00f5es de conversa\u00e7\u00e3o humanos est\u00e3o espalhados pelo reino animal.<\/p>\n<p>Um elefante, por exemplo, sabe quando \u00e9 hora de &#8216;desligar&#8217; a tromba e ouvir mais. A conversa, segundo os autores do estudo, \u00e9 uma &#8220;empresa fundamentalmente cooperativa&#8221;.<\/p>\n<p>A conversa animal, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 nova e j\u00e1 foi apresentada em outros estudos, mas a maioria \u00e9 considerada isolada, o que dificulta conclus\u00f5es sobre o di\u00e1logo entre esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>O artigo atual fez uma revis\u00e3o de dados anteriores e analisou quatro tipos de animais: aves, mam\u00edferos, insetos e anuros (r\u00e3s, sapos, pererecas). Com isso, os pesquisadores foram capazes de cruzar padr\u00f5es de conversa\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies. E o tempo, assim como no mundo humano, \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>&#8220;Se ocorrer sobreposi\u00e7\u00e3o, os indiv\u00edduos ficam em sil\u00eancio ou fogem, sugerindo que a sobreposi\u00e7\u00e3o pode ser tratada, nessa esp\u00e9cie, como uma viola\u00e7\u00e3o das regras socialmente aceitas&#8221;, afirmam os cientistas no estudo.<\/p>\n<p>Pacientes e impacientes. Eles parecem educados ao evitar sobreposi\u00e7\u00e3o, mas alguns s\u00e3o mais tranquilos na conversa. Um par de p\u00e1ssaros apresentou intervalo de menos de 50 milissegundos entre o envio de notas (ou sons) de um para o outro.<\/p>\n<p>As baleias, por outro lado, s\u00e3o mais pacientes e suas pausas podem durar at\u00e9 dois segundos. Os seres humanos, segundo os autores do estudo, normalmente esperavam cerca de um quinto de segundo antes de entrarem em sintonia.<\/p>\n<p>&#8220;O objetivo do estudo \u00e9 facilitar compara\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies em grande escala e de forma sistem\u00e1tica&#8221;, explica Kobin Kendrick, da Universidade de York, em um comunicado. &#8220;Tal estrutura permitir\u00e1 aos pesquisadores tra\u00e7ar a hist\u00f3ria evolutiva deste not\u00e1vel comportamento e abordar quest\u00f5es antigas sobre as origens da linguagem humana&#8221;, que \u00e9 o desejo da equipe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 apenas nos contos de fadas e f\u00e1bulas que os animais falam. Eles, de fato, conversam entre si e, mais ainda, usam a mesma base de comunica\u00e7\u00e3o usada pelos seres humanos. Assim, enquanto um fala (pia, mia, late), o outro escuta (embora nem sempre seja assim com os humanos). 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