{"id":185487,"date":"2018-07-16T16:20:39","date_gmt":"2018-07-16T19:20:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=185487"},"modified":"2018-07-16T16:20:39","modified_gmt":"2018-07-16T19:20:39","slug":"sob-intervencao-rio-teve-2-criancas-mortas-e-10-baleadas-diz-ong","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sob-intervencao-rio-teve-2-criancas-mortas-e-10-baleadas-diz-ong\/","title":{"rendered":"Sob interven\u00e7\u00e3o, Rio teve 2 crian\u00e7as mortas e 10 baleadas, diz ONG"},"content":{"rendered":"<p>Durante os cinco meses de interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro, onze crian\u00e7as foram baleadas na regi\u00e3o metropolitana da capital. Tr\u00eas delas morreram. Os dados s\u00e3o de um balan\u00e7o divulgado pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Fogo Cruzado, que levanta e disponibiliza num aplicativo informa\u00e7\u00f5es coletadas por usu\u00e1rios, imprensa e pol\u00edcias.<\/p>\n<p>Nas estat\u00edsticas da viol\u00eancia est\u00e1 Benjamin, de apenas um ano de vida, morto em seu carrinho de beb\u00ea, atingido durante um tiroteio em 16 de mar\u00e7o, na favela Nova Bras\u00edlia, no Complexo do Alem\u00e3o, zona norte do Rio. Tr\u00eas semanas antes, o menino Marlon, de 10 anos, tamb\u00e9m perdeu a vida durante um tiroteio no Morro do Cantagalo, na zona sul da capital.<\/p>\n<p>O n\u00famero de tiroteios e disparos na regi\u00e3o metropolitana saltaram 37% durante a interven\u00e7\u00e3o federal, em rela\u00e7\u00e3o aos cinco meses anteriores. De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o, foram registrados 4.005 tiroteios e disparos entre 16 de fevereiro e 15 de julho, contra 2.924 entre 16 de setembro de 2017 e 15 de fevereiro deste ano. Desse total, 690 epis\u00f3dios (17%) contaram com a participa\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a, ante os 316 (11% do total) verificados nos cinco meses anteriores.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio da Interven\u00e7\u00e3o contabiliza que foram realizadas 280 opera\u00e7\u00f5es monitoradas pelo Comando Conjunto da interven\u00e7\u00e3o, que mobilizaram 105 mil agentes, nas quais foram apreendidas 260 armas de fogo, uma m\u00e9dia de 0,9 arma por opera\u00e7\u00e3o. Cada opera\u00e7\u00e3o contou, em m\u00e9dia, com 375 agentes envolvidos, embora algumas tenham mobilizado milhares de militares e policiais.<\/p>\n<p>A menina Gleciana, de 7 anos, foi a primeira crian\u00e7a v\u00edtima de tiro desde que foi assinado o decreto da interven\u00e7\u00e3o, de acordo com os dados do Fogo Cruzado. Ela foi atingida durante um tiroteio no Imbari\u00ea, bairro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 21 de fevereiro. A \u00faltima foi Ca\u00edque, de apenas seis meses de vida, ferido por uma bala pedida em uma escola no Cosme Velho, zona sul da cidade. Tamb\u00e9m foram atingidos por tiros Isaque, de dois anos; Maria Gabriela, de 11 anos; Sophia, de 8 anos; e outras tr\u00eas crian\u00e7as que n\u00e3o tiveram a identidade revelada pela organiza\u00e7\u00e3o no levantamento.<\/p>\n<p>Ao todo, 44 pessoas foram v\u00edtimas de bala perdida na regi\u00e3o metropolitana do Rio em cinco meses de interven\u00e7\u00e3o federal. Nove delas morreram.<\/p>\n<p>O aplicativo Fogo Cruzado aponta que o n\u00famero de mortos ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o diminuiu quase 8%. Nas \u00e1reas com Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP), a queda foi de 33%. Mesmo assim, em toda a regi\u00e3o metropolitana, 637 pessoas morreram em decorr\u00eancia de disparos de armas de fogo nos cinco meses de interven\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Seca aparece como a regi\u00e3o mais conflagrada no per\u00edodo, com 159 disparos\/tiroteios, 10 mortos e 10 feridos. Em 22 epis\u00f3dios, havia a presen\u00e7a das for\u00e7as de seguran\u00e7a na regi\u00e3o. A Vila Kennedy, primeiro bairro a receber uma opera\u00e7\u00e3o do Comando da Interven\u00e7\u00e3o Federal, aparece em segundo lugar, com 120 disparos de 16 de fevereiro para c\u00e1.<\/p>\n<p>Em um ranking dos cinco bairros com mais tiroteios nos dois per\u00edodos, a Rocinha caiu da segunda posi\u00e7\u00e3o para a quinta em n\u00famero de epis\u00f3dios. A regi\u00e3o registrou, por\u00e9m, o maior n\u00famero de mortos (18) e de feridos (10) no per\u00edodo. Por l\u00e1, as for\u00e7as de seguran\u00e7a participaram em 19 epis\u00f3dios de troca de tiros, n\u00famero menor apenas do que na Pra\u00e7a Seca.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m levantou o n\u00famero de chacinas, que consideram tiroteios que terminaram com mais de tr\u00eas civis mortos, desde a edi\u00e7\u00e3o do decreto de interven\u00e7\u00e3o, no dia 16 de fevereiro. Foram 28 epis\u00f3dios, quase todos nas zonas norte e oeste e em munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana. Segundo os dados do Fogo Cruzado, houve um total de 28 chacinas, 80% a mais que nos cinco meses anteriores, que resultaram na morte de 199 pessoas, um aumento de 128%.<\/p>\n<p>A Rocinha e a Urca, na zona sul, registraram o maior n\u00famero de mortos em um \u00fanico evento. Em mar\u00e7o, oito pessoas foram mortas na Rocinha, durante confronto que envolveu policiais do Batalh\u00e3o de Choque da Pol\u00edcia Militar. E, no m\u00eas passado, sete corpos foram achados na Urca ap\u00f3s uma troca de tiros no local entre policiais militares e bandidos que fugiam dos morros Chap\u00e9u-Mangueira e Babil\u00f4nia, no Leme.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante os cinco meses de interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro, onze crian\u00e7as foram baleadas na regi\u00e3o metropolitana da capital. Tr\u00eas delas morreram. Os dados s\u00e3o de um balan\u00e7o divulgado pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Fogo Cruzado, que levanta e disponibiliza num aplicativo informa\u00e7\u00f5es coletadas por usu\u00e1rios, imprensa e pol\u00edcias. Nas estat\u00edsticas da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174397,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-185487","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=185487"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":185488,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185487\/revisions\/185488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/174397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=185487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=185487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=185487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}