{"id":184880,"date":"2018-07-09T02:29:56","date_gmt":"2018-07-09T05:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=184880"},"modified":"2018-07-09T02:29:56","modified_gmt":"2018-07-09T05:29:56","slug":"redes-sociais-buscam-saida-para-as-noticias-falsas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/redes-sociais-buscam-saida-para-as-noticias-falsas\/","title":{"rendered":"Redes sociais buscam sa\u00edda para as not\u00edcias falsas"},"content":{"rendered":"<p>A ascens\u00e3o das chamadas not\u00edcias falsas (fake news, no termo em ingl\u00eas) a um objeto de preocupa\u00e7\u00e3o em todo o mundo colocou no centro da discuss\u00e3o o papel de redes sociais como Facebook, Google, YouTube, Twitter e WhatsApp. Se por um lado \u00e9 reconhecido que o fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 antigo, por outro lado \u00e9 consenso entre pesquisadores, autoridades e empresas que a diferen\u00e7a no cen\u00e1rio atual de divulga\u00e7\u00e3o de conte\u00fados falsos est\u00e1 no alcance e na velocidade permitidos pelo compartilhamento de mensagens nesses ambientes. Para tentar diminuir os questionamentos e o dano \u00e0 imagem, diversas redes sociais v\u00eam anunciando medidas para tentar combater a circula\u00e7\u00e3o das not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>As redes sociais s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para a difus\u00e3o de not\u00edcias falsas por diferentes motivos. Alguns criadores desses conte\u00fados buscam divulgar uma ideia ou atacar uma pessoa, partido ou institui\u00e7\u00e3o. Outros t\u00eam motiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, uma vez que a grande circula\u00e7\u00e3o de uma publica\u00e7\u00e3o gera intera\u00e7\u00f5es, o que pode se traduzir em dinheiro a partir da l\u00f3gica de veicula\u00e7\u00e3o de an\u00fancios nessas plataformas. Foi o caso, por exemplo, de jovens da Maced\u00f4nia que criaram perfis para difundir not\u00edcias falsas nas elei\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos em 2016 como fonte de renda.<\/p>\n<p>Essas possibilidades geraram intensos questionamentos. Nos Estados Unidos, o Facebook virou objeto de investiga\u00e7\u00e3o do Congresso sobre uma poss\u00edvel influ\u00eancia de organiza\u00e7\u00f5es russas nas elei\u00e7\u00f5es de 2016. O presidente da empresa, Mark Zuckerberg, teve de ir ao Congresso prestar explica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m sobre o esc\u00e2ndalo de vazamento de dados de 87 milh\u00f5es de usu\u00e1rios envolvendo a empresa de marketing eleitoral Cambridge Analytica. A companhia foi questionada ainda por autoridades de outros pa\u00edses, inclusive brasileiras, sobre o caso.<\/p>\n<p>Na \u00cdndia, o WhatsApp, aplicativo de propriedade do Facebook, virou assunto de preocupa\u00e7\u00e3o nacional nas \u00faltimas semanas depois de uma s\u00e9rie de assassinatos e linchamentos a partir de informa\u00e7\u00f5es falsas divulgadas na rede social.<\/p>\n<p>O Google sofreu cr\u00edticas por apresentar nos resultados de busca informa\u00e7\u00f5es falsas, tanto sobre as elei\u00e7\u00f5es dos EUA quanto sobre fatos hist\u00f3ricos, como o Holocausto.<\/p>\n<p>Rede social mais criticada, o Facebook inicialmente rebateu as acusa\u00e7\u00f5es relativas ao papel nas elei\u00e7\u00f5es dos EUA, mas depois do pleito passou a anunciar um conjunto de medidas para reduzir a circula\u00e7\u00e3o dessas mensagens na sua plataforma. A principal delas foi a realiza\u00e7\u00e3o de um acordo com ag\u00eancias de checagem para averiguar a veracidade de publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No Brasil, a parceria envolve as ag\u00eancias Lupa, Aos Fatos e France Press. \u201cEsse mecanismo permitiu cortar em at\u00e9 80% a distribui\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de not\u00edcias consideradas falsas por ag\u00eancias de verifica\u00e7\u00e3o parceiras nos Estados Unidos, onde a ferramenta j\u00e1 est\u00e1 funcionando h\u00e1 algum tempo\u201d, relatou a empresa em nota divulgada em 10 de maio.<\/p>\n<p>Conte\u00fados s\u00e3o selecionados por meio de sistemas automatizados da plataforma e a partir de den\u00fancias feitas por pessoas. H\u00e1 ferramentas para que usu\u00e1rios possam indicar um post como fake news. Em seguida, s\u00e3o checados pelas ag\u00eancias \u2013 cada uma com metodologia espec\u00edfica. A Lupa, por exemplo, classifica os textos em: (1) verdadeiro; (2) verdadeiro, mas.., quando o leitor merece mais explica\u00e7\u00f5es; (3) ainda \u00e9 cedo pra dizer, quando a informa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 verdadeira; (4) exagerado; (5) contradit\u00f3rio; (6) insustent\u00e1vel; e (7) falso.<\/p>\n<p>Em 2017, o Facebook anunciou que as checagens apareceriam como uma informa\u00e7\u00e3o adicional. Contudo, em 2018 elas passaram a ter consequ\u00eancias para os autores. Aquelas mensagens consideradas falsas t\u00eam o alcance reduzido, e os usu\u00e1rios que as compartilharam recebem uma notifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra frente de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 o combate aos perfis falsos, identificados como um instrumento de difus\u00e3o de fake news. A empresa anunciou em maio que derrubou neste ano, em m\u00e9dia, 6 milh\u00f5es de contas falsas por dia. A remo\u00e7\u00e3o ocorreu baseada nos \u201cpar\u00e2metros da comunidade\u201d, regras que, quando violadas, geram a exclus\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o. O chamado discurso de \u00f3dio, muitas vezes associado a not\u00edcias falsas, tamb\u00e9m \u00e9 objeto de retirada. \u201cTamb\u00e9m removemos 2,5 milh\u00f5es de conte\u00fados com discurso de \u00f3dio no primeiro trimestre de 2018\u201d, informou o vice-presidente de produto, Guy Rosen, em comunicado publicado em 15 de maio.<\/p>\n<p>Uma das principais cr\u00edticas de autoridades e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil \u00e9 a falta de transpar\u00eancia no pagamento de an\u00fancios, recurso usados por organiza\u00e7\u00f5es russas na disputa estadunidense de 2016. No Brasil, tamb\u00e9m cresceu o receio sobre poss\u00edveis abusos nessa ferramenta depois que ela foi legalizada para as elei\u00e7\u00f5es deste ano pela minirreforma eleitoral aprovada no ano passado.<\/p>\n<p>O Facebook anunciou ao longo do ano algumas a\u00e7\u00f5es sobre o tema, como a identifica\u00e7\u00e3o de an\u00fancios pol\u00edticos (no Brasil s\u00e3o aqueles divulgados por candidatos), a disponibiliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em cada p\u00e1gina de quais an\u00fancios est\u00e3o ativos ou j\u00e1 foram distribu\u00eddos no passado. \u201cDurante a campanha eleitoral, os brasileiros ver\u00e3o quais an\u00fancios foram marcados pelos anunciantes nessa categoria, e todos eles ser\u00e3o adicionados ao arquivo\u201d, explicou a diretora de Marketing de Produto, Emma Rodgers, em nota divulgada em 28 de junho.<\/p>\n<p><strong>Google<\/strong> &#8211; O Google evita usar o termo fake news, adotando os conceitos de \u201cconte\u00fados enganosos, manipulados e fabricados\u201d. A plataforma contribuiu para fundar uma coaliz\u00e3o internacional sobre o tema, chamada First Draft. Neste ano, a rede vai realizar um programa de checagem de informa\u00e7\u00f5es nas elei\u00e7\u00f5es que ganhou o nome de &#8220;comprova&#8221;, contando com a presen\u00e7a de diversos \u00f3rg\u00e3os de m\u00eddia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A plataforma criou tamb\u00e9m um bra\u00e7o voltado ao jornalismo, Google Not\u00edcias. Este realiza projetos de est\u00edmulo ao jornalismo de qualidade, como financiamento de projetos e cursos. Em mar\u00e7o deste ano, a empresa anunciou a destina\u00e7\u00e3o de R$ 1,12 bilh\u00e3o nessa frente.<\/p>\n<p>Para a identifica\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o de conte\u00fados falsos disponibilizados na ferramenta de busca, foi criado um selo de checagem de fatos. \u201cO selo de checagem n\u00e3o significa prioriza\u00e7\u00e3o na busca. O resultado em que ele vai aparecer depende da busca pelo conte\u00fado, e n\u00e3o pelo fato de ele ser checado\u201d, explicou o diretor de Rela\u00e7\u00f5es Governamentais e Pol\u00edticas do Google no Brasil, Marcelo Lacerda, em semin\u00e1rio sobre o tema realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 21 de junho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a empresa ajustou os sistemas da ferramenta de busca e inseriu o que chama de \u201cavaliadores de qualidade\u201d, indicadores que s\u00e3o lidos para que a ferramenta de busca n\u00e3o disponibilize o conte\u00fado enganoso. Como forma de promo\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos jornal\u00edsticos tradicionais, foi inclu\u00eddo na p\u00e1gina do site um carrossel com not\u00edcias de parceiros em destaque.<\/p>\n<p><strong>Twitter<\/strong> &#8211; O Twitter n\u00e3o divulgou medidas espec\u00edficas contra fake news, mas combate o que chama de \u201ccontas automatizadas mal-intencionadas e\/ou que disseminam spam\u201d, perfis falsos ou os chamados rob\u00f4s (ou bots, no termo em ingl\u00eas popularizado). Os rob\u00f4s s\u00e3o vistos como um dos meios de dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas e um dos problemas na rede social, embora estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em ingl\u00eas) tenha apontado o grau de difus\u00e3o de fake news por essas contas semelhante ao de humanos<\/p>\n<p>Segundo a assessoria de empresa, tamb\u00e9m foram realizadas a\u00e7\u00f5es como o aprimoramento do processo de abertura de contas, auditorias em contas j\u00e1 existentes e a expans\u00e3o de detec\u00e7\u00e3o de \u201ccomportamento mal-intencionado\u201d. O n\u00famero de contas contestadas mensalmente subiu de 2,5 milh\u00f5es em setembro de 2017 para 10 milh\u00f5es em maio de 2018.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e9dia de den\u00fancias de spam recebidas por meio de nosso mecanismo de den\u00fancias continuou a diminuir \u2013 de uma m\u00e9dia de aproximadamente 25 mil por dia em mar\u00e7o para cerca de 17 mil por dia em maio\u201d, disse a vice-presidente de Seguran\u00e7a e Confian\u00e7a, Del Harvey, em comunicado publicado no dia 26 de junho.<\/p>\n<p><strong>Limites<\/strong> &#8211; Mas as medidas adotadas pelas redes sociais est\u00e3o longe de ser consenso. O uso de selos de checagem e a diminui\u00e7\u00e3o do alcance ou remo\u00e7\u00e3o s\u00e3o duas das a\u00e7\u00f5es contestadas. Na avalia\u00e7\u00e3o da Frente Parlamentar pela Liberdade de Express\u00e3o e o Direito \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o (Frentecom), rede que congrega 194 parlamentares de v\u00e1rios partidos, essas medidas esbarram na dificuldade de definir o que \u00e9 verdade e o que n\u00e3o \u00e9 (e nas varia\u00e7\u00f5es entre esses dois extremos) e nos poss\u00edveis vieses dos pr\u00f3prios checadores \u2013 al\u00e9m de poder induzir a uma leitura de que qualquer conte\u00fado alvo de checagem \u00e9 mentiroso.<\/p>\n<p>\u201cIniciativas das plataformas que absolutizam a refer\u00eancia destes checadores e da m\u00eddia tradicional s\u00e3o, portanto, preocupantes\u201d, diz documento da frente sobre o tema, divulgado m\u00eas passado. \u201cA atua\u00e7\u00e3o das plataformas \u2013 no sentido de priorizar ou despriorizar\/remover informa\u00e7\u00f5es e conte\u00fados nas redes \u2013 pode reproduzir, num ambiente de monop\u00f3lio na internet, a concentra\u00e7\u00e3o que j\u00e1 vivenciamos nos meios tradicionais, com s\u00e9rios impactos \u00e0 diversidade e pluralidade\u201d, acrescenta a rede. O documento foi uma das bases do relat\u00f3rio do Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social sobre o assunto.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do diretor-geral da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Emissoras de R\u00e1dio e TV (Abert), Cristiano Flores, as plataformas deveriam ter mecanismos existentes na m\u00eddia tradicional, como a possibilidade de processo por dano moral ou a solicita\u00e7\u00e3o de direito de resposta. \u201cAs medidas adotadas pelas plataformas s\u00e3o importantes, mas precisa mais. Voc\u00ea tem modelo de responsabilidade dos ve\u00edculos tradicionais de repara\u00e7\u00e3o e direitos de resposta. \u00c9 importante que estes mecanismos avancem na previsibilidade no ambiente online\u201d, defende.<\/p>\n<p>O pesquisador de direito digital e diretor do Instituto Beta: Internet e Democracia, Paulo Ren\u00e1, questiona o uso de sistemas automatizados (como algoritmos) para monitorar conte\u00fados, recurso adotado por todas as plataformas. \u201c A tecnologia n\u00e3o vai ser suficiente para nos salvar de n\u00f3s mesmos. Para saber o que \u00e9 informa\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 desinforma\u00e7\u00e3o, n\u00f3s precisamos do contexto. N\u00e3o ser\u00e1 um rob\u00f4, n\u00e3o ser\u00e1 uma m\u00e1quina ou mesmo um jeito de fazer, uma &#8216;receita de bolo&#8217;, que vai saber o que \u00e9 inverdade\u201d, pondera.<\/p>\n<p>A entidade SaferNet, que participa do conselho consultivo criado pelo TSE para avaliar o impacto das fake news nas elei\u00e7\u00f5es, lan\u00e7ou documento em que apresenta uma s\u00e9rie de iniciativas que poderiam ser adotadas pelas plataformas. Para al\u00e9m das medidas de transpar\u00eancia j\u00e1 anunciadas pelo Facebook, a ONG cobra que sejam tornados p\u00fablicos dados dos anunciantes, os valores pagos e o p\u00fablico-alvo definido por eles (para quem a mensagem foi endere\u00e7ada). A organiza\u00e7\u00e3o defende tamb\u00e9m a proibi\u00e7\u00e3o do pagamento de an\u00fancios em moeda estrangeira, para evitar influ\u00eancia externa, e uma isonomia nos pre\u00e7os dos an\u00fancios aos candidatos, evitando privil\u00e9gios.<\/p>\n<p>Para Francisco Brito Cruz, pesquisador em direito e tecnologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e diretor da organiza\u00e7\u00e3o de pesquisa Internetlab, o alcance das plataformas faz com que as medidas implementadas possam ter grande impacto. Contudo, elas n\u00e3o devem ser pensadas unilateralmente pelas empresas. \u201c Esse processo deve ser feito com muita discuss\u00e3o com o p\u00fablico, em especial com a sociedade civil organizada e a academia, para que ele n\u00e3o passe por cima de direitos das pessoas\u201d, defende.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ascens\u00e3o das chamadas not\u00edcias falsas (fake news, no termo em ingl\u00eas) a um objeto de preocupa\u00e7\u00e3o em todo o mundo colocou no centro da discuss\u00e3o o papel de redes sociais como Facebook, Google, YouTube, Twitter e WhatsApp. Se por um lado \u00e9 reconhecido que o fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 antigo, por outro lado \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":184881,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[],"class_list":["post-184880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vota-brasilia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184880"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":184882,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184880\/revisions\/184882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/184881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}