{"id":184460,"date":"2018-07-04T10:45:25","date_gmt":"2018-07-04T13:45:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=184460"},"modified":"2018-07-04T17:32:14","modified_gmt":"2018-07-04T20:32:14","slug":"whatsapp-monta-estrategia-para-matar-boatos-na-fonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/whatsapp-monta-estrategia-para-matar-boatos-na-fonte\/","title":{"rendered":"WhatsApp monta estrat\u00e9gia para matar boatos na fonte"},"content":{"rendered":"<p>O aplicativo de mensagens instant\u00e2neas WhatsApp anunciou nesta ter\u00e7a-feira, 3, sua primeira grande iniciativa para combater as not\u00edcias falsas na plataforma. A empresa vai oferecer bolsas de estudo para pesquisadores que se dediquem a entender o fen\u00f4meno. O investimento se junta a outras pequenas iniciativas que o WhatsApp &#8211; que faz parte do Facebook desde 2014 &#8211; vem adotando para tentar minimizar o problema, que tem se ampliado em pa\u00edses como Brasil e \u00cdndia &#8211; neste \u00faltimo, o aplicativo foi responsabilizado por uma onda de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, a empresa vai oferecer 20 bolsas de estudo no valor de US$ 50 mil. Para obterem o valor, os especialistas dever\u00e3o investigar qual o impacto que o compartilhamento de not\u00edcias falsas no WhatsApp tem na sociedade. A empresa vai priorizar estudos que abordem fatores como as motiva\u00e7\u00f5es para pessoas considerarem um conte\u00fado confi\u00e1vel e o compartilharem no aplicativo e o uso do WhatsApp durante elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o em investigar formas de detectar comportamentos problem\u00e1ticos no aplicativo, uma vez que todas as mensagens trocadas por seus mais de 1,5 bilh\u00e3o de usu\u00e1rios no mundo &#8211; 120 milh\u00f5es deles no Brasil &#8211; s\u00e3o criptografadas de ponta a ponta. Na pr\u00e1tica, isso significa que elas s\u00e3o codificadas antes de sair do aparelho do remetente, passando pelos servidores do WhatsApp, at\u00e9 finalmente serem decodificadas no destinat\u00e1rio.<\/p>\n<p>O WhatsApp est\u00e1 tentando avaliar, com a ajuda desses pesquisadores, como minimizar a circula\u00e7\u00e3o de boatos na plataforma, sem prejudicar a privacidade dos dados, uma bandeira que sempre foi defendida pela companhia. A partir das conclus\u00f5es das pesquisas, a empresa pretende testar novos recursos.<\/p>\n<p>Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que as \u00e1reas de maior preocupa\u00e7\u00e3o da empresa hoje no Brasil est\u00e3o relacionadas a sa\u00fade e elei\u00e7\u00f5es. Contudo, h\u00e1 o entendimento de que as medidas n\u00e3o devem surtir efeito em curto prazo.<\/p>\n<p>A empresa, no entanto, j\u00e1 testa uma nova fun\u00e7\u00e3o que vai sinalizar aos usu\u00e1rios quando eles receberem uma mensagem encaminhada por um contato, mas n\u00e3o escrita originalmente por ele. Al\u00e9m disso, o aplicativo de mensagens ampliou o poder de modera\u00e7\u00e3o dos administradores de grupos no aplicativo recentemente.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Para os especialistas ouvidos pelo Estado, investir na educa\u00e7\u00e3o e no esclarecimento de not\u00edcias falsas \u00e9 um bom come\u00e7o para o WhatsApp. &#8220;\u00c9 uma estrat\u00e9gia que tenta reduzir o impacto do servi\u00e7o nessa dissemina\u00e7\u00e3o&#8221;, avalia Jacqueline de Souza Abreu, advogada especializada em direito digital. Segundo ela, o esfor\u00e7o considera a complexidade do servi\u00e7o. &#8220;Se o Facebook equivale a uma pra\u00e7a p\u00fablica, o WhatsApp \u00e9 a sala de estar&#8221;, diz Jacqueline. &#8220;N\u00e3o queremos que exista controle sobre o que uma fam\u00edlia conversa.&#8221;<\/p>\n<p>Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, Carlos Affonso de Souza vai na mesma linha. &#8220;A empresa precisa trabalhar em outros meios de conter not\u00edcias falsas que n\u00e3o impliquem no controle do conte\u00fado&#8221;, diz. Para ele, um dos maiores problemas do aplicativo \u00e9 o fato de ser poss\u00edvel compartilhar qualquer conte\u00fado &#8220;sem fric\u00e7\u00e3o&#8221; e com alto alcance. &#8220;Na rede social, a mensagem \u00e9 filtrada pelo algoritmo e n\u00e3o chega a todos os seus amigos; no WhatsApp, n\u00e3o existe isso.&#8221;<\/p>\n<p>Souza, por\u00e9m, chama a aten\u00e7\u00e3o para um ponto importante: &#8220;Not\u00edcia falsa \u00e9 um problema de quem manda, mas tamb\u00e9m de quem recebe&#8221;, diz. &#8220;\u00c9 um dever c\u00edvico, ainda mais hoje, mostrar por que aquele dado \u00e9 falso. S\u00f3 assim v\u00e3o ocorrer mudan\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Linchamentos<\/strong> &#8211; Pelo menos 12 pessoas morreram na \u00cdndia, desde maio deste ano, em linchamentos p\u00fablicos, ap\u00f3s serem v\u00edtimas de not\u00edcias falsas disseminadas pelo aplicativo WhatsApp. Segundo o jornal Washington Post, que publicou reportagem recente sobre o tema, os mortos supostamente fariam parte de grupos de sequestradores de crian\u00e7as e traficantes de \u00f3rg\u00e3os &#8211; as informa\u00e7\u00f5es divulgadas em forma de corrente pelo aplicativo, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o confirmadas pelas autoridades locais.<\/p>\n<p>Em junho, dois homens sofreram um ataque ap\u00f3s pedirem informa\u00e7\u00f5es na rua; no m\u00eas anterior, uma mulher foi agredida depois de distribuir doces para crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A \u00cdndia \u00e9 hoje o principal mercado do WhatsApp no mundo &#8211; l\u00e1 ficam 200 milh\u00f5es dos 1,5 bilh\u00e3o de usu\u00e1rios do aplicativo de mensagens instant\u00e2neas.<\/p>\n<p>A onda de linchamentos &#8211; s\u00f3 no \u00faltimo fim de semana, foram cinco mortos &#8211; levou o ministro da Eletr\u00f4nica e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, Ravi Shankar Prasad, a pedir medidas imediatas para o WhatsApp. &#8220;A empresa n\u00e3o pode evitar sua responsabilidade nesses casos&#8221;, afirmou ele, na semana passada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aplicativo de mensagens instant\u00e2neas WhatsApp anunciou nesta ter\u00e7a-feira, 3, sua primeira grande iniciativa para combater as not\u00edcias falsas na plataforma. 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